Experimente: O rock poético de André Prando

Por: Renan Pereira

Um “rock esperto autobiográfico”. Assim é que o capixaba André Prando define a sua música. Aliás, é muito bem ver que, dentro do cenário alternativo, existem ainda novos nomes preocupados com todos os tipos de detalhes: dos riffs de guitarra, das destacadas linhas de baixo, das letras inteligentes e do vocal caprichado. Isso é, sem dúvida, esperteza. Ponto positivo para quem deseja atrair não apenas os ouvidos do público alternativo, mas também daquela galera que ficou órfã com a decadência das grandes bandas do rock clássico.

Os instrumentais de Prando são fortes, mas o grande destaque de suas canções está nos versos. Poéticos, os rumos líricos encontram referências não apenas no cotidiano, mas também na arte em geral. Para isso, Prando aceita a árdua tarefa de inserir na música popular toques de William Blake, Castaneda, Tolstoi e Dostoiévski.

“Estranho Sutil”, o primeiro disco de Prando, deverá ganhar vida ainda nesse ano. Por enquanto, podemos degustar um ótimo aperitivo no EP “Vão”, em que quatro convincentes faixas nos apresentam ao senso composicional do músico. A seguir, uma pequena entrevista de Prando para o RPblogging nos ajuda a conhecer um pouquinho mais desse promissor artista.

Quando e por que você começou a compor?

Acho que tudo começa quando você se liga de alguma forma com a arte pela primeira vez e contrai a tal doença. Eu desenho desde criança, lembro de ficar rabiscando os livros também, foliava sem saber ler. Sem saber o que estava fazendo eu até rabisquei uma pintura de William Blake, ouvia LP do Raul em casa, etc. Mas bem… desde moleque eu escrevia poesias (pensemos em 1998 aí, 8 anos). Quando tinha tarefa de escrever alguma coisa na escola eu sismava em escrever poesia, a professora ficava puta pra disfarçar o encanto. Aos 13 anos, quando comecei a aprender violão, minha intenção era aprender a tocar para poder compor.

Quais são as suas principais referências musicais?

Penso que pra sacar o lance da identidade na voz, quem me ajudou foram os dinossauros Axl Rose, Steven Tyler, Eddie Vedder. Sempre gostei muito do respectivo som de cada um deles. Nomes que me influenciaram em N formas foram nomes como Sérgio Sampaio, Raul Seixas, Mutantes, Humberto Gessinger, Zé Ramalho, Beatles, Doors… vou vagando por aí nos clássicos.

Seu primeiro trabalho de longa duração terá ligações com o presente EP?

A 4ª faixa do EP se refere, entre outras coisas, à composição “Inverso ano luz”, que deve ser a faixa 1 do CD. Já é alguma coisa, né? (risos). Bem, as músicas se misturam, no CD terão músicas que foram compostas antes de algumas que vieram no EP, temas que ainda se encontram, e tal… Mas a cara do som possivelmente será outra, espero. Assim como o EP tenta, em 4 faixas, explorar algumas coisas diferentes, no CD eu exploro diferentes ingredientes também. Obs.: Não terá música repetida.

Como você define a sua música?

Autobiográfica… um Rock Esperto.

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