Clipes & Singles: Semana 02/2014

Clipes & SinglesCom o verão pegando firme, e o sol rachando nossos miolos, há espaço até para água no Clipes & Singles da segunda semana de 2014. Se nomes como Bombay Bicycle Club, Silva e Vampire Weekend querem te refrescar, o melhor a se fazer é acompanhar os vídeos abaixo, resumindo o que de mais importante rolou na música na semana passada.

Tiago Iorc – What Would You Say

Nostalgia é a palavra-chave de “What Would You Say”, segunda faixa de “Zeski”, último disco de Tiago Iorc. Isso porque o lançamento da música como single está diretamente relacionado com a sua presença na trilha-sonora do filme “Confissões de Adolescente”, que revive uma série de sucesso dos anos noventa, que se passava na TV Cultura. Talvez para acompanhar a base empoeirada da canção (e até mesmo da película), o clipe revive imagens filmadas em Nova York (cidade “xará” do compositor) há mais de um ano. O resultado? Muita melodia e sentimento acompanhando um bonito vídeo.

James Vincent McMorrow – Gold

Liberando mais um aspecto de seu novo disco, o bem-recebido “Post Tropical”, James Vincent McMorrow acaba enfatizando, com “Gold”, o cenário dolorido em qual a sua música está inserida. Em um conjunto lírico especialmente sisudo, em que o músico se resigna a sua tristeza, envolve-se um inteligente (e bonito) jogo instrumental, mesclando o folk alternativo de Bon Iver com concepções clássicas do R&B. “Post Tropical” pode até ser um disco tristonho, mas é a maior e mais feliz surpresa que a música mundial nos revelou nesses primeiros dias de 2014.

King Krule – A Lizard State

“6 Feet Beneath the Moon”, o primeiro disco do jovem King Krule, pode até não ter sido o melhor disco de estreia de 2013, mas foi, sem dúvida, o mais curioso. Comportando uma musicalidade torta, que mistura gêneros e brinca com nossas percepções a todo instante, o álbum amarra-se a um cenário misterioso através de rumos vocais e instrumentais pouco usuais. Para complementar a atmosfera que envolve o músico, o clipe de “A Lizard State” agarra-se às produções cinematográficas de Alfred Hitchcock (mais precisamente a “Disque M para Matar”), e conta inclusive com uma “participação especial” do diretor. Uma adaptação mais do que assertiva, transformando, mais do que nunca, a música de King Krule em uma concepção pra lá de macabra.

Jake Bugg – A Song About Love

Há quem odeie Jake Bugg, devido ao exagerado tratamento que ele vem recebendo por parte da mídia inglesa desde sua estreia. Apontado como “herdeiro de um trono” que um dia já teria sido de Paul McCartney e, mais recentemente, de Noel Gallagher. Somado a isso, o apadrinhamento do antigo frontman do Oasis aumenta a louvação dada ao jovem pelos órfãos do britpop. Ele não é o “salvador da música britânica”, até porque ela continua muito bem, obrigado. Bugg é um jovem que ainda tem que comer muito arroz e feijão, mas é inegável que ele vem evoluindo. Uma das melhores faixas do razoável “Shangri La”, a romântica e naturalmente melódica “A Song About Love” ganha um bonito clipe, um aperitivo para quem espera com ansiedade a presença do músico em terras tupiniquins, no festival Lollapalooza.

Woods – Leaves Like Glass

Mais uma canção típica do Woods, que prepara o terreno para mais um típico disco do Woods. Um “mais do mesmo” constante, mas que não significa, necessariamente, algo ruim. Cada vez mais sessentista (e psicodélico), o som da banda nova-iorquina ganhará uma concepção não tão nova assim no disco “With Light and With Love”, cujo lançamento está previsto para o dia 15 de abril. O primeiro single do futuro disco, “Leaves Like Glass”, mostra a banda se sentindo à vontade em sua atmosfera habitual, jorrando melodia e bonitos arranjos instrumentais a todo instante. Uma boa pedida para um fim de tarde.

Angel Olsen – Hi-Five

As guitarras estão substituindo os violões no contexto musical de Angel Olsen. Inserida em um surpreendente cenário raivoso, a cantora vê suas possibilidades aumentarem ao abraçar uma concepção altamente expansiva, mesclando o country e o folk de décadas passadas sem soar retrógrada. Muito pelo contrário, Olsen faz de suas raízes um aspecto de novidade e de puro crescimento. No vídeo, uma pista de dança esvaziada servem de acompanhamento para os consistentes versos da compositora.

Speedy Ortiz – American Horror

Depois da boa estreia com o disco “Major Arcana”, a banda Speedy Ortiz parece se inclinar a uma adaptação mais comercial de sua suja base musical. Com vocais límpidos, Sadie Dupuis faz com que a sonoridade característica do grupo atinja uma nova dimensão, pensada para os ouvidos do público de massa, e embebida no power-pop. Ainda que os arranjos continuem sujos e as guitarras barulhentas, são os rumos melódicos acolhedores que envolvem “American Horror”, segunda faixa do futuro EP “Real Hair”.

Bombay Bicycle Club – Luna

Gosta de ver aquelas bonitas apresentações de nado sincronizado? Então o novo clipe do Bombay Bicycle Club, referente à canção “Luna”, se comporta como um prato cheio. Com uma dança perfeitamente sincronizada, um grupo de garotas perfaz, no meio da água, o perfeito acompanhamento de imagens para as bases sonoras da canção, que demonstram uma concepção característica do grupo britânico – um tanto quanto recorrente, visto que há algum tempo a banda parou de evoluir o seu som.

Vampire Weekend – Con Te Partirò

“Sweetheart”, a coletânea anual da Starbucks para o dia dos namorados (lá nos Estados Unidos, o Valentine’s Day), costuma pregar surpresas aos ouvintes. Sempre trazendo regravações curiosas, o disco agora traz a aclamada banda Vampire Weekend fazendo uma versão pra lá de diferente de “Con Te Partirò”, clássico do tenor italiano Andrea Bocelli. Ainda que o clima soturno traga alguma relação com a produção de “Modern Vampires of the City”, a banda encara um cenário totalmente novo: ao invés dos arranjos eruditos da versão original, com Ezra Koenig cantando cercado por um clima quente, permeado por batidas características do reggae. Surpreendente.

Silva – Imergir

Embora Silva esteja preparando o lançamento de um novo disco ainda para 2014, o seu primeiro álbum, “Claridão”, ainda dá o que falar. Um clássico imediato da música Lo-Fi brasileira, o disco contém, em seu ótimo conjunto de músicas, vários singles em potencial. E o músico, de forma correta, explora essa capacidade de seu disco lançando mais um clipe: dessa vez para a canção “Imergir”. Próximo das concepções introspectivas de James Blake em “Overgrown”, o vídeo, dirigido por Julio Secchin, ambienta perfeitamente os rumos sintéticos da canção.

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