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Clipes & Singles: Semana 47/2014

Clipes & Singles

The Kooks – See Me Now

Depois de lançar, nesse ano, clipes com roteiros elaborados tendo como fundo sonoro verdadeiras explosões pop, dessa vez a banda The Kooks resolveu investir na simplicidade: para dar imagens à tristonha balada “See Me Now”, um passeio do vocalista Luke Pritchard pelas ruas de Tóquio é apresentado. A banda estará presente na edição 2015 do festival Lollapalooza Brasil.

Skrillex – Fuck That

Outro nome confirmado do Lollapalooza Brasil 2015 é o do famoso produtor Skrillex, que lançou, nos últimos dias, seu clipe para “Fuck That”, faixa do criticado disco “Recess”. O vídeo, porém, mostra um bom resultado, trazendo ao público os descaminhos de um lutador. A ótima produção do vídeo fica por conta de Nabil Elderkin.

Belle and Sabastian – The Party Line

Absolutamente pop, o novo single da banda Belle and Sebastian, “The Party Line”, ganhou contornos perfeitos ao investir em um clipe dançante, a partir de um conceito inusitado: o mesmo roteiro é rodado duas vezes, sendo na primeira parte em preto-e-branco para, depois, ganhar muitas cores. “Girls in Peacetime Want to Dance” tende a ser o primeiro lançamento importante do próximo ano.

Wu-Tang Clan – Necklace

Você é um daqueles que cobram do Wu-Tang Clan um novo disco a altura de “Enter Wu-Tang (36 Chambers)”, a grande estreia do grupo, de 1993, e considerado como um dos mais importantes registros da história do rap? Olha, acho que é hora de rever suas expectativas, afinal, a história não é feita apenas de fatos marcantes. Em seu novo disco, “A Better Tomorrow”, o coletivo busca continuar uma carreira respeitada através de novos conceitos, que dão lugar, porém, a um número clássico do grupo em “Necklace”.

The Smashing Pumpkins – Drum + Fire

É árdua a tarefa de Billy Corgan de tentar manter o nome de sua banda em relevância após tantos anos de mediocridade. É claro que ninguém espera nenhum novo lançamento a altura dos clássicos álbuns do Smashing Pumpkins, mas um disco mais respeitável não seria de nada ruim, não é verdade? Pois bem… É o que o careca mais famoso do rock alternativo tentará fazer em “Monuments to an Elegy”, álbum que será lançado nos próximos dias. “Drum + Fire” é mais uma amostra do que encontraremos no disco.

Angel Olsen – Windows

“Burn Your Fire for No Witness”, um dos melhores discos de 2014, acaba de ter mais uma de suas faixas transformadas em clipe. Trata-se da bela e triste “Windows”, em que Angel Olsen solta sua voz angelical em um vídeo repleto de significados ocultos. A lista dos melhores álbuns do ano sai daqui alguns dias aqui no RPblogging, e Olsen certamente estará presente.

She & Him – Stay Awhile

Discos de covers geralmente são chatos, em nada acrescentando à carreira de quem o produz. Mas quando as canções são rearranjadas ao invés de simplesmente copiadas, a mediocridade tende a ser pelo menos mascarada. É o que acontecerá, ao que tudo indica, em “Classics”, disco em que Zoey Deschanel e M. Ward farão versões para velhas canções. “Stay Awhile”, faixa que agora ganha um clipe dançante e teatral (ao melhor estilo “Chandelier”), é um som de autoria de Dusty Springfield.

Beyoncé – 7/11

E não que até a Beyoncé decidiu entrar na onda dos clipes caseiros? Aproveitando o vazamento das faixas extras que estarão na versão estendida de seu último álbum, a cantora resolveu lançar um clipe para “7/11”, em que ela, junto com outras dançarinas, faz a festa em sua casa… Mas que mansão bagunçada, não?

Faith No More – Motherfucker

 Deixando o mais surpreendente pro final, temos sim, senhoras e senhores, uma nova canção do… Faith No More! E não, não estamos de volta aos anos noventa. Um novo álbum da banda será lançado em 2015, e, há poucos dias, o grupo de Mike Patton lançou sua primeira música em 17 anos, intitulada “Motherfucker”, e que você confere no player abaixo.

Clipes & Singles: Semana 45/2014

Clipes & Singles

Ariel Pink – Picture Me Gone

Ariel Pink pode até ser uma daquelas mentes insanas da música, mas negar que o cara sabe criar melodias como poucos seria totalmente insensível. Pois “Picture Me Gone” é a prova do poder de compositor de Ariel, bem como seu vídeo é mais uma constatação de toda a “estranheza” que ronda o artista.

Hundred Waters – Out Alee

A banda Hundred Waters costuma caprichar em tudo o que faz, logo, com o clipe oficial de “Out Alee”, não seria diferente. Tão hipnótico quanto a canção, o vídeo passa seus mais de quatro minutos e meio chamando brincando com a atenção do ouvinte, em um exercício ainda amplificado pelo poder encantador dos rumos sonoros. São imagens bucólicas, normais, mas que, muito bem trabalhadas, conseguem nos encantar.

Major Lazer – Vegan Vampire

Alcançando um hype até mesmo inesperado, o Major Lazer ganhará sua própria animação na TV. Um dos personagens do desenho, o vampiro vegetariano Rayland, recebe sua trilha-sonora através da participação vocal de Ezra Koenig, líder de outro grupo de vampiros – no caso, a banda Vampire Weekend.

Metronomy – Upsetter

Um vídeo estranho para uma canção estranha: assim é o clipe de “The Upsetter”, faixa integrante do mediano disco “Love Letters”, lançado nesse ano. No vídeo, um sujeito barbudo socializa com um ente formado de fungos e folhas secas, no meio de uma floresta. Alguém andou fumando gatinhos, não concorda?

Lorde – Yellow Flicker Beat

Lorde andou fazendo seus dezoito aninhos… O que ela fez? Foi correndo para a auto-escola a fim de tirar sua licença para dirigir? Que nada: ostentando seu poder, a jovem deu para si mesma de aniversário o registro audiovisual de “Yellow Flicker Beat”, canção que faz parte da nova película da franquia “Jogos Vorazes” – cuja trilha-sonora, aliás, teve a curadoria da própria neozelandesa.

Wild Beasts – Palace

A banda Wild Beasts, que teve o seu último disco, “Present Tense”, sendo bem recebido pela crítica, acaba de lançar um novo clipe: trata-se de “Palace”, no qual a banda, contanto com “participações” inusitadas, performa a canção em um fundo colorido que imita a arte de seu último disco.

The Smashing Pumpkins – One and All

Quem está produzindo o Smashing Pumpkins? Nem sei, mas gente competente não é. “One and All” nem é uma música tão ruim assim – algo raro para a banda nos últimos tempos – mas sua péssima produção trata de estragar tudo. Por isso, se você está precisando de um emprego, ligue para o Billy Corgan… Nem é necessário ter experiência para realizar um trabalho muito melhor do que ouvimos no player abaixo.

Cymbals Eat Guitars – Warning

Não, os adolescentes tocando no vídeo abaixo não são da banda Cymbals Eat Guitars; na verdade, são os integrantes da banda britânica Crosshair se passando pelo quarteto em questão, um conceito inusitado para o clipe da boa “Warning”.

Wu-Tang Clan – Ruckus in B Minor

“A Better Tomorrow”, o sexto disco do Wu-Tang Clan, mostra o renomado grupo de rap menos inspirado que outrora – porém, dizer que não há qualidade seria uma grande insanidade. Afinal, o que não é genial ainda pode ser bom, não é verdade? É isso que mostra “Ruckus in B Minor”, uma espécie de single do disco.

CHVRCHES – Dead Air

A franquia “Jogos Vorazes” sempre apresentou ótimas trilhas-sonoras, e não seria diferente no novo filme da série. Pois o hypado grupo CHVRCHES se uniu a Lorde e companhia para manter a boa qualidade que já havia apresentada nas películas anteriores: apesar de conter um clima mais obscuro, “Dead Air” contém todos os elementos que encantaram o público no disco “The Bones of What You Believe”, considerado um dos melhores do ano passado.

Clipes & Singles: Semana 43/2014

Clipes & Singles

Ariel Pink – Black Ballerina

Ariel Pink, uma das figuras mais imprevisíveis da música atual, está prestes a lançar seu novo álbum, intitulado “pom pom”. Se você ainda não conhece do que o cara é capaz, ouça sua nova canção, “Black Ballerina”, e perceba como ele consegue manipular diversas heranças da música pop a fim de obter um resultado inédito – e insano.

Interpol – My Desire

“El Pintor”, disco lançado esse ano pelo Interpol, dividiu opiniões: houve quem aprovou a retomada da velha base sonora da banda (que, na realidade, nunca havia sido abandonada completamente), assim como teve quem criticou a incapacidade do grupo em renovar o seu som. O fato é que o disco está aí, e o Interpol segue em sua promoção: “My Desire”, faixa presente no último álbum, recebeu um clipe sugestivo, sombrio, em que a banda performa a canção em um daqueles típicos bares norte-americanos.

The Smashing Pumpkins – Being Beige

Outra banda que vem recebendo muitas críticas nos últimos tempos é o The Smashing Pumpkins, do careca Billy Corgan. Talvez até mesmo para comprovar o fundo do poço em que o grupo se encontra na atualidade, liberou-se para audição o single “Being Beige”, que deverá estar presente em “Monuments to an Elegy”, o próximo e temido lançamento da banda. Banal, a canção poderia ter feito parte do catálogo de qualquer uma daquelas medíocres bandas de pop-rock dos anos noventa.

E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – Luz Acesa

Uma das grandes novas bandas do cenário nacional, a EATNMPTD lançará, muito brevemente, o seu segundo EP, intitulado “Vazio”. Uma das canções desse novo repertório, “Luz Acesa” acerta em cheio ao amplificar o conceito sonoro que havia sido apresentado no primeiro EP do conjunto – uma ótima mistura de emo e post-rock.

CHVRCHES – Under the Tide

O hypado trio escocês de música eletrônica CHVRCHES continua a colher os louros da sua ótima estreia, o disco “The Bones of What You Believe”, considerado por este blog (bem como por inúmeros setores da crítica) como um dos melhores do ano passado. Provas de que as pretensões comerciais do disco continuam em alta podem ser encontradas no recém lançado clipe de “Under the Tide”, canção em que Lauren Mayberry descansa a sua sensível voz em favor da performance vocal (não muito inspirada, é verdade) de Martin Doherty. Porém, o clipe, bem como a canção, representa um formidável resultado final.

Lupe de Lupe – Fogo Fátuo

O quarteto mineiro Lupe de Lupe resolveu trabalhar em diversas texturas para construir seu mais novo disco, “Quarup”. Às vezes totalmente entregue ao ruído, agora o grupo apresenta um lado mais sensível de seu catálogo de canções através de “Fogo Fátuo”, um número repleto de melodia, contendo um doce instrumental que inegavelmente se destaca – um pouco devido ao vocal deficiente, é verdade.

Foo Fighters – The Fast and the Famine

A tarefa de Dave Grohl não é fácil: fazer de “Sonic Highways” um sucessor a altura de “Wasting Light”, o melhor disco já lançado pelo Foo Fighters. Ao analisar “The Fast and the Famine”, percebemos que, embora o conceito energético esteja intocado, a inspiração parece não ter atingido novamente o grupo norte-americano. Com um instrumental econômico e uma letra pouco convincente, a canção se destaca apenas por se assemelhar aos números mais banais que o Foo Fighters já apresentou ao longo de sua carreira.

Thiago Pethit – Quero Ser Seu Cão

Os rumos da carreira de Thiago Pethit são estranhos… Ele iniciou com “Berlim, Texas”, um disco cuja personalidade conseguia até encobrir a falta de conhecimento técnico do artista. Já, em “Estrela Decadente”, a “personalidade nova” da música brasileira acabou sendo enterrada por um conceito estranho, artificialmente ligado à música glam. Mas é agora, com “Rock n’ Roll Sugar Darling”, que o músico abandona qualquer momento de genuinidade para embarcar em vias copiosas, que chegam, como em “Quero Ser Seu Cão”, a aterrissar no punk setentista de Iggy Pop e sua banda The Stooges. Em suma, Pethit nasceu Pethit, tentou se tornar David Bowie e agora quer ser um atemporal Iggy Pop tupiniquim.

The Pains of Being Pure at Heart – Kelly

Mais uma faixa do bom disco “Days of Abandon” acaba de ganhar um registro em vídeo: trata-se de “Kelly”, canção entoada pela voz de Jen Goma (A Sunny Day in Glasgow). No clipe, temos aquela concepção econômica, mas aceitável: a banda tocando a canção em um lugar qualquer.

Mary J. Blige – Right Now

Depois do U2, agora é a vez do Disclosure tentar ressuscitar Mary J. Blige, uma das grandes vozes da música nos anos noventa. Em “Right Now”, faixa produzida pelo hypado duo inglês, a cantora, ao mesmo tempo em que pisa em um terreno conhecido, sem se distanciar de seu R&B de sempre, encara novos elementos, característicos da indieletrônica atual. O novo disco da artista, “The London Sessions”, deve ser lançado no início de dezembro.

2012: Oceania – The Smashing Pumpkins

Por: Renan Pereira

“Oceania” pode não ser um trabalho extraordinário, mas é um álbum razoável, construído por algumas boas músicas. Enquanto a volta da banda em 2007, com “Zeitgeist”, havia se mostrado banal, extremamente abaixo dos melhores trabalhos do Smashing Pumpkins, este novo disco já mostra uma maior aproximação ao som dos álbuns antigos, mesmo ficando, ainda, muito abaixo de clássicos como “Siamese Dream” e “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, principalmente quando o assunto é criatividade.

Algumas músicas de “Oceania” realmente se parecem com alguns dos hits mais adorados pelos fãs da banda, e aí há a percepção de se ouvir algumas fórmulas prontas, apesar de não ser, necessariamente, um mais do mesmo. Até porque em “Oceania”, apesar de você poder ouvir grandes influências dos trabalhos anteriores, não há a clara e simples tentativa de copiar algo já pronto. “Oceania” não é um novo “Zeitgeist”, tampouco um dos “Machina”, e muito menos algum dos clássicos da banda. Pode ser dito, sim, como uma abrangente releitura de toda a carreira do Smashing Pumpkins, uma grande mistura das sonoridades abordadas pela banda de rock alternativo ao longo dessas duas décadas. Contudo, seu grande ponto fraco acaba sendo a falta de alguma novidade, mas tal releitura pode até ser entendida como uma tentativa de agradar os fãs que ficaram decepcionados com “Zeitgeist”.

Mas é aí que está a questão: será que Billy Corgan ainda consegue fazer seus objetivos darem certo? O que vemos é um músico esforçado, é claro, sempre buscando fazer bons trabalhos, até porque ninguém vive neste mundo para fazer de sua vida uma porcaria improdutiva. Mas será que aquela antiga inspiração ainda o acompanha? Será que ele ainda tem a capacidade de ser um dos papas do rock alternativo?

Ouvindo “Oceania” se percebe que, pelo menos, Corgan continua a ser, sim, um bom músico. Mas que ele não é mais o mesmo, isso é óbvio. A banda que, na sua melhor fase, lá nos anos noventa, era conhecida por apresentar grandes novidades aos ouvintes, agora parece incapaz de se reinventar, e por isso busca no passado alguma coisa para fazer o seu retorno ter algum sentido. E esse retorno, apesar de não ser de todo ruim, fica muito aquém das expectativas.

E “Oceania” também é assim. O álbum passa longe do ótimo, mas também não é uma porcaria, pois o instrumental está, em alguns pontos, realmente interessante. Mas, quando se fala em Smashing Pumpkins, sempre se espera um trabalho do mais alto nível, que se destaque como um dos melhores do ano… E não foi, mais uma vez, o que aconteceu.

O álbum (que tem uma capa bem legal, diga-se de passagem) se inicia com “Quasar”, que é até uma boa faixa de abertura, contando com uma boa linha de baixo e com a surpreendente perspicácia do jovem baterista Mike Byrne (que substitui ninguém menos que Jimmy Chamberlin), mas com riffs de guitarra pouco criativos ou audaciosos. A segunda faixa, “Panopticon”, deve causar até estranheza aos fãs da banda, pois, na sua melhor época, seria impossível imaginar o Smashing Pumpkins fazendo uma música tão óbvia. E óbvio, com certeza, não é ver o Smashing Pumpkins tão saudosista assim; “The Celestials” não é, de jeito nenhum, uma música ruim, mas exagera nos elementos do “Mellon Collie”.

Uma das estranhezas atuais da banda é também querer ser progressiva demais, e isso acaba por fazer, por exemplo, “Violet Rays” não sair do chão; a música começa prometendo muito, com uma inundação (até desnecessária) de sintetizadores, mas acaba virando em nada, sendo uma canção relativamente banal, onde nenhuma pitada de aventura pode ser ouvida. Já “My Love Is Winter” é uma faixa bem válida, onde o instrumental é mais audacioso, muito bem feito, e é alocado em uma estrutura bem mais interessante, que passa distante do lugar-comum; eis uma das melhores faixas do álbum.

Mas aí chega “One Diamond, One Heart”, e seu objetivo parece querer destruir tudo o que a faixa anterior tinha construído de bom; apesar da bela linha de baixo, o restante do instrumental é fraquíssimo, onde se alocam principalmente os riffs nada criativos e um exagero eletrônico total – que além de passar do nível do aceitável, não é lá muito bem produzido. “Pinwheels”, apesar da produção exagerada, poderia se tornar um verdadeiro clássico, se já não o fosse; ouça “Beautiful”, do “Mellon Collie”, e confira como é quase a mesma coisa, apenas com algumas pequenas alterações. E assim, vamos tendo uma sequência de músicas agradáveis, que não maltratam os ouvidos, mas que não trazem nada de novo, ou, melhor dizendo, trazem exageradamente o antigo.

A faixa-título é a oitava, e também a mais longa do disco, com mais de nove minutos, e isso para nossa felicidade; é, afinal, a música mais empolgante do álbum, dinâmica, progressiva na medida certa, em que o instrumental tem um comportamento exemplar: os sintetizadores não são exagerados, e os riffs não ficam no “mais do mesmo” – ao final das contas, a música pode ser considerada como uma pequena joia em meio a um terreno pouco atraente. Já a nona é a arrastada “Pale Horse”, uma música chata, repetitiva, que patina, patina, e não sai do lugar; outro ponto fraco é ter pouco instrumento pra muito sintetizador.

“The Chimera” é uma música legal, com bons riffs, um instrumental bacana, mas vai pecando, novamente, em ser muito “Mellon Collie”; conferindo o álbum de 1995, é capaz de se ouvir, enfim, tudo o que há nesta décima faixa (mas, mais uma vez, fica uma menção honrosa a Mike Byrne, que não parece ter sentido o peso das baquetas). “Glissandra” é outra música boa mas sem novidades, sendo parecida a muitas já gravadas por diversas bandas. Definitivamente, o Smashing Pumpkins não costumava ser este tipo de banda que faz músicas tão comuns.

Para fechar este álbum, temos a dupla “Inkless” e “Wildflower”; a penúltima é quase igual à antepenúltima, a não ser por ter um solinho razoavelmente interessante, e a última é tão arrastada quanto “Pale Horse”, totalmente descartável. Se tornando cada vez mais gótica e progressiva, o Smashing Pumpkins vai tornando menos interessante o que, antigamente, era um dos grupos mais interessantes de se ouvir. E quando relê a sua carreira, se embebedando das fontes já saboreadas, sai definitivamente de um ponto de destaque para ser uma banda comum, apenas uma entre tantas.

Repete-se mais uma vez: “Oceania” não é ruim, nem é ótimo; é mais ou menos. E é aí que está o problema. Sem lançar algo realmente relevante nos últimos anos, o Smashing Pumpkins vai se tornando uma banda simplesmente medíocre. Está na hora do nosso amigo Billy Corgan começar a repensar os caminhos de sua banda, pois ela tem brilhado, ultimamente, menos que a sua careca.

NOTA: 6,0

Track List: (todas as faixas compostas por Billy Corgan)

01. Quasar [04:55]

02. Panopticon [03:52]

03. The Celestials [03:57]

04. Violet Rays [04:19]

05. My Love Is Winter [03:32]

06. One Diamond, One Heart [03:50]

07. Pinwheels [05:43]

08. Oceania [09:05]

09. Pale Horse [04:37]

10. The Chimera [04:16]

11. Glissandra [04:06]

12. Inkless [03:08]

13. Wildflower [04:42]

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