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Lista: As 50 Melhores Músicas de 2014 [50-41]

50. Nessas Horas – Transmissor

A visível evolução da banda mineira Transmissor ficou evidente em “De Lá Não Ando Só”, o grande lançamento do pop-rock nacional em 2014. E a sexta faixa do disco, “Nessas Horas”, certamente é a canção que melhor agrega as novas possibilidades sonoras do grupo: mergulhada em uma melodia insuperável, a música se insere de corpo e alma em um terreno melancólico (e extremamente belo), em que a alta qualidade dos versos acaba esbarrando em harmonia com impecáveis arranjos… Lenta, “Nessas Horas” é obscura, lamentosa, além de especialmente combativa, inserindo ruídos de guitarra em uma estrutura confortável.

49. Fruta Elétrica – Carne Doce

Impossível passar imune pelo arrebatador “rock com pequi” do grupo goiano Carne Doce, uma das grandes revelações desse ano. Dentro de psicodélico e extremamente brasileiro debut da banda, “Fruta Elétrica” é aquela explosão de ritmo, uma verdadeira ode à face alegre e dançante da música tupiniquim. Tanto as linhas de baixo e bateria quanto os riffs de guitarra escancaram o lado mais “manguebeat” da banda, com a vocalista Salma Jô cantando sobre uma fruta deliciosa e perigosa, mas que todos acabam ficando com desejo de provar.

48. Tinashe feat. Devonté Hynes – Bet

Se não bastasse FKA Twigs para provar que o R&B está vivendo uma de suas maiores (e melhores) transformações em sua história, Tinashe surge para esquentar ainda mais o clima de “renovação”. Camadas sobre inúmeras camadas, climatizações explodindo em nossos ouvidos e moderníssimos efeitos eletrônicos formam a base de “Bet”, que ainda apresenta formidável melodia, uma performance vocal respeitável e um ótimo solo de guitarra criado por Dev Hynes, músico responsável pelo projeto Blood Orange. Não é à toa que a canção, faixa do disco “Aquarius”, dá as caras nessa lista.

47. David Bowie – ‘Tis a Pity She Was a Whore

“‘Tis a Pity She Was a Whore” é simplesmente a melhor música do Camaleão nos últimos anos. Sim, senhores: por melhor que tenha sido “The Next Day”, nenhuma faixa do aclamado disco chega aos pés desta que é apresentada no player abaixo. Nela, o veterano canta versos tristes no fundo de um sampler caseiro e futurístico, amplificando sua faceta mais experimental. Incrível como Bowie consegue expandir cada vez mais suas possibilidades.

46. White Lung – Drown With the Monster

Intensidade. Essa é a palavra-chave de “Drown With the Monster”. Nessa canção, a banda canadense faz das suas, aumentando tanto volume quanto velocidade ao máximo para plantar um número que, além de instrumentalmente picante, é liricamente crítico. E tudo isso, no fim das contas, sem que saibamos se o que toca é punk, metal ou indie. Na verdade, o chute mais próximo é de que se trata de uma grande mistura desses três rótulos. Um número diferente e impecável, que se reproduz em outras canções no ótimo disco “Deep Fantasy”.

45. Parquet Courts – Sunbathing Animal

“Sunbathing Animal” é nada mais do que uma grande explosão de energia de uma das mais insanas bandas da atualidade. Uma canção de absurda velocidade, em que instrumentos e vocal trabalham para um único fim: a criação de um número curto e grosso, que em seus primeiros segundos já é capaz de passar o recado ao ouvinte: não são necessários muitos acordes para se construir uma verdadeira muralha sonora.

44. Taylor Swift – Out of the Woods

Quando saiu a notícia de que Taylor Swift abraçaria de uma vez por todas a música pop, dando adeus àquela tímida garotinha country, certamente muitos torceram o nariz. Por mais que esse processo tenha se iniciado em 2012, com o lançamento do disco “Red”, foi nesse ano que Swift se tornou, finalmente, a musa pop que vinha ensaiando ser. Pois o resultado surpreendeu: não tanto pelas vendas, pois ninguém esperava que “1989” patinaria nas prateleiras. O que realmente surpreendeu foi a qualidade sonora, claramente acima da média para o pop atual.  E isso “Out of the Woods” mostra muito bem: moderna, incrivelmente bem produzida, a canção traz em uma estonteante linha de bateria a base necessária para Swift mostrar que aquela menininha de outrora hoje é uma artista completa.

43. Sun Kil Moon – Carissa

“Carissa” é a primeira faixa do “disco-livro-filme” chamado “Benji”, a maior obra até hoje de Mark Kozelek como contador de histórias. Mais do que um simples conjunto de faixas, “Benji” faz com que o ouvinte se descole daquela ideia inicial de “ouvir música” para se impregnar nos interessantes, tristes e sensíveis causos do músico. Em “Carissa”, o compositor nos conta sobre uma tragédia que ocorrera na família, trilhando um número incrivelmente humano e sincero sobre chegadas e partidas.

42. St. Vincent – Prince Johnny

Embora Annie Clark seja conhecida pela forma única com que faz sua guitarra produzir sons inimagináveis, em “Prince Johnny”, uma das melhores músicas de sua carreira, o cenário é basicamente atmosférico, sem aquelas tradicionais mudanças bruscas. A base da canção é dura como rocha, mas nada impede que, nela, St. Vincent demonstre toda sua fraqueza como personagem em um grande conflito de sentimentos… Um número direto, sem excentricidades, que acaba escancarando o lado mais humano da musicista.

41. Swans – Oxygen

Arrastada, tortuosa, intrigante, “Oxygen” é o ápice energético de “To Be Kind”, o fantástico disco que o Swans lançou em 2014. Composta por Michael Gira logo após uma grave crise de asma, essa incrível canção “revela” a importância de estar respirando, de poder sentir seu coração batendo… É raro pararmos para pensar na importância disso, mas os gritos do vocalista a clamar por oxigênio fazem com que a gente imagine a angústia de uma pessoa que está com dificuldades de respirar. Mas, no fim, o que acaba marcando não é o conceito angustiante da faixa, mas sim a louca viagem sonora que ela nos oferece.

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Clipes & Singles: Semana 23/2014

Clipes & Singles

Freddie Gibbs & Madlib – Deeper

A união do veterano Freddie Gibbs, um dos ícones do gangsta rap, com Madlib, um dos maiores produtores da história do hip hop, acabou gerando um dos melhores trabalhos do ano, o disco “Piñata”. Uma das boas faixas do álbum, “Deeper” agora ganha um clipe, em que Freddie Gibbs interpreta um personagem que encara a vida depois de sair da prisão.

American Football – Never Meant

Esse vídeo tem tudo para ser o mais curioso da história da seção Clipes & Singles. Isso porque dá imagens a uma canção lançada há 15 anos. Isso mesmo! Se trata da música “Never Meant”, presente no último disco lançado pela banda American Football, lá no longínquo ano de 1999. O vídeo se passa na casa que está presente na capa do álbum, e acompanha as idas e vindas de um jovem casal.

Rodrigo Amarante – Hourglass

Pois é, o tempo passa… Muito mais recente que o último trabalho da American Football, o primeiro disco em carreira solo de Rodrigo Amarante, “Cavalo”, lançado no ano passado, agora tem mais uma de suas faixas transformada em vídeo. Se trata de “Hourglass”, cujo clipe, dirigido pelo próprio Amarante, estaciona nos conceitos de filmagem dos anos 50 para discutir a passagem do tempo. Mais um ótimo trabalho do ex-hermano.

Giorgio Moroder – Giorgio’s Theme

Grande lenda da disco music, o italiano Giorgio Moroder acaba de lançar uma nova canção para uma compilação: se trata da fantástica “Giorgio’s Theme”, que mostra que o veterano, após ser revivido pelo Daft Punk, continua produzindo com igual qualidade, e antenado com as novidades da música eletrônica. Sem dúvida, Moroder é um cara que deve ser reverenciado.

Jack White – Lazaretto

“Lazaretto”, o segundo álbum em carreira solo de Jack White já está dando as caras por aí, e a faixa que dá título ao trabalho ganha um clipe tão explosivo quanto os rumos sonoros da canção. No vídeo, Jack White e sua banda quebram tudo – literalmente.

Samira Winter – Eu e Eu

Um dos novíssimos nomes da música alternativa brasileira, a jovem Samira Winter se agarra com tudo nas letras simples, nas guitarras barulhentas e nas melodias convidativas do Lo-Fi dos anos 90. No clipe da simplória “Eu e Eu”, canção de “Todo Azul”, o primeiro EP da moça, imagens da turnê da banda de Winter são mostradas, representando toda a simplicidade que engloba o início de uma carreira.

How to Dress Well – Face Again

Tom Krell parece estar disposto a fazer de “What Is This Heart?” não apenas o melhor trabalho do projeto How to Dress Well, mas a aproximação definitiva do músico ao público de massa. Como é possível fazer essa afirmação? Acompanhando os singles que rechearão o registro, cujo lançamento está previsto para o dia 23 de junho. “Face Again”, que marca o segundo clipe de uma trilogia centrada no conceito “vida e morte”, representa a partida do ancião que estava doente no primeiro vídeo, o que acaba abalando profundamente o jovem casal.

Ella Eyre – If I Go

Uma das grandes revelações da música mundial quanto à voz, Ella Eyre agora resolveu vencer a gravidade em seu novo clipe, produzido para a canção “If I Go”. Preparando seu primeiro trabalho de longa duração, a jovem anda pelas paredes de um cômodo branco, na companhia de dois dançarinos, enquanto solta seu vozerão.

Washed Out – Weightless

Clipe bonito é com o Washed Out. Dando imagens a mais uma canção de “Paracosm”, último trabalho do projeto, lançado em agosto de 2013, Ernest Greene faz do clipe de “Weightless” um belíssimo tratado sobre a saudade. Sensibilidade é o que não falta à bela sequência de imagens que você pode apreciar logo abaixo no player.

Parquet Courts – Black and White

Energia ilimitada, acordes econômicos e um espírito anárquico… Seria o ano de 1977 e o movimento punk que estremeceu as estruturas da Inglaterra? Na verdade, se trata de mais uma canção de uma das melhores bandas norte-americanas da atualidade, chamada Parquet Courts – um nome já familiar para quem acompanha o blog. Acompanhando o lançamento do ótimo disco “Sunbathing Animal”, foi lançado o clipe de “Black and White”, que traz imagens com tratamento Lo-Fi em… preto e branco, oras!

Clipes & Singles: Semana 18/2014

Michael Jackson ft. Justin Timberlake – Love Never Felt So Good

Michael Jackson morreu já faz tempinho, mas mesmo no além o músico “continua a produzir” bons encontros do pop com suas heranças musicais negras, que datam da longínqua época em que ele fazia parte do coletivo The Jackson 5. Canção que poderia muito bem ter feito parte de algum dos álbuns clássicos do músico, “Love Never Felt So Good” encontra na participação de Justin Timberlake um link com os rumos atuais da música pop, demonstrando a intenção mais do que óbvia da Sony com estes lançamentos póstumos: faturar, através de canções nunca lançadas, alguma grana em cima do nome do falecido rei do pop.

Sharon Van Etten – Every Time the Sun Comes Up

Quem acompanha este blog tem visto que, ultimamente, Sharon Van Etten vem recebendo um bom destaque por aqui. Por quê? Não somente por causa de seu futuro trabalho, o disco “We Are There”, a ser lançado no fim do mês de maio, mas também devido à qualidade indiscutível de suas novas composições. “Every Time the Sun Comes Up” felizmente segue a mesma ideia, deixando o público ainda mais ansioso quanto ao lançamento do novo álbum da musicista.

Coldplay – A Sky Full of Stars

E o Coldplay, hein? Se o título brega de seu novo single já assusta, o que dizer de uma colaboração da banda, que um dia já foi muito respeitada, com o produtor Avicii? “A Sky Full of Stars” é uma música de conceito alegrinho, que será sucesso nas casas de dança mundo afora, fará parte da trilha-sonora de alguma novela da Globo… Mas que faz com que Chris Martin e seus pupilos percam todo o respeito que ainda detinham.

Parquet Courts – Black and White

Quem provavelmente não nos decepcionará é o Parquet Courts, que parece bordar seu próximo disco, “Sunbathing Animals”, com ótimas faixas. Menos energética e insana que a faixa-título do trabalho, mas igualmente assertiva, “Black and White” prova que a banda pode se agarrar a um conceito simples e constante, e mesmo assim soar dinâmica. Afinal, tudo que entorna o grupo do Brooklyn é curto, grosso, um sentimento até mesmo estúpido (no bom sentido), regado ao mais despreocupado clima do “fuck yeah”.

Pharrell Williams – Smile

Na última semana, uma música que acabou ficando de fora do novo disco solo de Pharrell acabou sendo liberada para audição: a positiva “Smile” até tem uma letra bacaninha, mas bastam os (pobres) arranjos eletrônicos virem à tona para o ouvinte perceber porque a canção não fez parte do álbum “G.I.R.L.”.

Röyksopp & Robyn – Do It Again

“Do It Again”, entretanto, é uma canção eletrônica daquelas que te inspiram e te enchem de energia. Um dos resultados da parceria entre o produtor Röyksopp e a cantora Robyn, a canção se desenvolve em uma dinâmica dançante e atraente, e deve fazer parte do trabalho colaborativo dos músicos, um EP de cinco faixas com lançamento marcado para o dia 25 de maio.

The Hold Steady – I Hope This Hole Thing Didn’t Frighten You

Você tem uma banda que costuma mandar muito bem no palco, e te faltam ideias para produzir um novo clipe… O que você faz? A ideia não é nem um pouquinho nova, mas costuma dar certo: faz uma boa filmagem da banda tocando ao-vivo, toma cuidado na escolha das imagens, e pronto: eis, em mãos, um bom registro audiovisual. Pois é isso mesmo o que acontece com o clipe de “I Hope This Hole Thing Didn’t Frighten You”, o novo single do The Hold Steady… E o resultado, no fim das contas, não deixa a desejar.

Nação Zumbi – Cicatriz

Mas quem caprichou pra valer em seu novo clipe foi o pessoal da Nação Zumbi. Dando imagens ao principal single de seu novo trabalho, o disco “Nação Zumbi”, o clipe de “Cicatriz” é marcado pela metáfora, tratando as cicatrizes como a marca da passagem do tempo nos personagens do vídeo. Quando o álbum será lançado? Pois já foi lançado nesse dia 5 de maio, amigo… Ouça lá!

Kasabian – eez-eh

Junho é um mês que promete, pelo menos musicalmente: nele, vários discos aguardados serão lançados. Um desses trabalhos é “48:13”, o novo álbum do Kasabian, cujo primeiro single agora ganha um clipe: se trata de “eez-eh”, uma animada canção, através da qual os integrantes da banda dançam em um cenário preto e branco (e rosa). A maior curiosidade fica para a aparência do vocalista Tom Meighan: vai dizer que ele não tá parecendo o jogador Daniel Alves?

The Black Keys – Fever

Embora ainda nem tenha sido lançado oficialmente, “Turn Blue”, o novo disco do The Black Keys, tem divido opiniões: o que não é nada surpreendente quando um projeto musical muda drasticamente os seus rumos sonoros, não é mesmo? O fato é que o duo decidiu deixar as guitarras descansando um pouco, investindo em um som mais pautado nos sintetizadores… uma velha polêmica que você já deve conhecer. Para encerrar essa edição do Clipes & Singles, fique com o clipe de “Fever”, e tire suas próprias conclusões.

Clipes & Singles: Semana 16/2014

The Black Keys – Turn Blue

Depois de apresentar, semanas atrás, a psicodélica “Fever”, o The Black Keys agora está disponibilizando a faixa-título de seu futuro trabalho, o álbum “Turn Blue”. Passeando por arpejos característicos do rock psicodélico dos anos sessenta, e mostrando que o duo sacou a boa recepção dada pelo público americano ao último disco do Arctic Monkeys, “AM”, a canção se desenvolve em grooves interessantes que se distanciam da base sonora característica do projeto. Portanto, ao que se vê, no novo álbum, novidade é o que não vai faltar.

Sky Ferreira – I Blame Myself

Sky Ferreira está longe de se estabelecer como mais um produto óbvio da música pop. Considerada uma artista promissora desde suas primeiras aparições, a queridinha do público indie acabou tornando o seu primeiro disco, “Night Time, My Time”, uma grata surpresa. Ao invés de deixar seus produtores ditarem o ritmo da obra, a cantora resolveu abrir sua alma e exorcizar seus demônios, a fim de construir um registro que escancara ao público a sua forte personalidade. Parte importante desse conceito, a canção “I Blame Myself” agora recebe contornos visuais: no vídeo, Sky vive uma fora-da-lei, que quando presa, abusa da sensualidade para tentar “subornar” a polícia. Produzido como um produto a ser apreciado pelo grande público, o clipe fortalece a imagem da artista como uma grande performer.

Parquet Courts – Sunbathing Animals

Ainda não havia provado da insanidade da banda Parquet Courts? Então chegou a hora. Depois de surpreender com a extrema energia que define os rumos sonoros de “Sunbathing Animals”, a banda volta a deixar nossos queixos caídos com um vídeo que, de tão nonsense, chega a ser interessante. No “clipe”, você verá um bichano tomando sol em frente a uma janela, e nada mais do que isso. Seja apresentado, portanto, ao conceito de “anti-vídeo”.

Lana Del Rey – West Coast

Lana Del Rey evoluiu. É claro que ainda é muito cedo para tirar alguma conclusão, mas tudo parece convergir para que a cantora construa, em “Ultraviolence”, seu primeiro grande trabalho. Na bonita “West Coast”, Lana não se curva às falhas de seus antigos singles, construindo um número de bela melodia, em que as guitarras tomam a base sonora para si. Mas o melhor de tudo é perceber que essas mudanças não comprometem a imagem da cantora, muito pelo contrário: finalmente, a artista está mostrando compreender em plenitude seu universo particular.

Swans – Oxygen

Cada vez mais entregues ao ruídos, os veteranos do Swans devem bordar em “To Be Kind”, seu novo trabalho, mais um capítulo curioso de sua carreira. Envolta na complexidade que habitualmente permeia os rumos sonoros do grupo, e mostrando um viés energético que surpreende, “Oxygen” intriga o ouvinte do início ao fim através de sua estrutura tortuosa, fazendo com que esperamos, ainda com maior expectativa, o lançamento do novo disco – que tem tudo pra ser um dos melhores desse ano.

Alicia Keys feat. Kendrick Lamar – It’s on Again

Cumprindo bem o seu papel de trilha-sonora do novo filme do mais famoso super-herói aracnídeo, a música “It’s on Again”, que reúne a cantora Alicia Keys, o rapper Kendrick Lamar e Pharrell Williams na produção, ganha imagens inseridas, obviamente, nos cenários nova-iorquinos. O grande destaque fica para a participação de Lamar, sempre inserindo às canções uma fantástica energia com rimas velozes, cruas e inteligentes.

Pharrell Williams – Here

Novo queridinho de Hollywood, Pharrell está sendo cada vez mais requisitado… sim, isso é possível. Provas? A participação mais do que incisiva do músico na produção da trilha-sonora do segundo filme da franquia “The Amazing Spider-Man”. “Here” é um número curioso, em que o produtor se entrega a uma estrutura mais melancólica, envolto por acordes de violão e piano. Uma baladona, uma daquelas canções tristes para se ouvir enquanto a chuva cai forte e o vento frio balança as árvores.

Real Estate – Crime

Com pouco dinheiro, o produtor do clipe de “Crime” resolveu apelar para uma tática estranha: colocar no outras pessoas, ao invés da banda, em troca de dinheiro. O resultado: um clipe absurdo, com vampiros skatistas. É claro que tudo isso não passa de uma brincadeira, conferindo bom-humor aos leves rumos que compõe a canção – uma das faixas de “Atlas”, o terceiro disco do Real Estate.

Marissa Nadler – Drive

Dirigido por uma das confessas influências de Marissa Nadler (Naomi Young,  do grupo Galaxy 500), o clipe da tristonha “Drive” alcança o conceito sonoro através de uma sequência lenta de imagens que tendem à contemplação. A canção é parte integrante de “July”, o último álbum da cantora, que demonstra mais uma vez a virtude de Nadler em mesclar com acerto o dream pop com a música folk.

Far From Alaska – Deadmen

Prestes a lançar o seu primeiro disco de longa duração, a banda potiguar Far From Alaska não apenas revelou uma das faixas do disco, mas também o título do trabalho, “modeHuman”, e um clipe para o single. De conceito simples, mostrando o conjunto em estúdio, o vídeo acompanha os rumos poderosos de “Deadmen”, uma canção que volta a conferir os laços da banda de Natal com um rock mais puro e clássico, mas que nem por isso deixa a desejar quanto a novidades.

Clipes & Singles: Semana 14/2014

Clipes & Singles

Parquet Courts – Sunbathing Animal

O Parquet Courts é uma banda visivelmente emergente, que daqui algum tempo terá tudo para ser um dos novos nomes mais aclamados do cenário alternativo. Autores de “Light Up Gold”, o disco mais insano de 2012, os nova-iorquinos do Brooklin voltam com uma canção ainda mais anárquica: “Sunbathing Animal” é uma demonstração colossal de energia, uma exímia representante das surpresas que o punk rock ainda pode pregar nos ouvintes mais atentos.

Katy B – Still

Da urgência frenética do Parquet Courts para o recolhimento e a amargura de Katy B. Atualmente a artista mais aplaudida do pop eletrônico, a britânica de cabelos ruivos se entregou às suas tristes confissões no seu segundo trabalho, o elogiado “Little Red” – um disco que fez até roqueiros barbudos elogiarem um trabalho confessamente pop, eletrônico e de audição facilitada até mesmo para os seguidores de modismos. No clipe de “Still”, todo o teor intimista de “Little Red” é trazido à tona com assertividade, mostrando que os sentimentos mais íntimos podem, certamente, se agarrar a uma proposta musical mais comercial.

Sharon Van Etten – Taking Chances

Sharon Van Etten é uma artista que deve ser elogiada… Afinal, se a música folk se renovou e voltou a ser relevante, pulsante e nova, é devido a um time de novos artistas do qual a nova-iorquina faz parte. “Taking Chances” é um ótimo aperitivo do novo álbum que está por vir, já foi elogiada até nessa mesma seção do blog, mas por que um clipe tão ruim para uma canção tão certeira? Talvez a maior culpa nem caiba ao diretor do vídeo, Michael Palmieri, mas sim à própria Van Etten, que mesmo tendo dificuldade para atuar, exagera no “carão”.

Karine Carvalho e Bárbara Eugênia – Pessoa Loka

O que vocês andaram fumando, meninas? Algo lícito é que não deve ser, levando em consideração o vídeo lançado para “Pessoa Loka”. Mostrando uma faceta mais pop de Bárbara Eugênia – uma cantora que até agora estava mais ligada ao blasé (com “Journal de Bad”), ao brega (com “É o que Temos”) e ao folk (com o projeto Aurora) – a canção viaja no psicodelismo com um vídeo colorido e pra lá de doidão, do qual ainda participam Xico Sá, Tatá Aeroplano e Tulipa Ruiz. Se você lembrar do pop oitentista de Rita Lee, não estará pensando errado.

Lana Del Rey – Meet Me in the Pale Moonlight

Quando estreou pra valer com o disco “Born to Die”, Lana Del Rey não era nada além de um grande ponto de interrogação: quem ela era, para onde ela iria? Aos poucos, as dúvidas começaram a ser respondidas, e agora, em 2014, a moça prepara o que parece ser seu primeiro grande trabalho: o disco “Ultraviolence”. Produzido por Dan Auerbach, do duo The Black Keys, o registro já vem apresentando bons aperitivos – caso de “Meet Me in the Pale Moonlight” e seu bom passeio pelos anos setenta, que acaba lincando-a ao álbum “Random Access Memories”. Uma canção vintage e atual ao mesmo tempo.

Phillip Long – Tidal Wave

Se nos sete discos que já havia lançado o paulista Phillip Long já conseguia atingir com tudo a nossa alma, imagina agora, quando ele resolveu escrever inspirado pela banda The Smiths, e contando com uma produção mais crua? De fato, o músico parece rumar para seu trabalho mais intenso até aqui. Intitulado “A Blue Waltz”, e com lançamento previsto para o dia 7 de junho, o novo álbum acaba de ganhar mais um belo e convincente aperitivo com a bela canção “Tidal Wave”.

How to Dress Well – Repeat Pleasure

Outro grande trabalho esperado para o mês de junho é o novo álbum de Tom Krell no projeto How to Dress Well. “What Is the Heart?” deve apresentar uma nova faceta da música do produtor, e inseri-lo em uma posição de destaque dentro da cena pop atual. Com uma produção límpida, e uma grande condensação de gêneros e referências, o músico vem apresentando formidáveis facetas de seu novo trabalho… Enfim, é só clicar no play abaixo para perceber porque a crítica tem elogiado tanto os novos rumos artísticos do How to Dress Well.

Cloud Nothings – I’m Not A Part of Me

A música jovial (e noventista) de Dylan Baldi e da sua aclamada banda Cloud Nothings nunca foi tão bem representada: seja com o disco “Here and Nowhere Else” ou com o clipe do poderoso single “I’m Not a Part of Me”, as obsessões do músico encontraram uma morada perfeita, deixando bem claros quais são os conceitos do conjunto. No vídeo abaixo, uma festa íntima de garotas adolescentes acompanha com acerto os rumos energéticos da canção.

Jack White – High Ball Stepper

Quer ouvir guitarras? Mr. Jack White resolve a sua situação com um instrumental excepcional: “High Ball Stepper” é a primeira música a ser revelada do próximo disco do músico, “Lazaretto”, que terá a incumbência de suceder o clássico moderno “Blunderbuss”, de 2012. Pelo jeito, para sorrisos eternos da crítica e do público, esse novo trabalho será igualmente ótimo. Mais um para o mês de junho.

Leo Cavalcanti – Get a Heart

Ao se entregar à música pop, Leo Cavalcanti parece ter encontrado seu caminho, sua identidade sonora. Única faixa em inglês do competente disco “Despertador”, “Get a Heart” acaba de ganhar um icônico registro audiovisual, em que o músico interpreta a canção (da sua própria maneira) pelas paisagens de Berlim.