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Lista: As 50 Melhores Músicas de 2014 [40-31]

40. Merchandise – Green Lady

Apesar dos grandes avanços tecnológicos, o toque humano continua a ser imprescindível. A sensibilidade ainda é necessária. Em “Green Lady”, a banda Merchandise mostra que, mesmo brincando com os anos oitenta (em uma estrutura sonora que pode até lembrar alguns trabalhos do Talk Talk), entende os dias atuais como poucas. Tudo na canção é cuidadosamente alocado, criando um conjunto adorável que só existe porque todos os seus elementos estão lá em perfeita harmonia: retire a guitarra ou o vocal da canção, por exemplo, e verá que o que era completo desmoronou. “Green Lady” é o que pode se chamar de música perfeitamente bela.

39. Röyksopp & Robyn – Do It Again

A força do dance-pop europeu – mais precisamente, o nórdico – está longe de desaparecer. E quem está aqui para provar isso é a dupla de produtores Röyksopp e a veterana Robyn, com “Do It Again”, a grande música eletrônica de 2014. Uma canção energética ao extremo, hipnotizadamente dançante, que inspira. Uma pedida perfeita para ouvir logo depois de acordar, começando o dia com tudo.

38. Drake – How Bout Now

Drake é um daqueles caras que nunca vão ser unanimidade… Após um 2013 glorioso, em que lançou o seu o melhor trabalho (e um dos melhores discos do ano), lá vem 2014 e a infeliz parceria com Nick Minaj na tenebrosa “Anaconda”. Seria o fim de Drake? Minaj teria arquitetado a lápide do famoso rapper canadense? Felizmente, o cara mostra que há vida após “Anaconda”: “How Bout Now” mostra uma faceta que muitos ouvintes de Drake ainda não conheciam; uma concepção, digamos, mais “experimental”. “How Bout Now” é um número fluido, até certo ponto disforme, alocando o rapper em um cenário bem mais minimalista que o habitual. Experimental e surpreendente, esse é o Drake que queremos.

37. Azealia Banks – Chasing Time

Toda a genialidade de Azealia Banks como rapper e toda a qualidade da produção que há por trás dela mostram-se em primor em “Chasing Time”, um dos fortes números de “Broke With Expensive Taste” – o disco eternamente adiado que viu finalmente a luz do dia no segundo semestre desse ano. Sempre provocante e irônica, Banks mergulha em uma base sonora riquíssima, sendo impossível sequer apontar todos os gêneros que a canção possui. Além de tudo, temos a oportunidade de descobrir as qualidades de Azealia Banks como… cantora! Sensacional.

36. Hundred Waters – Murmurs

O trabalho da banda Hundred Waters pode ser comparado ao de um artista plástico: bordar cenários (abstratos ou não) para escancarar sentimentos. Daria para dizer, além disso, que o grupo seria um daqueles pintores sensíveis, que empunham o pincel com a maior sutileza do mundo. Afinal, a música da banda é muitas vezes quieta, quase invisível… Portanto, seu trunfo acaba ficando nos detalhes. Com ouvidos atentos, o público pode saborear toda a profunda beleza de “Murmurs”, uma canção que parece resumir toda a dimensão sonora do Hundred Waters em poucos minutos. Uma canção sublime.

35. The War on Drugs – Red Eyes

O teor sentimental de “Lost in Dream”, até agora o grande trunfo da carreira da Adam Granofsky, pegou muita gente de surpresa. Distante do teor psicodélico da música do ex-colega Kurt Vile, o músico acabou criando, mesmo enraizando-se na música folk, um grande disco pop, repleto de verdadeiros hinos emotivos. E o mais brilhante deles certamente é “Red Eyes”, uma canção que sai do sofrimento, do choro, para também mostrar a vitória… Afinal, a vida de ninguém é feita somente de derrotas, certo? Para acompanhar, um instrumental memorável, que nos fará recordar de sua melodia por muito tempo.

34. FKA twigs – Two Weeks

As velhas heranças do R&B são tratadas por FKA twigs com um olhar constantemente voltado para o futuro. Em sua nova faixa, “Two Weeks”, a música negra encontra o future garage, e os vocais cheios de personalidade se derramam em arranjos etéreos… Tudo, no fim, construindo um teor atmosférico: uma impressionante produção. O remodelamento do passado para construir a música dos dias que ainda estão por vir: esse é, no fundo, o ciclo natural da passagem do tempo na arte.

33. Mac DeMarco – Brother

Mac DeMarco é insano, doidão mesmo. Por isso, é impressionante o controle de seus instintos no calmo “Salad Days”, seu último disco – e especialmente em “Brother”, a melhor das faixas. Melancólica, mesmo sem ser triste, a canção se comporta como o magnum opus de DeMarco como compositor, mostrando que há, no fundo, grande sensibilidade por trás de sua loucura.

32. Ariana Grande feat. Iggy Azalea – Problem

Ariana Grande é um daqueles produtos óbvios da música pop dos Estados Unidos: depois de estrelar um seriado teen, parte para um trabalho fonográfico pop e altamente radiofônico, contando com o apoio de uma grande gravadora, com produtores renomados e muito dinheiro a ser investido. Surpreende, porém, que mesmo em meio a tantas obviedades, a jovem consegue ser um ponto fora dessa curva em que estão estacionadas cantoras como Selena Gomez e Miley Cyrus. Ariana faz diferente; sua música é grudenta, tocará muito nas rádios ao redor do mundo, mas não deixa de flertar com elementos ricos… Em “Problem”, canção que conta com a participação da rapper Iggy Azalea, o apelo pop se encontra com um fantástico loop de saxofone, dando um brilho a mais aos vocais plásticos e às excitantes batidas sintéticas. Enfim, um primor em produção.

31. Jack White – Lazaretto

Uma música pode resumir toda a carreira de um músico consagrado? Segundo “Lazaretto”, a canção, sim: afinal, nenhuma canção de Jack White é tão completa quanto esta em questão: há country, blues, rock e indie, além de uma explosão energética, e tudo em número curto e grosso, com menos de quatro minutos de duração. Se “Lazaretto”, o disco, não foi tão bom quanto esperávamos, sua faixa-título não deixa de ser excepcional: uma das melhores músicas de 2014.

Clipes & Singles: Semana 41/2014

Clipes & SinglesTy Segall – The Singer

Autor de um dos discos mais interessantes desse ano, Ty Segall surge agora com um registro audiovisual inteiramente imerso nos conceitos psicodélicos de sua música. Dirigido por Matt Yoka, o vídeo de “The Singer” mostra o músico tocando com uma banda de fantasmas em um cômodo bagunçado, inclusive fazendo-o flutuar a partir do solo de guitarra.

Pink Floyd – Louder Than Words

Por mais incrível que possa parecer, um novo disco de inéditas do Pink Floyd está a caminho. Só que, felizmente, não se trata realmente de um “novo trabalho”, já sem o falecido Richard Wright. “The Endless River” é, na verdade, resultado de sobras de estúdio oriundas das mesmas seções que deram origem a “The Division Bell”, registro lançado em 1994. O “novo” disco tende a ser um alento para os mais novos fãs da banda progressiva inglesa, que nunca haviam sentido o gosto de vivenciar um lançamento desse porte. A primeira canção do álbum liberada para audição, “Louder Than Words”, tende a ser conceitualmente seguida pelas demais faixas – ou seja, aquele Pink Floyd que todos já conhecemos, sem novidades, mas sem dúvidas muito bom.

Rubel – Partilhar

O carioca Rubel Brisolla mostrou uma nova canção de seu repertório através do canal da Sofar Sounds. “Partilhar” mostra o compositor um pouco mais distante do clima que havia envolvido seu primeiro álbum, “Pearl”, alocando sua música nos conceitos clássicos da MPB.

BadBadNotGood – Velvet

Com uma mistura pra lá de esperta entre jazz e hip hop, o coletivo canadense BadBadNotGood vem se elegendo como um dos projetos musicais mais progressistas da atualidade. Esbanjando técnica e criatividade, o trio mostra em sua nova faixa, “Velvet”, algo a mais do mesmo conceito inventivo que permeara o último disco do conjunto, lançado nesse ano e candidato a participar das listas de “melhores discos de 2014”.

TV on the Radio – Careful You

Já havia imaginado o TV on the Radio tocando synthpop? Se sua resposta é positiva, admiramos sua criatividade. Mas eis que agora, nas vésperas de lançar o seu novo disco, “Seeds”, o quarteto mostra, através da canção “Careful You”, que nuances mais etéreas e esparsas do rock agora passam a agregar à já rica base sonora do conjunto. E quando sai o novo álbum? No dia 18 de novembro.

Carne Doce – Amigo dos Bichos

A intimidade sempre envolveu com inegável acerto os rumos do coletivo goiano Carne Doce. Logo, por que não fazer do clipe de uma canção de caráter nostálgico uma grande abertura do acervo pessoal dos integrantes? Pois é assim que felizmente se comporta o registro audiovisual de “Amigo dos Bichos”, um vídeo sensível e suave para uma canção que assim também é.

Pharrell Williams feat. Daft Punk – Gust of Wind

Mais uma vez Pharrell parece disposto a investir no público asiático. Agora, em Gust of Wind, canção em que o músico volta a repetir a bem-sucedida parceria com o Daft Punk, traça-se um registro audiovisual através de uma visível inspiração no famoso longa “O Tigre e o Dragão”.

Sun Kill Moon – War on Drugs: Suck My Cock

A polêmica parece não ter fim. Depois de Mark Kozelek ter insultado a banda The War on Drugs durante o Ottawa Folk Festival, após o som dos shows das duas bandas terem cruzado, e de muitas picuinhas entre o mentor do projeto Sun Kill Moon e Adam Granduciel, líder do The War on Drugs, Kozelek decidiu compor, em seu estilo inconfundível, uma canção sobre os incidentes – intitulada carinhosamente de “War on Drugs: Suck My Cock”.

Tune-Yards – Real Thing

Marrill Garbus sempre foi uma pessoa, digamos, bem espontânea. E é discutindo a artificialidade das pessoas que a musicista, líder do projeto Tune-Yards, lança o segundo clipe em referência ao seu último trabalho, o disco “Nikki Nack”. Doidão (como não poderia deixar de ser), o registro audiovisual se comporta como um genuíno representante da videografia do Tune-Yards.

Live Sessions: Edição 03

Future Islands no David Letterman

Não é por acaso que essa performance da banda Future Islands no programa de David Letterman acabou se tornando um viral da internet. Através da fantástica, absurdamente teatral performance do vocalista Samuel T. Herring, o grupo vem recendo um louvor que ainda não tinha recebido em toda sua carreira: apesar de já estar no seu quarto trabalho de estúdio, só agora o conjunto de Baltimore, Maryland, parece adentrar no mainstream. 

Phantogram no David Letterman

Um dos grandes trunfos do programa de David Letterman sempre foram as apresentações musicais. E nesse último mês de março, o Phantogram, que está em processo de divulgação de seu novo álbum, marcou presença no concorrido palco do famoso apresentador. Tocando “The Day You Died”, quinta música de “Voices”, o conjunto deixou bem claro quais são seus principais elementos: a sonoridade moderna imposta por Josh Carter e o vocal límpido de Sarah Barthel.

Real Estate na KEXP

Autores de um dos discos mais adorados pelo público indie nesse primeiro trimestre de 2014, os caras do Real Estate aproveitam a boa resposta dada pela crítica ao álbum “Atlas” para excursionar pelos Estados Unidos, juntar uma graninha e alavancar as vendas do trabalho. E banda que passa por Seattle tem que se apresentar na famosa rádio KEXP, o que é quase uma regra.

The War on Drugs, James Vincent McMorrow e Angel Olsen na KEXP

Mas, no mês passado, a KEXP acabou se entregando ao folk. Autores de trabalhos de destaque desse ano, a banda The War on Drugs e os cantores James Vincent McMorrow e Angel Olsen apresentaram canções de seus recentes discos nos estúdios da rádio. Três belíssimas apresentações, que precisam ser conferidas.

Nine Inch Nails no Austin City Limits

O famoso programa Austin City Limits, exibido no Brasil pela HBO (com bastante delay, é verdade), costuma receber nomes de peso da música. No último mês, foi a banda de Trent Reznor que desembarcou no Texas para participar do programa. Abaixo, você pode curtir um trecho da apresentação.

Le1f no David Letterman

O momento mais exótico dessa edição do “Live Sessions” fica para a apresentação do insano rapper Le1f no programa de Letterman. Performando a canção “WUT” vestindo saia e um par de tênis gigantescos, o mais novo nome de destaque do hip hop norte-americano conquista não só pela estranheza, mas pelo seu incontestável carisma.

Damon Albarn tocando músicas dos Gorillaz

Em seu show no Faden Fort, Damon Albarn, que está prestes a lançar o seu primeiro disco em carreira solo, decidiu revisitar diferentes facetas de sua jornada artística – e isso deveria incluir, é claro, os Gorillaz. Dito e feito: contanto com a participação de nomes como Snoop Dogg e De La Soul, o líder do Blur tocou, pela primeira vez ao-vivo, as canções “Clint Eastwood” e “Feel Good Inc.”.

Bruce Springsteen faz cover de Van Halen

Ao fazer um show em Dallas, a cidade dos Mavericks, Bruce Springsteen tirou supostamente do basquete os motivos para mais um novo – e ótimo – cover. Foi tocando o clássico “Jump”, do Van Halen, que o Boss iniciou seu concerto.