Lista: Os 10 Álbuns Mais Decepcionantes de 2013

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Em um ano em que tivemos a explosão de “grandes astros” como Anitta e Naldo, em que o sertanejo universitário continuou a apresentar novos (e irritantes) cantores, em que Miley Cyrus apelou de vez e nomes como Britney Spears e Katy Perry infelizmente decidiram lançar novos discos, fica muito difícil eleger o que foi pior. Dia após dia, pessoas que se dizem “artistas” insistem em fazer de pinico os nossos ouvidos com novas concepções de um lixo que, para nossa infelicidade, só se renova. Em contramão a essa onda, artistas respeitados trabalham duro para construir uma música de qualidade. Porém, nem sempre os grandes músicos acertam… Em 2013, alguns artistas que admiramos lançaram álbuns pra lá de medíocres, deixando no rosto de seus ouvintes a marca da decepção. Portanto, decidimos listar o que consideramos os dez discos que mais decepcionaram em 2013.

Comedown Machine10. Comedown Machine – The Strokes

Gênero: New Wave

Não há como querer um novo “Is This It”. Os tempos são outros, e até mesmo os integrantes do The Strokes querem algo diferente na carreira. O que é bom, pois por mais épica que a estreia da banda tenha sido, simplesmente manter a sonoridade que a aclamou seria, muito mais do que preguiça, um sinal de que o grupo havia parado no tempo. Por isso, é muito positivo ver Julian Casablancas tentando achar um novo rumo para a música dos Strokes.

Agora, temos em mãos o quinto álbum do quinteto, que desde seu título promete ser constituído por uma volta ao tempo. O fato é que, embora nem tudo esteja completamente resolvido, a banda parece ter encontrado finalmente um caminho… Se no início da década passada os Strokes queriam ser os expoentes do rock do novo século, agora eles parecem se sentir muito mais à vontade investindo em uma sonoridade retrógrada, fortemente inspirados por ritmos genuinamente oitentistas, como o synthpop e o new wave. Se este é um bom caminho só o tempo será capaz de revelar, pois agora, em 2013, a banda ainda demonstra ser incapaz de produzir um resultado à altura do alcançado na primeira metade da década passada.

Uma das coisas mais impressionantes quando se ouve, hoje em dia, o clássico “Is This It”, é perceber que a música do álbum continua vívida, pulsante, mesmo tanto tempo depois. Sim, querendo ou não, já fazem doze anos que a estreia do The Strokes veio à tona… O tempo passa, amigo! Pois bem, o fato é que, enquanto “Is This It” continua com cara de novo, “Comedown Machine”, mesmo pouquinho tempo depois de ser lançado, já tem cara de álbum velho. O que não é nada surpreendente, pois ao investir em referências antigas da música (seja o synthpop, o new wave, ou até mesmo o indie rock do início da década passada), o The Strokes parece não estar mais preocupado em soar atual. (Leia a resenha completa do disco)

Lightning Bolt09. Ligthning Bolt – Pearl Jam

Gênero: Rock Alternativo

O Pearl Jam é um grupo que merece respeito. Se você pensar em todas aquelas bandas que ajudaram a tornar o grunge um fenômeno musical na primeira metade dos anos noventa, verá que a banda de Eddie Vedder é a única que se mantém entre as maiores do mundo. O Nirvana acabou, e grupos como Mudhoney, Soundgarden e Alice in Chains têm se tornado, cada vez mais, nomes irrelevantes no cenário internacional. Enquanto isso, o tempo parece não abalar as estruturas do Pearl Jam: o conjunto soube se reinventar, distanciando-se do grunge quando o gênero começou a se tornar peça de museu, abraçando novas ideias e criando uma boa quantidade de canções de sucesso. Porém, o maior acerto do Pearl Jam em toda sua carreira foi pensar sempre em seus seguidores, moldando seus álbuns para empolgantes espetáculos ao-vivo.

Não por acaso, registros de shows como os discos “North America 2000″, “North America 2003″ e “Live at Bayanora Hall” acabaram sendo aclamados tanto pela crítica quanto pelo público. O Pearl Jam se tornou uma banda mais alinhada às turnês do que ao estúdio, e nem o mais fervoroso dos fãs consegue negar tal fato. Resultado de todo esse pensamento voltado aos palcos, “Lightning Bolt”, o décimo álbum de estúdio do grupo, tem seu conceito voltado à geração de hits: são canções feitas para grudar na mente, preencher o set list de uma nova turnê, mas incapazes de apresentar qualquer concepção realmente inédita. O que há de “novidade” no disco é, enfim, apenas uma revisitação dos mesmos conceitos que vem acompanhando a banda há algum tempo.

Há quem diga que a banda está mudando porque está investindo mais em baladas, canções de andamento mais lento e alguns números que tentam se agarrar ao universo folk proposto pela carreira-solo de Eddie Vedder. Um suposto “refino”, que na verdade não significa nada além de um mais-do-mesmo… É como se a banda procurasse reviver suas glórias investindo em “novas versões” de músicas que passaram não apenas por diferentes momentos da discografia do grupo, mas também pelo ainda pouco numeroso catálogo da carreira solitária de seu vocalista. (Leia a resenha completa do disco)

De Lá Até Aqui08. De Lá Até Aqui – Móveis Coloniais de Acaju

Gênero: Pop Rock

A Móveis Coloniais é uma banda de constante modificação, e embora haja um considerável espaço de tempo entre seus lançamentos em estúdio, muito acontece dentro do grupo. Devido ao vigor extremamente coletivo com o qual ele é gerido, são constantes as mudanças de membros e, consequentemente, de ideias, fazendo com que exista uma contínua transformação sonora e conceitual. Algo que já havia ficado claro com as diferenças entre “Idem” e “C_mpl_te”, e que agora mostra-se ainda mais acentuado com o lançamento de “De Lá Até Aqui”, o terceiro registro do coletivo.

Ainda existe o mesmo espírito festivo, a mesma intensidade de metais e o ritmo excitante dos lançamentos anteriores, mas, em conceito, a banda está tão mudada quanto nunca. Agora em uma grande gravadora, a Móveis Colonias parece polir a sua sonoridade para alcançar um resultado de aceitação mais imediata, mais voltada ao público massivo: a serviço da Som Livre, selo pertencente às Organizações Globo, o grupo toma um caminho comercial, muito distante das vias alternativas que permeavam o passado trabalho do conjunto. Haverá, certamente, uma enxurrada de propagandas do disco na programação da Rede Globo, provavelmente transformando a Móveis Coloniais de Acaju em uma banda pop.

Fazer sucesso não é ruim, de jeito nenhum, e até mesmo os flertes com a música pop tem permeado a sonoridade da banda desde a sua fundação; de certa forma, as composições da Móveis Coloniais sempre foram voltadas ao público, arquitetando as incendiárias apresentações ao-vivo, o grande trunfo do coletivo. Sem dúvida haverá mais uma grande turnê, com espetáculos excitantes. A qualidade instrumental também continua evidente. Ou seja, temos em mãos um registro a altura dos anteriores, apesar de mais voltado às massas?

Não, porque a qualidade lírica decaiu muito. Em aspectos sonoros, o disco até é impecável, com a produção Carlos Eduardo Miranda mostrando-se competente a todo momento. Há ótimas interações instrumentais, uma atmosfera que parece agrupar todos os anos de atividade do grupo, mas versos pobres… bem cantados, é verdade, mas de boas vozes desperdiçadas em letras ruins a música mundial já está cheia. E é justamente por prender-se ao óbvio que o disco não engrena, não excita e não consegue construir mais um ponto de evolução na carreira da banda. (Leia a resenha completa do disco)

The 20-20 Experience 2 of 207. The 20/20 Experience 2 of 2 – Justin Timberlake

Gênero: Pop/R&B

As vendas podem explicar o lançamento de “The 20/20 Experience 2 of 2″. Só na primeira semana, o disco vendeu 350 mil cópias, um resultado que, apesar de inferior ao alcançado pela primeira parte do trabalho, já se mostra altamente rentável. Justin Timberlake já era muito rico, ficou mais um pouquinho e agora deve faturar mais uma bela grana com seu novo álbum e a turnê que inclusive já passou pelo Brasil. Ele está errado? É claro que não, afinal, poucas coisas são tão satisfatórias quanto ter um trabalho reconhecido. Mas, quando se trata de música, vender bem nem sempre é sinônimo de qualidade… Se o primeiro álbum lançado neste ano demonstrava a fácil acessibilidade em união com a evolução musical, o segundo comporta-se como um mero lançamento caça-níquel, aproveitando sobras de estúdio (algumas antigas, inclusive) para estrelar o topo das paradas musicais.

Pouca coisa na segunda parte de “The 20/20 Experience” parece-se com a primeira. Enquanto o primeiro disco rumava por uma concepção orgânica, aproveitando-se de uma grande viagem pela história do R&B para construir a evolução definitiva de Timberlake como músico, o segundo simplesmente revive ideias sintéticas que já haviam sido apresentadas em trabalhos anteriores do artista. Em ”The 20/20 Experience 2 of 2″ há o Timberlake atual, é verdade, mas também as versões antigas do músico: o hip hop sintético de “FutureSex/LoveSounds”, o pop melódico de “Justfield” e até os romantismos adolescentes do ‘N Sync. Em um trabalho muito fácil, uma simples repetição, Timberlake não consegue alcançar os mesmos resultados convincentes da primeira parte de sua experiência. É como se, na ânsia de vender, ele simplesmente reunisse canções não-lançadas em seus álbuns anteriores e as entregasse aos seus produtores para serem maquiadas. (Leia a resenha completa do disco)

MGMT06. MGMT – MGMT

Gênero: Rock Psicodélico

Com o terceiro disco do MGMT, Andrew VanWyngarden e Ben Goldwasser parecem ter jogado pelo ralo, de uma vez por todas, todos os acertos que permearam “Oracular Spetacular”, o álbum de estreia da banda. Se há pouco tempo os músicos estavam dispostos a fazer de sua base musical naturalmente chapada um exercício de inovação, e em proximidade com o grande público, agora eles querem vestir a batina de cardeais da música mundial para chegar a um resultado que, há quarenta anos (ou até mais), já fora alcançado por grandes nomes da história da música psicodélica. “MGMT”, o disco, pode até ser confundido como uma possível “homenagem” a lendas do passado, mas não passa, na verdade, de um amontoado copioso (e bem confuso) de sons lisérgicos bordados com pouca inspiração e demasia pretensão.

Entre as bases tortas do presente registro, é possível encontrar o Pink Floyd de “The Piper at the Gates of Dawn”, os Beatles de “Sgt. Pepper” e “Magical Mystery Tour”, o King Crimson de “In the Court of the Crimson King”, parte das invenções de Captain Beefheart e até adaptações da sonoridade suja da estreia da banda Suicide. Tudo é diluído por VanWyngarden e Goldwasser com tons de grandiosidade, mas que apenas em raros momentos apresentam algum registro da personalidade própria do MGMT. O resultado final parece ser, no fim das contas, nada mais do que o resultado da audição massiva de clássicos do passado, que são remoídos pela dupla em um falso sentido de inovação.

Sábado05. Sábado – Cícero

Gênero: MPB

Um arquiteto da nova música popular brasileira, Cícero Lins projetou em “Canções de Apartamento” um dos melhores cenários delineados entre o bucolismo e a solidão. Apesar de introspectivos, os alicerces do primeiro álbum em carreira solo do compositor alcançaram não somente os níveis da aceitação crítica, sendo considerado por muitos como o melhor disco brasileiro de 2011, mas os sentimentos do público. As canções de apartamento de Cícero conquistaram as pessoas que as ouviram, e não era inesperado ver a mais nova obra do músico carioca como um dos empreendimentos mais aguardados deste ano.

E “Sábado” está aí, sucedendo a sexta-feira proclamada em “Ponto Cego”, última faixa de “Canções de Apartamento”. Abandonando a solidão entre quatro paredes, Cícero sai pelo Rio de Janeiro para perceber que, em uma cidade com milhões de habitantes, a solidão pode ser ainda maior. Ao tentar fugir de seus problemas, o compositor, novamente transfigurado na matéria-prima de seu trabalho, percorre os cenários bucólicos da capital fluminense em busca de superação, encontrando, porém, apenas esboços de uma completa depressão.

Se as canções de apartamento ainda flertavam com alguma esperança, as composições sabatinas somente se resignam à sua dor. Naturalmente tristonho, “Sábado” chora uma dezena de verdadeiros borrões sonoros, projetos de texturas que encontram nos instrumentais tímidos e letras exageradamente intimistas um verdadeiro muro para o ouvinte. “Sábado” é um álbum egoísta, parecendo ignorar completamente o maior acerto de seu antecessor: transformar os sentimentos de Cícero em um prato cheio para o público. (Leia a resenha completa do disco)

Magna Carta Holy Grail04. Magna Carta Holy Grail – Jay-Z

Gênero: Hip Hop

“Magna Carta Holy Grail” é um disco minuciosamente projetado. Contendo um título pretensioso, apostas de fácil receptividade e a batuta de um dos maiores rappers da história, o álbum se mostra como um produto inteligentemente pensado para ser um sucesso de vendas… mas incapaz de acrescentar qualquer concepção coerente à carreira de Jay-Z. Comercializado em parceria com a Samsumg, o registro pode até não ser descartável em sua totalidade, mas é a tentativa desnecessária de construir algo que já está de pé, remoendo os êxitos criativos do rapper a fim de alcançar um bom resultado financeiro. Um elefante branco, caro e imponente, mas totalmente irrelevante quando comparado a clássicos como “The Blueprint” e “American Gangster”, obras em que Jay-Z trabalhou com mais originalidade e sinceridade.

Não, “Magna Carta Holy Grail” não precisava ser necessariamente mais um clássico. Ainda que não consiga mais acertar tanto quanto em suas maiores obras, é evidente que Jay-Z ainda tem muita lenha para queimar – como pode ser muito bem observado no recente “Watch the Throne”, álbum em que ele trilhou um caminho consistente em parceria com Kanye West. O problema maior é quando algo que parecia nascer grande acaba se revelando, na verdade, um conjunto de erros. Nem parcerias com grandes nomes da atualidade, como Justin Timberlake, Frank Ocean, Pharrell Williams, Timbaland e Beyoncé, conseguem fazer com que o disco soe relevante, até porque o que ”Magna Carta Holy Grail” busca é, acima de tudo, reviver as glórias passadas de Jay-Z através de concepções fáceis e copiosas. (Leia a resenha completa do disco)

Nada Pode Me Parar03. Nada Pode Me Parar – Marcelo D2

Gênero: Hip Hop

Macelo D2 não tem o mesmo poderio financeiro de nomes como Jay-Z e Nas, e por isso não pode fazer tudo o que quer. Mas, de certa forma, ele parece se aproximar a passos cada vez mais largos desse cenário internacional do hip-hop, repleto de rappers milionários e egocêntricos. Segundo palavras do próprio D2, “Nada Pode Me Parar” é o disco “mais rap” de sua carreira, se distanciando das concepções do Planet Hemp ou até mesmo do samba com que ele tem flertado nos últimos tempos.

E está justamente nesse “abraço” a concepções estrangeiras a falha tentativa de Marcelo D2 em modernizar a sua música. Se antes o músico não se mostrava capaz de se desprender da base de “À Procura da Batida Perfeita”, a maior obra de sua carreira, agora ele procura simplesmente seguir o que há de mais corriqueiro no atual cenário internacional, tentando não deixar sua música ruir em suas próprias mesmices. Ainda há flertes com o samba, lembranças dos discos anteriores, mas o que destoa em “Nada Pode Me Parar” é o desejo de Marcelo D2 em se tornar uma espécie de Kanye West tupiniquim.

Próximo dos trabalhos mais comerciais do rap atual, “Nada Pode Me Parar” se comporta como um produto de fácil audição, especialmente vendável, mas artisticamente pouco relevante. Embora a produção de Mário Caldato, velho conhecido de D2, se mostre assertiva em quase todos os momentos, os sons atraentes e os efeitos modernos não conseguem maquiar o completo vazio que há nos temas: Marcelo D2 fala muita coisa, rima com propriedade, mas não vai além da obviedade que vem permeando suas letras nos últimos anos. (Leia a resenha completa do disco)

Loud Like Love02. Loud Like Love – Placebo

Gênero: Rock Alternativo

É triste a situação do Placebo. Tida, anos atrás, como um dos grupos mais promissores do rock, hoje a banda vê suas possibilidades esgotadas, com sua criatividade praticamente diluída a zero. Simplesmente, não há mais nenhuma novidade, com o conjunto negando à sua base musical qualquer migalha de evolução. Se a situação já não estava muito boa nos últimos anos, com o lançamento de “Loud Like Love” as coisas parecem ruir de vez.

Em suma, Brian Molko, Stefan Olsdal e Steve Forrest, na falta de novas ideias, resolveram reciclar sons já explorados pela banda com simples a intenção de atirar um mais um registro de estúdio para seus ouvintes. Desnecessário, “Loud Like Love” se perde em melodias e letras totalmente óbvias, que parecem apenas deixar clara a atual situação da outrora aclamada banda inglesa: um estado de total estagnação. Pobre de quem acredita que o Placebo ainda é um grupo relevante.

Afinal, todo aquele jogo instrumental excitante dos primeiros discos, que mesclava com primor guitarras e sintetizadores em grandes êxitos melódicos, foi substituído por números banais, fabricados (ou melhor, reciclados) sem nenhum cuidado em relação ao ineditismo. É como se a banda jogasse todo o seu catálogo de canções em um software responsável por mesclar todas as faixas, criando novas músicas a partir de outras que já existentes, e o pior: lançadas há algum tempo. O resultado, no fim, não poderia ser mais constrangedor. Até a horrível capa parece ter sido feita às pressas, sem nenhum compromisso… Talvez apenas para combinar com a entediante base sonora do disco.

What About Now01. What About Now – Bon Jovi

Gênero: Pop Rock

O Bon Jovi é uma banda que, visivelmente, envelheceu. O que não é ruim, pois a idade e a experiência não dizem nada de negativo quando o assunto é música; apesar de geralmente o ápice criativo dos músicos se encontrar lá pelos vinte, trinta anos, não são raros os casos de artistas que construíram, na sua meia-idade, obras cuja qualidade não fica devendo em nada ao que haviam concebido na juventude. Mas, para envelhecer bem, é necessário, primeiramente, admitir que está envelhecendo, e usar isso a seu favor. E aí está o grande erro do Bon Jovi: tentando artificialmente continuar jovem, a banda não consegue soar atraente, e despeja aos ouvintes o que parece ser o pior álbum do conjunto em toda sua carreira. Mais do que um disco pouco proveitoso, “What About Now” apresenta um resultado que constrange, principalmente ao levarmos em consideração que se trata de algo vindo de uma banda gigantesca.

Embora já tenho feito a sua história, tendo se apresentado, lá nos anos oitenta, como a líder do chamado “rock de arena”, a banda Bon Jovi está precisando provar algumas coisas. Primeiro, porque a qualidade de seus lançamentos tem ruído constantemente, e já faz um bom tempo que o grupo não apresenta ao seu público um trabalho à altura de clássicos como “Slippery When Wet” e “New Jersey”. Sendo mais exato, o sucessor destes, “Keep the Faith”, de 1992, foi o último grande álbum do grupo; a partir de “These Days”, o que houve foi uma grande perda de vivacidade, com a banda envolvendo-se de forma exagerada em suas obsessões comerciais.

Amarrado a isso, podemos indagar se a continuação da carreira da banda é ainda algo positivo. Apesar de seus shows continuarem excitantes, em estúdio o Bon Jovi não vem dando sinais positivos de sua existência; é até bom pensar que a criatividade de seus integrantes se minguou, pois se não for este o problema, eles estariam rebaixando de propósito a qualidade de seu som para simplesmente ganhar dinheiro. Deve ser até deprimente, para os fãs das antigas, conferir um trabalho como “What About Now”, e convenhamos que, se é para manchar a carreira gloriosa que já foi construída, é bom que o grupo termine de vez. (Leia a resenha completa do disco)

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