Lista: Os 30 Melhores Álbuns Nacionais de 2013 [10-01]

Os 30 Melhores Álbuns Nacionais de 2013

[30-21] [20-11] [10-01]

Museu de Arte Moderna10. Museu de Arte Moderna – Bonifrate

Gênero: Folk Psicodélico

O psicodelismo sempre encontrou uma boa morada nas mãos de Marcelo Bonifrate. Adepto das viagens coloridas, o líder do Supercordas faz de sua carreira solo uma extensão dos experimentos de sua banda, encarando, em cada passeio sonoro, as mais fantásticas concepções. Em seu mais novo disco, “Museu de Arte Moderna”, Bonifrate continua a vagar pelas vias lisérgicas, mas encarando, em cada canção, um significado de novidade… É como se o músico, sentindo-se com totais condições de evoluir, topasse rumar por novos caminhos.

Ao mesmo tempo em que brinca com velharias, “Museu de Arte Moderna”, como seu próprio título pode transparecer, abraça novas concepções. Indo além do folk psicodélico de outrora, Bonifrate abraça diversas vertentes, brinca de Bob Marley e tromba com os australianos do Tame Impala. Mesmo que a estética Lo-Fi ainda se mostre presente, o músico se mostra aberto a novas concepções, fazendo de seu novo trabalho um claro exercício de superação.

Até mesmo as atmosferas hipnotizantes alcançam novos níveis. Surpreendendo o ouvinte a cada faixa, “Museu de Arte Moderna” faz os cenários campestres em que Bonifrate costumava caminhar se transformarem em centros urbanos. Embora as aventuras do músico continuem chapadas, agora elas se concentram em ruas rodeadas por muros e paredes. Afinal, o folk também pode ser urbano, e a música inspirada no velho cancioneiro não precisa se prender aos pastos e plantações.

Solana09. Veneza – Solana

Gênero: Indie Rock

Um sentimento de dualidade envolve o terceiro álbum da banda Solana. Ainda que represente o ápice artístico do grupo capixaba, “Veneza” marca a saída do vocalista Juliano Gauche, que decidiu investir em sua carreira solo. Saindo do Espírito Santo e estabelecendo-se na capital paulista, Gauche acabou se aproximando de Tatá Aeroplano (que se tornou o seu produtor artístico), Peri Pane e Junior Boca. O processo de gravação de “Veneza” foi complicado, durou cinco anos e alguns até duvidaram que, algum dia, o disco seria lançado… Gauche sentiu que não conseguiu levar a banda até onde gostaria, e a melancolia poderia abater as águas de “Veneza”.

Mas, felizmente, não é isso o que acontece. O clima de despedida de Gauche pode até ser sentido, mas ao abrir espaço para o senso composicional de todos os integrantes, o álbum abre-se a uma fluidez que só pode caracterizar o auge do conjunto. Entrosados, os músicos experimentam novos caminhos, brincam com sua própria essência, aproximam a grande distância que havia entre os dois discos anteriores e enfrentam os novos rumos da música brasileira. Entendem que o conterrâneo Silva está ditando as regras, e que o indie rock se transformou. Ainda que o Solana continue renovando velharias, o que “Veneza” apresenta é um constante sentimento de que tudo gira em torno de novidades. Se o registro demorou cinco anos para ser finalizado, esses últimos anos parecem ter sido convertidos na nova música do Solana.

Cavalo08. Cavalo – Rodrigo Amarante

Gênero: MPB

Depois de marcar época no Los Hermanos, flertar com o samba na Orquestra Imperial e excursionar pelo mundo com o Little Joy, Rodrigo Amarante finalmente nos apresenta o seu primeiro e tão aguardado trabalho solo. Resultado natural do que o músico vem desenvolvendo nos últimos anos, “Cavalo” aconchega onze belas composições em um ambiente especialmente intimista, tímido apesar da grande bagagem musical que o constrói. De olhos atentos ao que acontece lá fora e aqui no Brasil, Amarante sente-se à vontade para explorar os novos rumos da música alternativa, mas sem se esquecer das velharias que vem acompanhando a sua carreira há algum tempo: existem, durante o disco, pequenos toques de samba, bossa-nova e até mesmo do quase esquecido indie rock, mas tudo devidamente alocado em um cenário que acrescenta novidade à carreira do compositor.

Produzido por Noah Georgeson (que já trabalhou com Joanna Newsom, Devandra Banhart e com o próprio Amarante no disco do Little Joy), o álbum é guiado por uma estrutura Lo-Fi especialmente atmosférica, bordando texturas e desenhando paisagens através das singelas composições do músico carioca. São onze canções sensíveis, agradáveis, que a todo momento nos remetem à grande capacidade do músico em construir belos ambientes sonoros. Esqueça-se, porém, dos rumos que a música de Amarante tomava na época do Los Hermanos: “Cavalo” não é um disco de rock, sem trazer aqueles números amargos e/ou intrigantes. Uma ruptura já esperada, já anunciada por Marcelo Camelo em seus dois primeiros discos e seguida, de forma natural, por seu antigo companheiro de banda. Pode-se dizer, com isso, que “Cavalo” é o primeiro álbum solo que de Amarante se esperava.

Até porque, se na década passada o músico participou ativamente na construção dos novos rumos da música brasileira, agora ele deseja apenas contemplar os caminhos que ajudou a construir. Antes apegado aos ruídos, aos riffs de guitarra, agora Amarante demonstra estar agarrado em concepções serenas, sutis, amparadas por pequenas seções instrumentais, letras singelas e ambientes suaves. (Leia a resenha completa do disco)

O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui07. O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui – Emicida

Gênero: Hip Hop

Toda a enorme expectativa criada em torno do primeiro álbum “de verdade” de Emicida é atendida com louvor em “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”. Apresentando definitivamente o rapper ao grande público, e servindo como uma representação clara do ótimo momento que o hip hop nacional atravessa, o disco, resultado de toda a maturidade alcançada pelo músico ao longo dos últimos anos, acaba se comportando como um clássico imediato: no fim das contas, o que todos esperavam.

Construído sob o conceito do “milionário do sonho”, “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui” é resultado da união artística de Emicida com a poetisa Eliza Lucinda. Do início ao fim, o disco é a exploração dos sonhos (utópicos ou até mesmo já realizados) de uma pessoa que nasceu na periferia, cresceu órfão de pai e acabou se tornando um dos músicos mais respeitados do Brasil. É o Leandro Roque de Oliveira falando sobre o Emicida, e vice-versa.

De brinde, o rapper expande seu leque de possibilidades. Acompanhando o trabalho de Criolo, Emicida abraça novas vertentes ao flertar com a MPB, com o samba e até com a música pop, esforço que se torna aparente nas participações de Tulipa Ruiz, Quinteto em Preto e Branco e Pitty. Sem medo de experimentar, e alcançando o mesmo teor universal de clássicos contemporâneos como “Nó na Orelha” e “Ainda Bem que Eu Segui as Batidas do Meu Coração”, Emicida se abre a novos públicos mesmo sem abandonar as suas origens… É a necessária faceta aventureira do hip hop atual em uma de suas mais brilhantes concepções. Ninguém pode negar que, nos últimos três anos, o ápice do gênero no Brasil paira sobre nós.

Serviço06. Serviço – Castello Branco

Gênero: MPB

O primeiro disco de Lucas Castello Branco em carreira solo detém um título perfeito: “Serviço”. “Essa foi a palavra que mais ouvi na minha infância”, logo vai entregando o músico no texto que apresenta o álbum em seu site oficial. Criado em um monastério, o compositor mineiro radicado no Rio de Janeiro entrega, agora, a sua nova religião. Não necessariamente um rompimento com o passado, mas uma nova perspectiva sobre as coisas que envolvem o presente. As crenças de Castello Branco são tradicionais, mas ganham um novo significado quando exploradas pelo maior dos dogmas do músico: a sua própria música.

O campo é verde, o céu é azul, as paisagens são puras e nosso personagem ostenta uma barba. Ambientado em um cenário rural, com a estrutura pueril de um velho mosteiro que resiste à passagem do tempo, “Serviço” é, segundo palavras do próprio Castello Branco, a representação mais completa dos sentimentos de quem o compôs. Porém, sem negá-los aos ouvintes, o músico faz de suas ideias um bem universal, palavras oferecidas ao público. Mesmo os sentimentos mais escuros são, no fim, abafados pelo amor, que se torna a palavra-chave para caracterizar as emoções do registro.

Renovando velhos clichês da MPB, passando por Clube da Esquina e Novos Baianos sem soar redundante ou copioso, “Serviço” encontra em aspectos mais clássicos, até certo ponto distantes da “nova música popular brasileira”, a ambientação certeira para seu rumo bucólico, com canções de apelo matinal. Com o auxílio de colaboradores, tudo parece, porém, crescer a certo ponto em que as épocas e seus rótulos não são nada importantes. Para entender o presente, Castello Branco faz do passado o seu futuro, e vice-versa.

Grão05. Grão – Fábrica

Gênero: MPB/Indie Rock

“Grão” é uma espiral de emoções. Sentimentos bem tratados, que refletem em uma sonoridade complexa e atraente, capaz de prender o ouvinte apesar de seu lado introspectivo proeminente. Depois de trilhar um caminho mais coletivo no disco anterior da banda Fábrica, agora, no segundo registro do grupo, Emygdio Costa e seus companheiros decidiram se impregnar nas profundezas da alma do ser humano, transformando mágoas e amarguras em música para nossos ouvidos, e de forma literal. Mergulhado em um conceito experimental, que quebra a barreira dos gêneros ao fundir inúmeras vertentes sonoras, o novo disco do coletivo carioca é um álbum para ser ouvido enquanto se pensa na vida e as lágrimas escorregam no rosto.

De certa forma, ao prender-se a aspectos intimistas, “Grão” apaga todos os erros de seu antecessor. Se afastando da musicalidade óbvia do debut, que se resignava a mesclar samba e rock em um exercício de repetição, o novo álbum busca uma fuga do lugar-comum ao se estabelecer em um cenário genuinamente novo para a chamada “nova MPB”. Utilizando-se de referências pouco lembradas pelos artistas atuais, como Edu Lobo, Dorival Caymmi e Djavan, Emygdio Costa e seu louvável senso composicional partem do onírico rumo a uma dolorida realidade sentimental enquanto mesclam, com louvor, o velho e o novo. Além da forte inspiração em dinossauros da MPB, o grupo carioca não deixa de ser atingido pela música de nomes atuais.

E nessa atualidade, a inspiração mais forte de “Grão” mora em uma adaptação nada copiosa dos mesmos experimentos que vem sendo encabeçados pelos nova-iorquinos do Grizzly Bear… Um jogo atmosférico de sons, condensando camadas enquanto ritmos e melodias são interceptados na procura da mais hipnótica ambientação. Mas se a banda americana construiu sua viagem partindo das raízes folk norte-americanas, a Fábrica não deixou se levar pelas interferências gringas, produzindo um disco que é, acima de tudo, brasileiro. O que é mais tupiniquim, afinal, que o tropical encontro entre as raízes do samba e os acordes praieiros? Mesmo melancólico, e muitas vezes obscuro, “Grão” sabe explorar a natureza e o calor típicos de nosso país… Até porque não é necessário se afundar na neve do hemisfério norte para tratar da tristeza. (Leia a resenha completa do disco)

O Mais Feliz da Vida04. O Mais Feliz da Vida – A Banda Mais Bonita da Cidade

Gênero: Indie Pop

Se A Banda Mais Bonita da Cidade não havia conseguido, em seu primeiro disco, suprir as expectativas do público que havia louvado o famoso vídeo de “Oração”, elevando o grupo a um verdadeiro fenômeno musical, agora, em “O Mais Feliz da Vida”, o resultado parece ser outro. Mais segura em estabelecer-se em um caminho, sem precisar mais atirar para todos os lados, a banda enclausura-se dentro de um cenário calculado, medindo os temas e conceitos a fim de não cair no mesmo pop incerto do primeiro exemplar de sua discografia.

Emprestando o teor “conceitual” de famosas bandas do passado, como King Crimson, The Who e Pink Floyd, os paranaenses alcançam um marcante crescimento instrumental e, principalmente, lírico. Profundas, mas sem abandonar a já atestada sensibilidade, as letras presentes no álbum são capazes de nos deliciar com o seu modo singelo e austero de discutir temas complexos, como a tristeza, a solidão e a velhice. Assunto já demonstrado na capa do disco, a passagem dos anos para A Banda Mais Bonita da Cidade torna-se um ponto aberto de onde podem ser retiradas as mais profundas (ou simples) questões sobre a vida.

Bebendo do Arcade Fire de “Funeral”, influência confessa de Rodrigo Lemos, a banda alcança um resultado gratificante sem esconder suas referências. Pélico empresta aos paranaenses a faixa-título de seu último trabalho, bem como Rômulo Fróes participa da regravação de “Olhos da Cara”, composição de Nuno Ramos que já havia aparecido no disco “Um Labirinto em Cada Pé”. Além disso, o veterano Chico Neves aparece na produção da faixa-título: os toques do produtor mostram-se rápidos, porém essenciais… A canção acaba delineando a continuação do álbum, produzida por Vinícius Nisi. (Leia a resenha completa do disco)

Esses Patifes03. Esses Patifes – Ruspo

Gênero: Lo-Fi

Se as pessoas são atraídas pelas áreas mais visadas, pelos centros ditos “econômicos e culturais”, Ruspo percorre a contramão. O jornalista Ruy Sposati, aproveitando suas viagens ao interiorzão do Brasil, faz de “Esses Patifes” uma leitura inédita de uma faceta do país esquecida por muitos. Íntimo dos confrontos que envolvem a expansão agrícola e a dizimação do povo indígena, o compositor faz brotar em “Esses Patifes” uma união corajosa e informativa das experiências vividas por ele nos fundões do Brasil.

Um álbum de conceito crítico, mas que nem por isso abandona o bom humor, “Esses Patifes” tem, nas palavras de forte personalidade, a base para uma sonoridade que atrai de forma surpreendente. Levando a música Lo-Fi nacional a níveis grandiosos, Ruspo mostra que a programação em computadores caseiros não está propensa a limitações. Cada vez mais difundida, a música caseira e suas infinitas possibilidades ganham, agora, um aspecto clássico, que consegue se aproximar ao mesmo tempo da técnica e do feeling. Seja em um quarto confortável ou em uma tribo indígena onde a energia elétrica é quase inexistente, “Esses Patifes” foi sendo construído em três anos à medida em que as experiências possibilitadas pelo jornalismo atingiam Ruy Sposati.

Não é difícil perceber porque o disco impressiona. Primeiro, porque surfa em uma onda totalmente nova da MPB, que só foi popularizada no ano passado com Silva e seu “Claridão”: embora exista muita gente programando música em seu próprio computador, com instrumentos artificiais, não há como negar a existência de uma surpresa coletiva quanto a um trabalho de música Lo-Fi tupiniquim – chamada por Ruspo de “tropical”. Indo além da grande capacidade do músico em mesclar um turbilhão de sons e referências com maestria, há o encantamento pela temática: com “Esses Patifes”, você será atingido por fatos que talvez nunca haviam se mostrado significativos para outro artista. Se está na moda “lembrar os esquecidos”, Ruspo parece colocar todo mundo no bolso.

Passo Elétrico02. Passo Elétrico – Passo Torto

Gênero: MPB/Indie Rock

As dimensões quase intermináveis da cidade de São Paulo ganham uma representação formidável nas mãos do Passo Torto. Ao substituir os acordes acústicos pelas guitarras, o quarteto formado por Kiko Dinucci, Rodrigo Campos, Rômulo Fróes e Marcelo Cabral torna suas dimensões sonoras tão colossais quanto as fronteiras da capital paulista. Em “Passo Elétrico”, os versos urbanos ganham uma companhia inesperada, um paredão colossal de ritmos e ruídos que instiga o ouvinte do início ao fim.

Transformando em música o trânsito pesado, os ares poluídos, as águas sujas e a imensidão cinza de concreto, o Passo Torto faz de seu segundo disco um verdadeiro tratado sobre os sentimentos que envolvem a metrópole. Entre termos de angústia, existencialismo e melancolia, as letras brindam nossos ouvidos com caminhos tortuosos, cujo significado não é reconhecido imediatamente. Prédios com varizes e micoses, que transpiram e escarram? Nas mãos dos paulistanos, isso se torna não somente possível, como natural. Mesmo que a gente saiba identificar a atmosfera que envolve a cidade grande, o Passo Torto nos apresenta novas perspectivas.

Instrumentalmente, “Passo Elétrico” é soberbo. Com arranjos fenomenais, que pregam a desconstrução e, simultaneamente, a arquitetação de ritmos e melodias, o disco faz a guitarra de Kiko Dinucci flutuar por toda a extensão do registro em um claro sentido de inovação. Tratando o samba de uma forma moderna, elétrica e especialmente claustrofóbica, que se conecta perfeitamente com os rumos mecânicos da metrópole, “Passo Elétrico” fomenta a evolução. Ainda que a base seja formada pelos mais clássicos elementos da MPB, passeios pelo rock e pelo jazz tornam a sonoridade do álbum um toque de ampla novidade até mesmo aos ouvidos mais atentos.

Antes que Tu Conte Outra01. Antes que Tu Conte Outra – Apanhador Só

Gênero: Indie Rock

O Apanhador Só de anos atrás não existe mais. Inundada por um caráter de urgência, a banda gaúcha abandonou todos os aspectos sonoros que envolviam sua carreira até então, partindo praticamente da estaca zero para construir a sua completa evolução. Nada do primeiro disco parece ter resistido aos novos pensamentos do conjunto, e “Antes que Tu Conte Outra” surge como uma barreira que a banda topa destruir. No novo disco, o grupo faz de cada faixa um exercício pautado na inovação.

Longe de ter um conceito linear, o disco apresenta as diferentes facetas de um Apanhador Só novo e provocativo. Dentro de suas inúmeras possibilidades, que envolvem diversos temas e cenários, “Antes que Tu Conte Outra” parece querer indefinir a existência de qualquer rótulo. Se antes podíamos dizer que um “Los Hermanos gaúcho” morava dentro das impressões dos ouvintes sobre a banda, Alexandre Kupinski, Felipe Zancanaro, Fernão Angra e André Zinelli tratam de passar a lâmina nas barbas de Camelo e Amarante. As caras são novas. Parafraseando os versos da décima faixa, “Por Trás”, fica difícil identificar qual é, afinal, o peixe que a banda tá vendendo. Talvez “uma peixaria” seja a resposta mais plausível.

Se outrora havia calmaria e consolo nos versos, agora a banda deseja nos surpreender com versos sujos, que abusam de uma ironia que os dias atuais nos oferece, está na frente do nariz de todos, mas pouca gente consegue perceber. Conseguindo unir os aspectos críticos do rock oitentista com o bom humor de bandas noventistas e o “universo indie” do século atual, o Apanhador Só forjou muito mais do que um registro completo; podemos dizer que “Antes que Tu Conte Outra” é necessário. Um álbum que choca, que tem a capacidade de abrir nossos olhos. Um legítimo produto de 2013, que mesmo lançado ainda no primeiro semestre, conseguiu captar os sentimentos do ano como nenhum outro disco.

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