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Lista: As 50 Melhores Músicas de 2014 [30-21]

30. Vince Staples – Blue Suede

Você pode até dizer que “Blue Suede” é apenas mais uma ótima produção, que suas batidas são incríveis e que a música se resume basicamente a isso… Tudo isso, é claro, se as rimas de Vince Staples não forem levadas em consideração. Se a produção é ótima (digna de Madlib), a performance do rapper é ainda melhor. Suas rimas são cruas, e verdadeiras: nelas, Staples trata da mortalidade da forma como ela é, sem grandes firulas. O ser humano é frágil, e nasce para um dia morrer: e, geralmente, nunca da forma desejada. É nada mais do que a realidade… “Jovens sepulturas obtém os buquês”, brada o rapper.

29. Nação Zumbi – Cicatriz

Uma filosofia relativamente barata diz que um grande guerreiro é reconhecido pela quantidade de cicatrizes que tem no corpo… E é exatamente essa mensagem que a Nação Zumbi quer passar em “Cicatriz”, canção que facilmente se insere entre as melhores do experiente grupo. Segundo Du Peixe e sua trupe, as marcas de guerra não precisam ser escondidas, e sim expostas: troféus de batalhas vencidas. A fraqueza humana se transformando em poder.

28. Ty Segall – The Singer

Para Ty Segall, 2014 será sempre considerado o ano de sua evolução definitiva. Íntimo das mais diversas nuances do rock, o músico, em “The Singer”, se vê à vontade para percorrer os dogmas do estilo em vias de reinvenção. Para isso, utiliza o psicodelismo para passear nos anos setenta, jogando um pouco de purpurina na guitarra através de uma breve brincadeira com o glam, e trazendo tudo para os tempos atuais – criando um número que, ao mesmo tempo, é clássico e atual. “The Singer”, assim como o rock clássico, é simples e direta, além de forte e arrebatadora. Uma canção com aquele espírito que muitos desinformados pensam que já morreu.

27. How to Dress Well – Words I Don’t Remember

Através de seu projeto How to Dress Well, Tom Krell reinventa a música pop com uma grande condensação de gêneros e referências. Provas? Apesar do disco “What Is this Heart?” ser imperdível, uma de suas faixas, “Words I Don’t Remember”, já é capaz de oferecer aos ouvintes uma ótima amostra dos poderes do músico. Sensível, atraente e naturalmente progressista, a canção se espalha em pouco mais de seis minutos de puro brilhantismo sonoro e lírico.

26. ruído/mm – Requiem for a Western Manga

A banda curitibana ruído/mm tem o dom de contas histórias mesmo sem utilizar nenhuma palavra… E isso acabou fazendo do fantástico “Rasura” um dos melhores discos de 2014. Terras distantes, heróis destemidos, discos voadores e grandes batalhas se espalham por números instrumentais primorosos, dos quais “Requiem for a Western Manga” é um destaque. Uma verdadeira epopeia, a canção faz com que o ouvinte experimente dez minutos de uma grande aventura, digna de uma superprodução de Hollywood, com Clint Eastwood no elenco e tudo mais.

25. Romulo Fróes e Juçara Marçal – Espera

A poesia de Romulo Fróes é reconhecidamente torta, “difícil” para os ouvidos acostumados com a música que se toca nas rádios… Mas em “Espera”, parceria do músico com Juçara Marçal, Fróes se abre para um novo público. Apesar de liricamente complexa, mantendo os tradicionais flertes do músico com versos curtos e de aparência desconexa, a canção se mostra extremamente fluida, deliciosa e descomplicada – mesmo fazendo parte do pesado “Barulho Feio”, o último e mais profundo lançamento do compositor. Na música, tudo se casa perfeitamente: as vozes de Romulo e Juçara se fundem em total harmonia com o ritmo acústico que, por sua vez, une-se com os ruídos da cidade de São Paulo de forma até mesmo natural. Um grande conjunto de nuances, alocadas em menos de dois minutos de impecável canção.

24. Ghostface Killah & BadBadNotGood ft. Danny Brown – Six Degrees

Além de reunir Ghostface Killah e Danny Brown, dois dos grandes rappers da atualidade, a canção “Six Degrees” traz na produção os canadenses do BadBadNotGood, verdadeiros monstros do hip-hop com suas passagens pelo jazz e pelo fusion. O resultado? Só poderia ser fantástico… Uma das melhores músicas do ano, uma mostra perfeita de que as mais diferentes vertentes nunca haviam se fundido em tamanha proporção quanto no ano que se finda. Ilimitada, cheirando a novidade, “Six Degrees” parece trazer consigo o conceito a ser seguido pelas grandes obras do hip-hop nos próximos anos.

23. Perfume Genius – Fool

Ah, as emoções… Volta e meia elas têm permeado essa lista, nos mostrando que, mesmo no mundo pós-moderno, a música continua a serviço dos mais puros e honestos anseios do ser humano. Em 2014, poucos artistas conseguiram escancarar sentimentos de forma tão certeira quanto Mike Hadreas em seu projeto autoral Perfume Genius. “Fool”, além de nos presentear com um conjunto harmônico complexo, nos surpreendendo com suas variações inesperadas, apresenta uma gigantesca amplitude de emoções, permeados pela performance vocal teatral de Hadreas.

22. Run the Jewels ft. Zack De La Rocha – Close Your Eyes (And Count to Fuck)

O novo dueto entre os rappers El-P e Killer Mike, apresentado no segundo disco do Run the Jewels mostra, nada mais nada menos, do que o colosso do hip-hop em 2014. Resultado obtido através de rimas incendiárias e uma produção arrebatadora, o registro marca uma das melhores colaborações da história do rap, que pode ser resumida através da intensidade de “Close Your Eyes (And Count to Fuck)”.

21. Juçara Marçal – Velho Amarelo

“Velho Amarelo”, a primeira faixa de “Encarnado”, trabalha para alocar Juçara Marçal em um palco do qual o espectador não desviará os olhos. A canção, composta por Rodrigo Campos, se comporta como uma apresentação perfeita do conceito da trabalho, delineando os rumos instrumentais e líricos que o embalarão em sua totalidade… Se é certo que vamos morrer, por que não podemos escolher onde e como?

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Clipes & Singles: Semana 41/2014

Clipes & SinglesTy Segall – The Singer

Autor de um dos discos mais interessantes desse ano, Ty Segall surge agora com um registro audiovisual inteiramente imerso nos conceitos psicodélicos de sua música. Dirigido por Matt Yoka, o vídeo de “The Singer” mostra o músico tocando com uma banda de fantasmas em um cômodo bagunçado, inclusive fazendo-o flutuar a partir do solo de guitarra.

Pink Floyd – Louder Than Words

Por mais incrível que possa parecer, um novo disco de inéditas do Pink Floyd está a caminho. Só que, felizmente, não se trata realmente de um “novo trabalho”, já sem o falecido Richard Wright. “The Endless River” é, na verdade, resultado de sobras de estúdio oriundas das mesmas seções que deram origem a “The Division Bell”, registro lançado em 1994. O “novo” disco tende a ser um alento para os mais novos fãs da banda progressiva inglesa, que nunca haviam sentido o gosto de vivenciar um lançamento desse porte. A primeira canção do álbum liberada para audição, “Louder Than Words”, tende a ser conceitualmente seguida pelas demais faixas – ou seja, aquele Pink Floyd que todos já conhecemos, sem novidades, mas sem dúvidas muito bom.

Rubel – Partilhar

O carioca Rubel Brisolla mostrou uma nova canção de seu repertório através do canal da Sofar Sounds. “Partilhar” mostra o compositor um pouco mais distante do clima que havia envolvido seu primeiro álbum, “Pearl”, alocando sua música nos conceitos clássicos da MPB.

BadBadNotGood – Velvet

Com uma mistura pra lá de esperta entre jazz e hip hop, o coletivo canadense BadBadNotGood vem se elegendo como um dos projetos musicais mais progressistas da atualidade. Esbanjando técnica e criatividade, o trio mostra em sua nova faixa, “Velvet”, algo a mais do mesmo conceito inventivo que permeara o último disco do conjunto, lançado nesse ano e candidato a participar das listas de “melhores discos de 2014”.

TV on the Radio – Careful You

Já havia imaginado o TV on the Radio tocando synthpop? Se sua resposta é positiva, admiramos sua criatividade. Mas eis que agora, nas vésperas de lançar o seu novo disco, “Seeds”, o quarteto mostra, através da canção “Careful You”, que nuances mais etéreas e esparsas do rock agora passam a agregar à já rica base sonora do conjunto. E quando sai o novo álbum? No dia 18 de novembro.

Carne Doce – Amigo dos Bichos

A intimidade sempre envolveu com inegável acerto os rumos do coletivo goiano Carne Doce. Logo, por que não fazer do clipe de uma canção de caráter nostálgico uma grande abertura do acervo pessoal dos integrantes? Pois é assim que felizmente se comporta o registro audiovisual de “Amigo dos Bichos”, um vídeo sensível e suave para uma canção que assim também é.

Pharrell Williams feat. Daft Punk – Gust of Wind

Mais uma vez Pharrell parece disposto a investir no público asiático. Agora, em Gust of Wind, canção em que o músico volta a repetir a bem-sucedida parceria com o Daft Punk, traça-se um registro audiovisual através de uma visível inspiração no famoso longa “O Tigre e o Dragão”.

Sun Kill Moon – War on Drugs: Suck My Cock

A polêmica parece não ter fim. Depois de Mark Kozelek ter insultado a banda The War on Drugs durante o Ottawa Folk Festival, após o som dos shows das duas bandas terem cruzado, e de muitas picuinhas entre o mentor do projeto Sun Kill Moon e Adam Granduciel, líder do The War on Drugs, Kozelek decidiu compor, em seu estilo inconfundível, uma canção sobre os incidentes – intitulada carinhosamente de “War on Drugs: Suck My Cock”.

Tune-Yards – Real Thing

Marrill Garbus sempre foi uma pessoa, digamos, bem espontânea. E é discutindo a artificialidade das pessoas que a musicista, líder do projeto Tune-Yards, lança o segundo clipe em referência ao seu último trabalho, o disco “Nikki Nack”. Doidão (como não poderia deixar de ser), o registro audiovisual se comporta como um genuíno representante da videografia do Tune-Yards.

Clipes & Singles: Semana 45/2013

Clipes & Singles

O calor que só aumenta já dá o recado: o ano está acabando. São as últimas oportunidades para quem deseja lançar músicas promocionais ainda em 2013. Na seção Clipes & Singles dessa semana, o destaque fica para a música alternativa, com presenças de These New Puritans, The National, Sampha, The Killers e Ty Segall, entre outros.

Sampha – Too Much

Depois de emprestar a sensibilidade de “Too Much” para o rapper canadense Drake (que a utilizou em “Nothing Was the Same”, seu último disco), o britânico Sampha decidiu lançá-la, remodelada, como um single próprio. Com uma abordagem atmosférica, entre magníficas concepções de arranjos, o artista canta a sua dor em uma canção regada a melancolia, mas altamente agradável.

The Killers – Just Another Girl

Segundo o baterista Ronnie Vannucci, o The Killers vai “dar um tempo” para que seus membros se dediquem a seus respectivos trabalhos em carreira solo. Mas, antes disso, a coletânea “Direct Hits” foi anunciada, reunindo canções de sucesso de uma carreira de mais de dez anos. Mas, além de velhos sucessos, o disco contará com duas músicas inéditas: “Shot at the Night” e “Just Another Girl”, sendo a segunda apresentada pela banda nessa semana, e que você pode conferir através do vídeo abaixo.

Woods – It Ain’t Easy

Uma belíssima música acompanhada de belas imagens. O resultado disso só poderia ser um assertivo vídeo, que traz belas paisagens da Califórnia em harmonia com os sensíveis rumos melódicos da canção, que integra o disco “Bend Beyond”, considerado por algumas vertentes da crítica musical como um dos melhores álbuns de 2012.

These New Puritans – V (Island Song)

Mesmo flertando com a música erudita de muito tempo atrás, os britânicos do These New Puritans criaram, em “Field of Reeds”, um dos registros mais interessantes de 2013. Permeado por arranjos atmosféricos, vozes arrastadas e um conceito minimalista, o disco ganha mais uma boa representação no clipe de “V (Island Song). Construído em animação, o registro audiovisual é uma convidativa aventura a uma aventura por novas texturas.

Yuna – Rescue

A malaia Yuna, um dos nomes mais emergentes da música pop, converteu seu mais recente disco, “Nocturnal”, em um ponto de evolução natural em sua carreira. Ensolarado e colorido, o clipe de “Rescue” consegue condensar não as ideias da canção, mas de todo o álbum: uma concepção graciosa de celebração. Com sua música sensível, o que se espera é que Yuna continue se tornando, cada vez mais, um nome conhecido.

Rosie Lowe – Right Thing

Um dos “movimentos musicais” mais interessantes da atualidade está na nova abordagem do R&B realizada por artistas do Reino Unido. Mais novo nome dessa turma, Rosie Lowe agarra sua música a um cenário hermético, próxima de cantoras como Banks e Jessie Ware. O clipe de “Right Thing”, lançado para promover o EP homônimo, chega para inserir Lowe em um cenário preto-e-branco característico dos doloridos rumos do pop britânico.

Destroyer – Bye Bye

O clima rural proposto pelo Destroyer em seu último álbum, “El Rito”, parece ser o conceito a ser seguido também no novo EP do grupo, “Five Spanish Songs”. Seguindo os elementos do registro anterior tanto nos versos em espanhol quanto no jogo melódico e tranquilo de guitarras, “Bye Bye” é uma canção perfeita para ter um tranquilo e relaxante fim de noite.

Metric – Synthetica

Os canadenses do Metric continuam a promover a sua nova concepção da new-wave apresentada no primeiro disco do conjunto, “Synthetica”. Para tanto, um registro audiovisual foi gravado para a faixa-título. Com muito brilho e uma concepção alucinógena de imagens, o vídeo consegue encontrar os sentimentos do álbum através de um encontro constante com a música pop.

Ty Segall – The Man Man

O Halloween pode até já ter passado, mas Ty Segall ainda está no clima do 31 de outubro. Perseguido e executado por mascarados, o músico californiano constrói mais um registro de imagens para “The Sleeper”, seu último álbum. Bem produzido, o clipe encontra na união da sonoridade acústica com a gravação visual um aspecto cinematográfico, que é explicado pelas homenagens a filmes como “Boyz n the Hood” e “American Gangster”.

The National – Lean

Depois da saga “Crepúsculo” ter apostado em nomes da música alternativa para construir a trilha sonora de seus filmes, dessa vez é a franquia “Jogos Vorazes” que vê no mundo indie o caminho certo para musicar a imagem de suas películas. E se a trilha é indie, nada melhor do que contar com uma das melhoras bandas do gênero, não é verdade? Logo, surge o The National com a canção “Lean”, em um sentindo de continuação ao que fora apresentado, ainda nesse ano, com o lançamento do disco “Trouble Will Find Me”.