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Clipes & Singles: Semana 47/2014

Clipes & Singles

The Kooks – See Me Now

Depois de lançar, nesse ano, clipes com roteiros elaborados tendo como fundo sonoro verdadeiras explosões pop, dessa vez a banda The Kooks resolveu investir na simplicidade: para dar imagens à tristonha balada “See Me Now”, um passeio do vocalista Luke Pritchard pelas ruas de Tóquio é apresentado. A banda estará presente na edição 2015 do festival Lollapalooza Brasil.

Skrillex – Fuck That

Outro nome confirmado do Lollapalooza Brasil 2015 é o do famoso produtor Skrillex, que lançou, nos últimos dias, seu clipe para “Fuck That”, faixa do criticado disco “Recess”. O vídeo, porém, mostra um bom resultado, trazendo ao público os descaminhos de um lutador. A ótima produção do vídeo fica por conta de Nabil Elderkin.

Belle and Sabastian – The Party Line

Absolutamente pop, o novo single da banda Belle and Sebastian, “The Party Line”, ganhou contornos perfeitos ao investir em um clipe dançante, a partir de um conceito inusitado: o mesmo roteiro é rodado duas vezes, sendo na primeira parte em preto-e-branco para, depois, ganhar muitas cores. “Girls in Peacetime Want to Dance” tende a ser o primeiro lançamento importante do próximo ano.

Wu-Tang Clan – Necklace

Você é um daqueles que cobram do Wu-Tang Clan um novo disco a altura de “Enter Wu-Tang (36 Chambers)”, a grande estreia do grupo, de 1993, e considerado como um dos mais importantes registros da história do rap? Olha, acho que é hora de rever suas expectativas, afinal, a história não é feita apenas de fatos marcantes. Em seu novo disco, “A Better Tomorrow”, o coletivo busca continuar uma carreira respeitada através de novos conceitos, que dão lugar, porém, a um número clássico do grupo em “Necklace”.

The Smashing Pumpkins – Drum + Fire

É árdua a tarefa de Billy Corgan de tentar manter o nome de sua banda em relevância após tantos anos de mediocridade. É claro que ninguém espera nenhum novo lançamento a altura dos clássicos álbuns do Smashing Pumpkins, mas um disco mais respeitável não seria de nada ruim, não é verdade? Pois bem… É o que o careca mais famoso do rock alternativo tentará fazer em “Monuments to an Elegy”, álbum que será lançado nos próximos dias. “Drum + Fire” é mais uma amostra do que encontraremos no disco.

Angel Olsen – Windows

“Burn Your Fire for No Witness”, um dos melhores discos de 2014, acaba de ter mais uma de suas faixas transformadas em clipe. Trata-se da bela e triste “Windows”, em que Angel Olsen solta sua voz angelical em um vídeo repleto de significados ocultos. A lista dos melhores álbuns do ano sai daqui alguns dias aqui no RPblogging, e Olsen certamente estará presente.

She & Him – Stay Awhile

Discos de covers geralmente são chatos, em nada acrescentando à carreira de quem o produz. Mas quando as canções são rearranjadas ao invés de simplesmente copiadas, a mediocridade tende a ser pelo menos mascarada. É o que acontecerá, ao que tudo indica, em “Classics”, disco em que Zoey Deschanel e M. Ward farão versões para velhas canções. “Stay Awhile”, faixa que agora ganha um clipe dançante e teatral (ao melhor estilo “Chandelier”), é um som de autoria de Dusty Springfield.

Beyoncé – 7/11

E não que até a Beyoncé decidiu entrar na onda dos clipes caseiros? Aproveitando o vazamento das faixas extras que estarão na versão estendida de seu último álbum, a cantora resolveu lançar um clipe para “7/11”, em que ela, junto com outras dançarinas, faz a festa em sua casa… Mas que mansão bagunçada, não?

Faith No More – Motherfucker

 Deixando o mais surpreendente pro final, temos sim, senhoras e senhores, uma nova canção do… Faith No More! E não, não estamos de volta aos anos noventa. Um novo álbum da banda será lançado em 2015, e, há poucos dias, o grupo de Mike Patton lançou sua primeira música em 17 anos, intitulada “Motherfucker”, e que você confere no player abaixo.

2013: Beyoncé – Beyoncé

Beyoncé

Por: Renan Pereira

Era inevitável que, após lançar de surpresa o seu tão aguardado quinto álbum, e bem no apagar das luzes de 2013, Beyoncé se tornaria a cantora mais falada desse início de 2014. Aproveitando o seu ápice artístico e toda a fama que acumulou nesses últimos anos, a artista resolveu investir de forma incisiva no que é, provavelmente, o grande pilar da música pop: a imagem. Considerado pela própria cantora como um “álbum visual”, seu novo disco, auto-intitulado, procura condensar uma carreira inteira de referências musicais em prol de uma união completa entre sons e imagens.

Batidas, melodias e harmonias são muito mais do que “sons”. A música sempre foi responsável por inserir em seus ouvintes as mais diferentes percepções, em um exercício muito mais sinestésico do que simplesmente auditivo. E dentro dessas percepções está incluída, obviamente, a visual. É claro que sempre vai haver gente chata dizendo que a imagem não é algo com que o artista deva se preocupar. Lamento informar, mas quem pensa dessa forma não entende nada de música ou não consegue se conformar com a passagem dos anos.

A música, e principalmente a dita “pop”, sempre foi visual. Pensemos rapidamente naquele disco considerado o melhor de todos os tempos do gênero, e já lembraremos de Michael Jackson dançando com zumbis no vídeo de “Thriller”. Se pensarmos em uma mulher importante para a música pop, pensaremos em Madonna, e se falarmos de seu auge artístico lembraremos de “Like a Prayer” e todo aquele conjunto de imagens que chocou a igreja católica. Não adianta: quem se embrenha na música popular terá que lidar, inconscientemente, com questões que vão muito além do som.

Sendo um dos nomes mais importantes da música atual, Beyoncé percebeu que esse mundo em que as mídias estão cada vez mais interativas seria um prato cheio para o lançamento de um disco que une sensações sonoras e visuais. Cada música tem o seu vídeo, e para que o disco seja entendido em sua plenitude não bata ouvi-lo… é necessário vê-lo.

Um conceito que acabou exigindo uma produção caprichadíssima. Para que as imagens pudessem se interagir perfeitamente com as músicas, um teor mais atmosférico foi exigido. Para tanto, Beyoncé caprichou ao recrutar um fantástico time de produtores, que contém inclusive outros nomes famosos da música pop, como Timbaland, Pharrell Williams e Justin Timberlake.

E o disco visual se inicia posicionando-se quanto à ditadura da beleza; segundo a própria Beyoncé, “Pretty Hurts” é uma advertência sobre os perigos da desenfreada busca pelo corpo perfeito. Eis aí um ponto de destaque do disco, que soa praticamente inédito dentro da discografia da artista… Experiente, Beyoncé vê a oportunidade de investir também em temas polêmicos. Algo que é explorado com veemência lá pelo final do disco, quando a fenomenal “Flawless” discute os direitos das mulheres, contando até com um discurso da escritora e ativista nigeriana Chimamanda Ngozi Adiche.

Mas o álbum, apesar de conter conceitos que inserem novos aspectos à carreira de Beyoncé, também trata de acrescentar à sua estrutura atmosférica revisitações aos discos anteriores da cantora. A poderosa “Drunk in Love” não somente revive a parceria de sucesso com o maridão Jay-Z de “Crazy in Love”, como surge se caracterizando como uma “versão amadurecida” do primeiro hit de Beyoncé em carreira solo. “Blow” se agarra nas referências oitentistas que já haviam ocupado o álbum “4”, enquanto a sétima faixa, “Jealous”, parece reviver o R&B altamente comercial que ocupou o terceiro e premiado disco da artista, “I Am… Sasha Fierce”. Tudo, porém, flui naturalmente, sem que as revitalizações sonoras soem aproveitadoras. Afinal, isso também faz parte do show, pois em seu novo disco, Beyoncé é, mais do que nunca… ela mesma.

Mas o que fala mais alto nesse disco são os sentimentos, afinal, nunca a cantora havia os explorado com tamanha maestria. Seja na estrutura dinâmica e futurista de “Haunted” ou em vias mais tradicionais, como as de “Rocket”, Beyoncé não nega a seus ouvintes o compartilhamento de suas mais íntimas emoções. Até quando ela se propõe a seduzir, como na extremamente sensual “Partition”, as coisas soam sinceras, e não uma simples apelação. É a parte visual da música falando alto.

Mas há de se dizer que o disco não é apenas Beyoncé, passando, na verdade, muito longe disso. Por trás das acertadas ideias da artista há um batalhão de colaboradores que fazem com que elas aconteçam da melhor forma. Em “Mine”, o rapper canadense Drake acaba ajudando (e muito) ao fazer da faixa uma das melhores colaborações dos últimos tempos, enquanto Frank Ocean implementa muitos dos conceitos de “Channel Orange” na subsequente, “Superpower”. Da mesma forma, o produtor Boots torna “No Angel”, a quinta faixa, em algo muito além do R&B comum com que ela poderia se caracterizar. Isso diminui os méritos de Beyoncé? Não, muito pelo contrário… Saber com quem andar é sempre um ponto positivo a ser considerado.

Sabendo onde pisar, Beyoncé abandona as inseguranças de outrora e exala confiança, a ponto de produzir algumas de suas melhores (quiçá as melhores) canções até o presente momento. E isso acontece quando os sentimentos de uma mãe de família são colocados acima de tudo. Fazendo da recente maternidade um tema relevante, ela brinca com a “participação especial” de sua filhinha na faixa final, “Blue”, e canta o amor de forma suave, como em “Heaven”, ou escancarando todo o poder que detém em suas mãos – caso de “XO”, a melhor canção do disco.

Por ser um disco que revela percepções muito íntimas de Beyoncé, o presente registro é um trabalho dedicado à família. Ao perceber que o bem-sucedido matrimônio e o nascimento de Blue Ivy fizeram a cantora evoluir não só como pessoa, mas também como artista, fica claro, mais uma vez, que a família é a base de todas as conquistas pessoais. Mesmo quem deseja fazer um grande disco de música pop precisa contar com o carinho e o apoio das pessoas a quem ama… E encontrando uma base sólida, tendo todas as condições de fazer o melhor trabalho possível, Beyoncé fez de seu último disco não “apenas” um ótimo registro audiovisual, mas o melhor álbum de sua carreira.

NOTA: 8,8

Track List:

01. Pretty Hurts [04:17]

02. Haunted [06:09]

03. Drunk in Love [05:23]

04. Blow [05:09]

05. No Angel [03:48]

06. Partition [05:19]

07. Jealous [03:04]

08. Rocket [06:31]

09. Mine [06:18]

10. XO [03:35]

11. Flawless [04:10]

12. Superpower [04:36]

13. Heaven [03:50]

14. Blue [04:26]

Clipes & Singles: Semana 09/2014

Clipes & Singles

Haim – If I Could Change Your Mind

O poderoso disco “Days Are Gone”, eleito por este blog como um dos melhores do ano passado, acaba de ganhar mais um registro audiovisual. Com uma bonita coreografia é que as garotas do Haim constroem seu mais novo clipe, referente à agradável “If I Could Change Your Mind”.

Silva – É Preciso Dizer

“Vista Pro Mar”, o novo álbum de Silva, tende a ser um proveitoso passeio por referências oitentistas. Se “Janeiro” já havia nos levado a pensar dessa forma, agora “É Preciso Dizer” reforça ainda mais a ideia. Próxima do synthpop melódico realizado pelas bandas europeias (principalmente inglesas) daquela década, a canção se comporta como uma sutil e hipnótica viagem por sentimentos tranquilos, evidenciados pela atmosfera tropical.

Tulipa Ruiz – Megalomania

Dançante, “Megalomania”, a nova música de Tulipa Ruiz, até parece ser a regravação de um antigo sucesso do movimento tropicalista, encontrando nos traços regionais, no forte ritmo e nos riffs psicodélicos de guitarra a sua identidade. Exótica, a canção demonstra o amadurecimento artístico da cantora, que mais uma vez parece disposta a fazer algo diferente do que estava acostumada.

Boogarins – Erre

Prestes a realizar seus primeiros shows internacionais, os goianos do Boogarins continuam com a promoção do disco “As Plantas que Curam” através do clipe de “Erre”, que mistura cenas de animação com imagens do primeiro show da banda em São Paulo, realizado no último mês de outubro.

Coldplay – Midnight

A nova música do Coldplay é relaxante, reconforta através de sua construção melódica minimalista, mas peca quanto à falta de originalidade. Mostrando mais uma vez que Chris Martin e seus companheiros não estão muito à vontade para criar, “Midnight” se parece muito com o que Bon Iver apresentou em seu aclamado disco homônimo de 2011. Enquanto a desconfiança já começa a pairar sobre os rumos sonoros que serão apresentados no próximo disco da banda, imagens psicodélicas constroem o clipe da canção.

Nação Zumbi – Cicatriz

Outra banda que está voltando é a Nação Zumbi. Com guitarras proeminentes e a participação Kassin nos sintetizadores, mas mantendo os tambores como um elemento importante, “Cicatriz” parece delinear o que o próximo disco do grupo, previsto para sair ainda nesse ano, irá nos oferecer: mais um convincente capítulo de reinvenção na discografia do grupo.

Leo Cavalcanti – Leve

Como é a nova música liberada por Leo Cavalcanti que figurará no novo disco do compositor, “Despertador”? Bem, “Leve” é, realmente, leve. Envolta no mesmo pop psicodélico que já havia sido apresentado na faixa-título do novo trabalho, a canção surge em meio a belos arranjos, acertos melódicos e boas sucessões dinâmicas, que atiçam nossos ouvidos para o que está por vir.

Damon Albarn – Lonely, Press Play

O primeiro álbum em carreira solo de Damon Albarn está por vir, e o líder do Blur e criador do Gorillaz continua a promover o futuro trabalho. Agora, com o um novo clipe, o música dá imagens ao single “Lonely, Press Play” através de filmagens realizadas por ele mesmo em países nos quais viajou, como Japão, Coréia do Norte, Islândia e Estados Unidos.

Luziluzia – Cosmic Melodrama

Na mesma semana que disponibilizou para audição seu primeiro disco de longa duração, “Come On Feel the Riverbreeze”, a banda goiana Luziluzia, na qual também integram integrantes do Boogarins, lançou seu primeiro clipe. A canção escolhida para preencher o registro audiovisual foi “Cosmic Melodrama”, e o bom resultado final você vê abaixo.

Beyoncé – Partition

Beyoncé já está acostumada a ter seus clipes entre os mais comentados, mas dessa vez ela parece disposta a arrebatar todos os olhares direcionados à música pop para si. Diva absoluta, a bela seduz os espectadores através de danças provocantes realizadas com pouca roupa… Um vídeo que já é tão marcante quanto àquele de “Single Ladies”.

Live Sessions: Edição 01

O título dessa nova seção do blog é auto-explicativo: se trata de uma compilação de performances ao-vivo. Nessa primeira edição, a Live Sessions explora as melhores performances desse último mês de janeiro, trazendo uma variedade de músicos, de variados estilos e de várias formas. O destaque óbvio fica para as performances que ocorreram na última edição do Grammy.

Daft Punk, Pharrell Williams, Nile Rodgers e Stevie Wonder no Grammy

Uma apresentação histórica. Na mesma noite em que o Daft Punk recebeu o prêmio de álbum do ano da academia, uma performance brilhante de “Get Lucky” colocou todo mundo na dança. Sobraram ainda espaços para trechos de canções de Nile Rodgers e Stevie Wonder.

Metallica e Lang Lang no Grammy

Outra performance épica do Grammy ocorreu quando o Metallica decidiu se unir ao pianista Lang Lang para apresentar o clássico “One”. Conseguindo alcançar o teor misterioso da canção, o pianista não decepcionou nessa performance curiosa, que apenas o fãs mais puristas (e chatos) não curtiram.

Lorde no Grammy

Outra artista que não poderia ficar de fora, de jeito nenhum, da maior premiação da música, é a neozelandesa Lorde. Grande destaque no ano de 2013, a cantora apresentou no prêmio a canção “Royals”, através da qual ela se tornou um grande sucesso mundial. Em uma performance que chocou os que ainda não a conheciam, a jovem usou um clima misterioso como pano de fundo para sua inusual coreografia.

Beyoncé e Jay-Z no Grammy

Mais um pouquinho da última edição do Grammy… Dessa vez, com o casal mais famoso da música mundial. Em parceria com o maridão Jay-Z, Beyoncé apresentou ao público a primeira performance ao-vivo de “Drunk In Love”, grande single do último disco da cantora, auto-intitulado, lançado no último mês de dezembro.

Mallu Magalhães no X Factor Português

Aproveitando que está em turnê por Portugal, Mallu Magalhães fez uma participação especial no programa X Factor, tocando a música “A Velha e a Louca”, faixa de seu último álbum, o aclamado “Pitanga”, de 2012, que calou a boca de muita gente chata por aí.

Arctic Monkeys no David Letterman

Ainda promovendo o bem recebido “AM”, os ingleses do Arctic Monkeys participaram do programa de David Letterman, e lá se apresentaram com a viciante “Do I Wanna Know?”, canção que é um dos grandes destaques do novo registro. Mais uma prova de que, definitivamente, o conjunto conquistou os gostos do público norte-americano.

Arcade Fire no Triple J

Continuando de forma certeira a promover o ótimo “Reflektor”, que figurou em segundo lugar na nossa lista dos 30 melhores álbuns internacionais de 2013, os canadenses do Arcade Fire tocaram algumas canções com novos arranjos no Triple J. O destaque fica para a versão “acústica” de “Normal Person”.

Vanguart Ao Vivo no Jardim de Inverno

O projeto “Ao Vivo no Jardim de Inverno”, do apresentador (e também cantor) Chay Suede, é uma das coisas mais legais que apareceram nos últimos meses quanto à música alternativa brasileira. Convidando amigos para tocar no jardim de inverno de sua casa, Suede aderiu a uma ideia simples, mas bastante assertiva, principalmente para aquele público que não consegue ver o show das bandas (ou músicos) que gosta e nem consegue encontrar vídeos de performances ao-vivo desses músicos em boa resolução de som e imagem no YouTube. Convidados a gravar para o canal, a galera do Vanguart surpreendeu ao tocar nada mais, nada menos, que uma canção do grupo Molejo.

Stephen Malkmus and The Jicks no Ce Soir (Ou Jamais!)

Promovendo a todo vapor seu último disco, “Wig Out at Jagbags”, Stephen Malkmus e seus companheiros da banda The Jicks se apresentaram na TV francesa, mais precisamente no programa “Ce Soir (Ou Jamais!). Aproveitando o bom resultado do último disco, eles resolveram encher a apresentação de músicas do novo trabalho, entre elas “Lariat”.

Emicida e MC Guimé no Caldeirão do Huck

Após um ano premiado, o rapper Emicida começa o ano de 2014 em alta na mídia. Após participar do programa “Altas Horas”, o músico desembarcou no programa de Luciano Huck, em parceria com MC Guimé, para apresentar ao-vivo a música “Gueto”, uma das faixas do aclamado disco “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”.

Clipes & Singles: Semana 51/2013

Clipes & Singles

Enquanto nossos ouvidos são inundados pelos sinos de natal, pela tradicional risada do Papai Noel e pela versão da brasileira Simone para “Happy Xmas (War Is Over)”, um pequeno grupo de artistas se aventura pela nebulosa atmosfera da música natalina para apresentar novos aspectos sonoros e visuais de sua obra. Portanto, a seção Clipes & Singles surge mais uma vez, e acredite, sem nenhuma daquelas clássicas músicas de natal. Sem sino pequenino, sem sapatinho na janela do quintal.

Beyoncé feat. Jay-Z – Drunk in Love

Beyoncé chocou o mundo da música pop ao lançar, de surpresa, o quinto exemplar de sua discografia. Auto-intitulado, o disco mostra a evolução definitiva da cantora, que encara (apesar dela não ter avisado para ninguém) um projeto pra lá de audacioso. Quatorze canções e dezessete vídeos constroem o conceito de um “álbum visual”, amarrando com primor a excelência musical da diva com intenções pretensiosas, que já se mostravam, diga-se de passagem, necessárias para uma artista extremamente visada como ela. Em um dos vídeos referentes ao trabalho, a artista volta a contar com a ajuda do maridão Jay-Z, recriando a atmosfera que havia sido apresentada, anos atrás, no bem recebido single “Crazy in Love”. Se trata de “Drunk in Love”, em que o R&B e o rap se unem em uma base que só atesta a grandiosidade que entorna a família Carter.

Leo Fressato – Veranizar

Mais uma faixa sensível do bonito “Canções para o Inverno Passar Depressa”, primeiro álbum do curitibano Leo Fressato, “Veranizar” ganha um vídeo em que as imagens urbanas, carregadas de melancolia, ganham um novo significado enquanto iteram-se com os sutis rumos líricos da canção. A separação em confronto com a união, o misto de beleza e tristeza, e o aspecto tocante intocável do conjunto arquitetam, no fim, mais um certeiro registro audiovisual relativo ao primeiro álbum do compositor – que já havia apresentado, há pouco tempo, o belíssimo clipe para a canção “Enquanto Eu Não”.

Chlöe Howl – Rumour

Uma das grandes revelações do ano, a britânica Chlöe Howl apresenta agora, no finzinho do ano, o clipe para a música de maior destaque do seu primeiro EP, lançado em março. “Rumour”, agora transfigurada em single, tem tudo para ser um sucesso, preparando um terreno sólido para o futuro primeiro disco da ruivinha. Batidas magnificamente programadas, uma extensão épica de sintetizadores, um refrão poderoso e um clima enevoado ganham uma assertiva sequência de imagens, que alocam Howl em um tenso torneio de xadrez, em que a cantora, no fim, é quem se torna a grande vencedora.

The Vaccines – I Wish I Was a Girl

Quando se fala em povo árabe, lá vem aquele senso comum: pessoas em largas vestes, orando em cima do tapete, encantando cobras com uma flauta e mulheres dançando com o ventre. Mas nem tudo é assim, ou melhor: o que fica para nós, geralmente, é uma imagem distorcida, muito mais caricata do que real. É a mesma situação em que vemos o Brasil, no olhar dos estrangeiros, como a terra das bananas e dos macacos. No novo clipe do The Vaccines, que explora os sons de “I Wish I Was a Girl”, faixa do último disco da banda, “Come of Age”, impressões prontas são quebradas enquanto o cotidiano de três jovens árabes é revelado. Às vezes, nem tudo é como a gente pensa, não é verdade?

James Vincent McMorrow – Red Dust

A cada dia que passa, 2014 se mostra um ano cada vez mais interessante para a música – e olha que o ano ainda nem começou. Previsto para janeiro, e já apontado como um dos possíveis melhores discos dos próximos doze meses, “Post Tropical” tem uma de suas faixas, “Red Dust”, revelada em vídeo. Impregnada no mesmo conceito pregado por projetos como Bon Iver e Phosphorescent, a canção não deixa de apresentar, porém, uma intensa novidade, em que McMorrow funde, com primor, as bases tradicionais da música country com novos elementos da música, em proximidade com arranjos eletrônicos. Transformada em imagens através de um clipe formidável, a canção encontra nas amarguras do vídeo uma contemplação natural dos rumos soturnos de suas bases lírica e sonora.

Tears For Fears – My Girls

Os veteranos Roland Orzabal e Curt Smith, integrantes do duo Tears for Fears, parecem cada vez mais interessados nos rumos atuais da música. Depois de terem remixado “Ready to Start”, do Arcade Fire, chegou a vez do Animal Collective, outra banda de destaque da atualidade, ser visitada pela eletrônica oitentista do dueto. Em “My Girls”, a personalidade dos ingleses é imprimida mesmo que os sentimentos da gravação original da canção não sejam perdidos, encontrando em um vídeo com imagens em 3D o delineamento mais assertivo para o acompanhamento dos sons sintetizados. O próximo álbum do Tears For Fears sai em 2014, e os remixes citados devem fazer parte do futuro registro.

Phantogram – Black Out Days

Demorou, mas o segundo álbum do Phantogram finalmente está para ser lançado. Sucessor do aclamado “Eyelid Movies”, de 2009, “Voices” deve encarar, de uma forma ainda mais intensa, o universo musical proposto pelo casal Sarah Barthel e Josh Carter anos atrás. Repleta de aventuras sonoras, diluindo em menos de quatro minutos diversas vertentes e diferentes épocas, “Black Out Days” ganha um clipe em que a voz de Barthel é acompanhada por uma colagem intrigante de imagens, que acaba criando um turbilhão de sentimentos, que vaga entre diferentes direções, brincando com a nossa percepção de oposição.

Metronomy – I’m Aquarius

Se com “Love Letters”, seu novo álbum a ser lançado no mês de março, o Motronomy deseja voar alto, a banda não poupa distâncias ao alocar o vocalista Joseph Mount em uma viagem pelo espaço. No clipe de “I’m Aquarius”, o tom vermelho se amarra à letra da canção enquanto Mount primeiramente experimenta a solidão de sua espaçonave, para depois aterrissar em um planeta habitado por alienígenas. Revisitando clássicos do cinema de ficção-científica, o clipe parece se relacionar de forma perfeita à estética futurista proposta pelos rumos sonoros do grupo.

Moby – Almost Home

A música eletrônica sempre pede clipes super-produzidos, não é verdade? Efeitos energéticos, luzes hipnotizantes, cenários fantásticos… Mas Moby, logo ele, um dos verdadeiros cardeais do gênero, demonstra pensar diferente. Nenhum dos elementos que comumente dão imagens às música eletrônicas aparecem no novo clipe do músico. Na realidade, o renomado produtor quis, dessa vez, atingir o sentimento das pessoas. No vídeo de “Almost Home”, Moby mostra os versos da canção na companhia de animais para adoção do instituto Best Frinds Animal Society.

Jose Gonzalez – Stay Alive

Melancolia e beleza preenchem tanto os rumos sonoros quanto o clip de “Stay Alive”, canção de Jose Gonzales e parte integrante da trilha sonora do filme “A Vida Secreta de Walter Mitty”, película que insere Ben Stiller em uma inédita concepção dramática. Bucólica e altamente sentimental, a canção passeia por belíssimos arranjos instrumentais que são acariciados pelo sereno vocal de Gonzales, enquanto o clip é recheado por diversas referências à produção cinematográfica de Stiller.

2013: Magna Carta Holy Grail – Jay-Z

Magna Carta Holy Grail

Por: Renan Pereira

“Magna Carta Holy Grail” é um disco minuciosamente projetado. Contendo um título pretensioso, apostas de fácil receptividade e a batuta de um dos maiores rappers da história, o álbum se mostra como um produto inteligentemente pensado para ser um sucesso de vendas… mas incapaz de acrescentar qualquer concepção coerente à carreira de Jay-Z. Comercializado em parceria com a Samsumg, o registro pode até não ser descartável em sua totalidade, mas é a tentativa desnecessária de construir algo que já está de pé, remoendo os êxitos criativos do rapper a fim de alcançar um bom resultado financeiro. Um elefante branco, caro e imponente, mas totalmente irrelevante quando comparado a clássicos como “The Blueprint” e “American Gangster”, obras em que Jay-Z trabalhou com mais originalidade e sinceridade.

Não, “Magna Carta Holy Grail” não precisava ser necessariamente mais um clássico. Ainda que não consiga mais acertar tanto quanto em suas maiores obras, é evidente que Jay-Z ainda tem muita lenha para queimar – como pode ser muito bem observado no recente “Watch the Throne”, álbum em que ele trilhou um caminho consistente em parceria com Kanye West. O problema maior é quando algo que parecia nascer grande acaba se revelando, na verdade, um conjunto de erros. Nem parcerias com grandes nomes da atualidade, como Justin Timberlake, Frank Ocean, Pharrell Williams, Timbaland e Beyoncé, conseguem fazer com que o disco soe relevante, até porque o que “Magna Carta Holy Grail” busca é, acima de tudo, reviver as glórias passadas de Jay-Z através de concepções fáceis e copiosas.

Os êxitos de “Suit & Tie”, por exemplo, são convertidos em esquisitice em “Holy Grail”. Timberlake até se esforça para fazer desta uma concepção atraente, se relacionando diretamente com seus últimos trabalhos, mas o que temos, no fim, são traços tortuosos e incoerentes que significam algo pior do que um simples “mais do mesmo”. Embora não reflita todo o álbum, a primeira faixa parece deixar claro que Jay-Z não está em seus melhores momentos, e as seguintes, “Picasso Baby” e “Tom Ford”, só conseguem mostrar que o rapper realmente não conseguiu se desgrudar das obviedades.

Incapaz de construir algo grande, Jay-Z tenta alcançar o épico através de músicas que revivem antigos números de sua carreira; exemplo de “FuckWithMeYouKnowIGotIt”, resumo copioso da sonoridade outrora apresentada em “The Black Album”. Se isso não bastasse, o rapper tenta utilizar de forma desesperada os êxitos recentemente alcançados por seus colaboradores, para tentar fazer de sua música algo ainda atual: se em “Holy Grail” ele havia tentado alcançar a sonoridade de “The 20/20 Experience”, em “Oceans” ele acaba expondo uma versão errônea dos conceitos de “Channel Orange”, como se a canção fosse uma sobra de estúdio (descartada por incoerência) da grande obra de Frank Ocean.

Mas nem todos os erros partem de Jay-Z. Apesar de ter sido tratado com luxuosidade, nem na produção o álbum mostra-se consistente: Timbaland, um dos maiores produtores da atualidade, se limita ao óbvio e sequer consegue inserir no disco suas marcas registradas; faixas como “F.U.T.W.” e “Somewhereinamerica” soariam muito melhor se o produtor tivesse realizado o trabalho que dele se espera. Se há acerto na produção, há vazio nas palavras – uma grande surpresa negativa quando oriunda de um mestre dos versos… “Crown” até caminha por um terreno sonoro mais sólido, mas só é capaz de representar um bom resultado a quem não entende a língua inglesa. Perdendo-se em letras vazias, Jay-Z não consegue fazer em “Magna Carta Holy Grail” justiça à fama que conquistou.

“Heaven” contém samples líricos de “Losing My Religion”, do R.E.M., mas não passa de um resultado óbvio e repetitivo. “Versus” é apenas uma introdução para “Part II (On the Run)”, a melhor música do álbum, em que Jay-Z finalmente alcança uma concepção grandiosa ao contar com a ajuda da esposa, a diva pop Beyoncé Knowles. A décima-segunda, “Beach Is Better”, também é uma espécie de introdução, abrindo caminho para “BBC” inundar nossos ouvidos com uma sonoridade especialmente tosca e versos que pouco remetem à grande capacidade lírica de Jay-Z.

Entre os poucos acertos do álbum encontra-se “JAY Z Blue”, faixa que revive com proezas The Notorious B.I.G., um dos maiores nomes da história do hip hop, assassinado há dezesseis anos. Já “La Familia” e “Nickels and Dimes” arrastam o álbum para um desfecho cansativo, mostrando que a carreira de Jay-Z precisa ser urgentemente reinventada. Infelizmente, ele preferiu permanecer na zona de conforto ao invés de se arriscar por um caminho ineditista, jogando para escanteio toda a carreira inventiva que construiu com maestria durante as duas últimas décadas.

Por ser recheado de apostas fáceis, o que se espera é que “Magna Carta Holy Grail” venda muito bem, fazendo com que a piscina de Jay-Z transborde ainda mais de dinheiro. Ele ficará feliz, provavelmente comprará um novo carro, dará jóias de grande valor a sua bela esposa e brinquedos nada simplórios a sua filhinha. Ganhar dinheiro é bom, é algo todo mundo gosta (e precisa), mas é triste ver um artista tão representativo se entregando a rumos puramente comerciais. “Magna Carta Holy Grail” é um álbum que renderá entrevistas, comerciais, muita visibilidade na mídia… Mas, no fim das contas, as únicas notas altas que podem ser dadas a ele se referirão às verdinhas.

NOTA: 4,0

Track List:

01. Holy Grail [05:48]

02. Picasso Baby [04:05]

03. Tom Ford [03:09]

04. FuckWithMeYouKnowIGotIt [04:03]

05. Oceans [03:58]

06. F.U.T.W. [04:02]

07. Somewhereinamerica [02:28]

08. Crown [04:33]

09. Heaven [04:03]

10. Versus [00:51]

11. Part II (On the Run) [05:33]

12. Beach Is Better [00:55]

13. BBC [03:12]

14. JAY Z Blue [03:50]

15. La Familia [03:33]

16. Nickels and Dimes [05:03]

2011: 4 – Beyoncé

Beyoncé Knowles é, sem dúvida, uma das divas da música pop atual. Dona de uma musicalidade extremamente radiofônica, que agrada a muitos, acabou experimentando em seu novo álbum, porém, uma releitura de suas principais influências, se estendendo dos anos sessenta até alguns elementos do indie pop atual. Segundo a própria, estando com vontade de dar um tempo quanto a trabalhos radiofônicos, e sentindo uma imensa vontade de fazer algo mais introspectivo, acabou partindo para algo bastante diferente a seus álbuns anteriores. “4” é mais maduro, mais completo e com mais influências clássicas, oriundas da música africana tradicional, da soul music, do funk e do rock.

Em “4” é de muito fácil observação a intenção de Beyoncé em se afastar da cena pop atual dos Estados Unidos, de Rihanna, Gaga e Perry, onde as canções e os álbuns se mantem presos ao conceito eletrônico, em que a base para a música pop são as batidas enlouquecedoras e o ritmo dançante, porém de fraco peso melódico. Crescendo tanto pessoalmente quanto musicalmente, Beyoncé vive um novo momento em sua carreira, onde, mesmo sem deixar os singles pegajosos de lado, há um maior espaço para uma sonoridade mais trabalhada, mais artística. Porém, o álbum não se arrisca muito, com Beyoncé optando pelo seguro ao tratar de influências antigas – e já prontas – em baladas tranquilas.

A primeira faixa do álbum, “1+1”, nos traz um resultado conhecido, mas que para Beyoncé não parece tão óbvio assim; com belos riffs de guitarra e fortes influências de soul music, nesta balada a cantora se sente segura para lidar de forma certeira com as nuances de sua atuação vocal, sabendo medir de forma competente os alcances, com uma voz que às vezes pode parecer trêmula, mas que assim propositalmente é feita para adquirir um tom mais sentimental. Em “I Care” é possível se destacar mais a caprichosa produção do álbum, digna para uma das cantoras mais famosas da atualidade; a canção é uma power-ballad, bastante competente, onde, assim como na faixa anterior (e em praticamente todo o álbum) há a exploração de sentimentos introspectivos, que são apoiados novamente por um belo vocal e uma guitarra melódica.

“I Miss You” é uma balada calma e surpreendentemente bela, com fortes inspirações no pop-soul do final da década de setenta e do início da de oitenta; com esta faixa, fica claro que a Beyoncé não se preocupa com modismos, fazendo com que, numa época em que as batidas pesadas e a inundação de sintetizadores são vistos como elementos cool, a calmaria e o silêncio sejam seus principais aliados para construir belas canções. A voz da cantora se mostra especialmente forte em “Best Thing I Never Had”, uma música construída em base de piano que pode lembrar o que Adele tem feito; a produção se mostra competente, sabendo medir os elementos de forma certeira, dando para o poderoso refrão o destaque necessário. “Party” parece ser um alento para quem sempre se acostumou com uma Beyoncé bastante ligada ao hip-hop – mas, apesar do rapping de André 3000 e da produção de Kanye West, não espere o ouvinte uma canção agitada; a música é mais uma balada, consciente, competente apesar de exigir menos da voz da cantora, em que os elementos de hip-hop até chegam a acrescentar.

“Rather Die Young” é outra canção bem produzida e com influências antigas, e essa releitura eleva Beyoncé a um outro nível; apesar de investir em fórmulas prontas, estas se mostram de muito melhor gosto e bem menos óbvias que as utilizadas pela grande maioria das pop stars atuais – em “4” há uma busca por um som mais básico, mais adulto, mas nem por isso mais insosso. O apelo comercial ainda está presente, mas de forma menos gritante e não exagerada, se contrapondo ao irregular (mas comercialmente vencedor) “I Am… Sasha Fierce”. “Start Over”, porém, apresenta uma estrutura sonora um pouco estranha, apesar da letra investir na mesma fórmula das demais músicas do álbum; mas o destaque é a voz de Beyoncé, e sua performance continua soando bastante competente. Se ela ainda tem inseguranças, soube esconder muito bem.

“Love On Top” diz tudo o que o “4” queria pronunciar desde o seu início; é sentimental, íntimo, de uma sensualidade não vulgar, onde Beyoncé se mostra madura, uma mulher feita, onde a chagada da idade dos 30 anos é capaz de interferir diretamente nos rumos de seu trabalho. Na sequência, ironicamente, vem “Countdown” e depois “End of Time”; a primeira é um dos poucos momentos em que a Beyoncé dos álbuns anteriores dá as caras, e a segunda, com seu ritmo quente, africano, parece querer dizer que aquele mundo musical em que Beyoncé vivia acabou. “I Was Here” emociona, com uma performance perfeita de Beyoncé, em que o acompanhamento do piano, dos violinos e da entorpecente guitarra cria o clima perfeito para a cantora brilhar.

O álbum não acabou ainda, mas poderia muito bem ter se findado na faixa 11; a décima-segunda, “Run the World (Girls)”, é provavelmente uma das piores músicas já feitas por Beyoncé, uma vinheta sem-graça que encerra o “4” negativamente; ela lembra até a famigerada “Singles Ladies (Put a Ring on It)”, ou seja, uma música para clip, feita para Beyoncé dançar e mostrar suas curvas – nada contra, muito pelo contrário, mas poderia ter sido lançada apenas como single, pois ficou muito mal alocada no álbum “4”.

A ideia que se tem após se ouvir o “4” é que Beyoncé está segura como nunca, totalmente ciente do que fazer e com o controle total de sua carreira. Ela cresceu bastante, e hoje é a “Sra. Jay-Z” com 30 anos e com uma filha pra criar – e seu último álbum está bem a par do que ela é hoje. Isto é, um trabalho introspectivo, buscando fortalecer as ideias da cantora.

Com músicas pouco arriscadas, alocadas em fórmulas prontas, mas que dão um belo upgrade na cena pop atual, Beyoncé construiu um álbum maduro e competente, se consolidando como uma das principais artistas da música pop.

NOTA: 7,1

Track List:

01. 1+1 (Nash/Stewart/Knowles) [04:33]

02. I Care (Bhasker/Hugo/Knowles) [03:59]

03. I Miss You (Ocean/Taylor/Knowles) [02:59]

04. Best Thing I Never Had (Edmonds/Dixon/Knowles/Smith/Taylor/Griffin/…) [04:13]

05. Party (West/Bhasker/Knowles/André 3000/Mills/Davis/Walters) [04:05]

06. Rather Die Young (Bhasker/Steele/Knowles) [03:42]

07. Start Over (Taylor/Knowles/Dean) [03:19]

08. Love on Top (Knowles/Nash/Taylor) [04:27]

09. Countdown (Nash/Taylor/Knowles/Dean/Lamb/Frost/Bivins/Morris/Morris) [03:32]

10. End of Time (Knowles/Nash/S. Taylor/D. Tayor) [03:43]

11. I Was Here (Warren) [03:59]

12. Run the World (Girls) (Nash/Knowles/Pentz/Taylor/Palmer/van de Wall) [03:56]

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