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Lista: As 50 Melhores Músicas de 2014 [20-11]

20. Tune-Yards – Water Fountain

O ritmo, as referências e, principalmente, a criatividade de Merrill Garbus se encontram em seu ponto máximo na seminal “Water Fountain”, a amostra perfeita de toda a esquisitice (ou seria genialidade?) que engloba o projeto Tune-Yards… Impossível dizer o que é melhor: a espetacular percussão, as vozes perfeitamente encaixadas, a matadora linha de baixo ou as grandes variações. Tudo, no fim, acaba criando um número especialmente único.

19. Iceage – The Lord’s Favorite

A insanidade por trás da banda Iceage fica clara quando Elias Bender Rønnenfelt configura-se, em “The Lord’s Favorite”, em uma espécie de semi-deus pronto para aproveitar todos os pecados mundanos relativos principalmente à luxúria. Mas é a inteligência da canção que acaba marcando: diferente, até certo ponto desconexa com tudo o que o grupo havia feito até então. “The Lord’s Favorite” joga um inédito e excitante conjunto de referências sonoras ao post-punk, construindo um turbilhão sonoro que, além de impressionar, cheira a todo instante a novidade… Mesmo que se aproveite, no fim das contas, das mais antigas ideias. Uma canção, enfim, memorável.

18. Ex Hex – Don’t Wanna Lose

Reconfigurando um som que é basicamente gêmeo da música pop, as garotas da banda Ex Hex acabaram produzindo, quase sem querer, um dos maiores encontros do ano entre guitarras e melodia. “Don’t Wanna Lose” é uma canção simples, curta e direta, mas crava sua marca significando praticamente a perfeição em uma canção de power-pop: nervosa, dançante, caliente e impregnante.

17. St. Vincent – Digital Witness

Todo o estranho jogo proposto pela música de St. Vincent encontra conforto estético na explosão pop de “Digital Witness”. Bebendo, como sempre, do mais efervescente líquido da vanguarda musical dos anos setenta, fazendo do androgenismo experimentado por grandes nomes do passado, como David Bowie e Talking Heads, o seu grande dogma, Annie Clark acaba criando para si um universo particular, em que tudo acaba girando em torno de sua instigante persona.

16. S. Carey – Crown the Pines

Companheiro de Justin Vernon no projeto Bon Iver, S. Carey faz de sua carreira solo a perfeita extensão do trabalho de seu mais famoso companheiro. Em “Crown the Pines”, a música folk, sempre tão agarrada às raízes, acaba por percorrer novos caminhos em um claro sentido de reinvenção. Na canção, em meio a uma carregada base sentimental, uma explosão harmônica faz com que os Beach Boys encontrem o Coldplay, para depois se fundirem a Bon Iver e tudo se ligar ao Radiohead, criando, no fim, uma mágica canção.

15. Carne Doce – Sertão Urbano

Condomínios que oferecem o prazer maior dentro da cidade, o mato significando o progresso… Para o grupo Carne Doce, a natureza é o ponto de partida para uma canção que poderia até se tornar um hino para os ativistas do Greenpeace, uma grande discussão do boom urbano em detrimento do mato, mas que, na realidade, congrega em apenas uma canção toda a excitante mistura tropical proposta pelo conjunto – uma das grandes revelações de 2014.

14. Beck – Waking Light 

Uma das figuras mais mutáveis (e geniais) da música mundial, o californiano Beck voltou nesse ano com tudo à produção de estúdio. A melhor página desse novo capítulo da carreira do músico está em “Morning Phase”, que acompanha o teor acústico e orquestrado do clássico “Sea Change”, porém  com sentimentos de calmaria e contemplação. Faixa final do disco, “Waking Light” é um tratado melancólico e harmônico, representando a concepção sonora perfeita para o amanhecer.

13. Sharon Van Etten – Your Love Is Killing Me

“We Are There” marca a evolução definitiva de Sharon Van Etten… A belíssima “Your Love is Killing Me”, certamente uma das melhores canções desse ano, é apenas uma das provas do gigante talento da compositora nova-iorquina. Naturalmente sofrida, inserida em uma melodia fantástica e em um melodrama capaz de derrubar o maior dos machões, a canção contém uma das mais impressionantes explosões de sentimentos já ouvidas na música popular. Sem dúvida, um número primoroso.

12. Kendrick Lamar – i

Pra variar, Kendrick Lamar está de parabéns. Apresentando uma canção alegre, suave e positiva, o músico mostra que seu poderio pode ser infinito, até mesmo se colocando distante do teor pesado e político da obra-prima “good kid, m.A.A.d city”. “i” é uma música dançante que trata basicamente sobre paz, escancarando mais uma vez a sinceridade e a humanidade presentes na música de Lamar.

11. Os Irmãos Carrilho – Ela Quer te Ver

Os Irmãos Carrilho, dupla formada pelos curitibanos Alexandre Provensi e Matheus Godoy, se comporta como um dos projetos mais sinceros da atualidade. Afinal, quantos são os jovens brasileiros interessados em reviver de forma sincera a música de raiz? Se inspirando em antiguidades, eles fazem de “Ela Quer te Ver” um dos números mais belos e sensíveis de 2014, com seu romantismo puro e harmônico. Um verdadeiro deleite para os ouvidos.

Clipes & Singles: Semana 12/2014

Clipes & SinglesPhillip Long – Don’t Forget the Chorus

Não chega a ser uma novidade, mas mesmo assim surpreende: o incansável Phillip Long já está trabalhando em seu oitavo disco. Sempre disposto a apresentar novas facetas de seu íntimo, o músico agora embarca em um conceito de produção mais cru, sem contar com a corriqueira colaboração de Eduardo Kusdra. “Don’t Forget the Chorus”, a mais nova canção a ser apresentada, exala sentimentos através de seus rumos melancólicos, alocando o compositor em uma atmosfera que ele conhece muito bem.

Kim Deal – The Root

A saída de Kim Deal da banda Pixies não chegou a ser uma grande surpresa para quem acompanha o grupo, visto que a musicista está há algum tempo com vontade de investir em outros projetos. Ao liberar “The Root”, com direito a um clipe pra lá de Lo-Fi, Deal mostra que não se desgarrou completamente da sonoridade que sempre envolveu a sua antiga banda, construindo, porém, um número muito pequeno e invariável.

Justin Timberlake – Not a Bad Thing

Um vídeo documentado, que mostra a busca por um rapaz que pediu a mão de sua namorada em casamento ao som de Justin Timberlake: nada melhor para acompanhar a trilha extremamente romântica da canção “Not a Bad Thing”, presente na segunda parte da última experiência do astro pop. Enquanto a “investigação” ocorre, casais são convidados a depor sobre o amor e o casamento. Meninas, se derretam. Rapazes, já vão se preparando.

S. Carey – Crown the Pines

“Renge of Light”, o segundo disco de S. Carey, está se tornando o lançamento mais aguardado de 2014. Por quê? Dê o play no vídeo abaixo e veja. Em meio a uma carregada base sentimental, uma explosão sonora faz com que os Beach Boys encontrem o Coldplay, para depois se fundirem a Bon Iver e tudo se ligar ao Radiohead. Se não bastasse, uma incrível concepção de efeitos luminosos cria o cenário perfeito para a complexa base sonora. Que clipe, meus amigos!

Móveis Coloniais de Acaju – De Lá Até Aqui

Retirado do primeiro filme da Móveis Coloniais de Acaju, o clipe da faixa-título do último disco da banda mostra o conjunto se apresentando em uma pista de skate. “Mobília em Casa” será lançado em abril, e mostrará o grupo em vários pontos de sua terra natal, o Distrito Federal.

Neneh Cherry feat. Robyn – Out of the Black

Número que reúne Neneh Cherry e Robyn, a canção “Out of Black” agora ganha o seu vídeo clipe. Faixa do último disco de Cherry, o surpreendentemente “Blank Project”, a canção parece ser uma ode ao pop escandinavo, encontrando em uma concepção colorida a morada de sua estrutura visual.

A Banda Mais Bonita da Cidade – Um Cão Sem Asas

Depois do conceito “fofo” do clipe de “Potinhos”, agora chegou a vez da Banda Mais Bonita da Cidade investir em uma produção audiovisual referente ao “Lado B” de seu último disco, “O Mais Feliz da Vida”. Como cenário para o vídeo de “Um Cão Sem Asas”, o setor militar urbano de Brasília foi escolhido, dando ainda mais significado à canção e transfigurando-a em um “hino de guerra”.

Black Lips – Justice After All

Seja no palco ou em uma rua vazia, o pessoal do Black Lips interpreta “Justice After All” com uma energia invejável. O clipe dá imagens a mais uma faixa do disco “Underneath the Rainbow”, lançado recentemente.

Céu – Amor de Antigos

O vídeo produzido pelo coletivo Enoá para a canção “Amor de Antigos”, faixa do disco “Caravana Sereia Bloom”, acaba de ser oficializado por Céu como clipe. Uma escolha certeira, visto à grande qualidade da produção.

Criolo – Duas de Cinco/Cóccix-ência

O clipe do último single de Criolo, que contém as canções “Duas de Cinco” e “Cóccix-ência”, é uma verdadeira superprodução. Mostrando o que seria a realidade de uma favela no ano de 2044, o vídeo retrata os avanços tecnológicos, mas a inércia da sociedade, que não consegue tirar dos subúrbios o seu errôneo cotidiano. Segundo o rapper, “a desgraça consegue ser mais rápida que a tecnologia. Agora cada bairro tem a própria Cracolândia em sua porta. Pensamos em 2044, mas isso chegou em três meses”.

Clipes & Singles: Semana 07/2014

Clipes & Singles

Glue Trip – Elbow Pain

Poucos singles lançados no ano passado por artistas brasileiros chamaram tanta atenção quanto “Elbow Pain”, do duo paraibano Glue Trip, formado por Felipe Augusto e Lucas Moura. Agora, finalmente, o conceito sonoro lisérgico e tropical da canção recebe acompanhamento de imagens em um complexo (e chapado) clipe. Produzido pelo ilustrador Daniel Vincent, o vídeo se comporta como uma verdadeira viagem, convidando o espectador a acompanhar a estrutura lisérgica da dupla.

Chelsea Wolfe – Feral Love

“Brutal” talvez seja a palavra que melhor define o clipe de “Feral Love”, uma das faixas do obscuro “Pain Is Beauty”, aclamado disco lançado por Chelsea Wolfe no ano passado. Acompanhando os cenário negros e enevoados apresentados pelo álbum, as imagens que preenchem “Feral Love” se comporta como um macabro tratado sobre a dor: enquanto Wolfe canta, vestida de preto e com um semblante misterioso, imagens estranhas que vem e vão perturbam o ouvinte.

Halls – Waves

Pessoas andando, cenários urbanos, um teor melancólico e a ausência de cores. Elementos simples, mas que constroem com muito acerto o clipe de “Waves”, utilizado pelo britânico Halls para promover o lançamento de seu segundo disco, “Love to Give”. Se amarrando à melancolia da canção, bem como de todo o trabalho do músico, o vídeo borda com imagens contemplativas uma atmosfera voltada ao pensamento introspectivo.

Metronomy – Love Letters

Misturando ABBA, David Bowie e Paul McCartney o grupo Metronomy dá imagens ao single que dá nome ao seu mais novo álbum, a ser lançado no dia 10 de março. Em um vídeo divertido (algo muito diferente do que havia sido apresentado no solitário clipe de “I’m Aquarius”), a banda perfaz a colorida canção em um cenário repleto de imagens doces e bem-humoradas, encontrando na medida certa o contexto dos rumos sonoros.

Phantogram – Fall in Love

Mesmo em preto e branco, o Phantogram volta a abusar de texturas tecnológicas para a construção de mais um vídeo referente ao disco “Voices”. Se trata do clipe da ótima “Fall in Love”, em que a maleável voz de Sarah Barthel encontra-se perfeitamente amparada pelo turbilhão sonoro proposto por Josh Carter.

Black Rebel Motorcycle Club – Some Kind of Ghost

Para acompanhar os rumos psicodélicos de “Some Kind of Ghost”, nada melhor do que um vídeo hipnótico. E é acertando no teor de seu novo clipe que o Black Rebel Motorcycle Club, com a ajuda do produtor Daniel Mancini, constrói mais um capítulo convincente de sua proveitosa carreira.

Band of Skulls – Nightmares

“Nightmares”, o novo single do pessoal da Band of Skulls, pode até ser uma música dita “normalzinha”, mas, mesmo assim, torna-se impossível não se sentir atraído pelo belo jogo de guitarras proposto pela base sonora (bem melódica, por sinal) da canção. No registro audiovisual, um término conturbado de relacionamento é representado.

Guided By Voices – Planet Score

O ator Matt Jones, o Badger de Breaking Bad, é a grande estrela do novo clipe do Guided By Voices, referente à canção “Planet Score”. Jogando um basquete sofrível, errando constantemente arremessos livres, Jones é ajudado por três anônimos para melhorar suas habilidades na quadra. Um vídeo curto para uma canção curta e grossa, com menos de dois minutos de duração.

The National – I Need My Girl

Para dar imagens a uma das faixas do disco “Trouble Will Find Me”, lançado no ano passado, o The National resolveu investir em um clima romântico. Ainda que haja ausência de cores, o vídeo de “I Need My Girl” fala muito mais do amor do que da perda dele, se direcionando muito mais a corações apaixonados do que a partidos.

S. Carey – Fire-Scene

A contemplação em seu estado máximo e absoluto… Um clipe para se encantar mais uma vez com as paisagens oferecidas pela natureza (tanto urbana quanto rural) enquanto acordes sensíveis envolvem nossos ouvidos. Se a beleza já era envolvente somente pelos rumos sonoros do single “Fire-Scene”, agora, com o clipe, somos mais uma vez envoltos pela gigante sutileza da música de S. Carey.