Lista: As 10 Melhores Colaborações Musicais de 2013

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Dizem que, sem nenhuma ajudinha, as coisas ficam quase impossíveis. É por isso que as pessoas que trabalham com música, não raramente, se unem para construir seus respectivos trabalhos. Eis aqui uma lista que não poderia faltar, visto as grandes colaborações que ajudaram a construir, musicalmente, o ano de 2013. Seja com um dueto entre cantores, com interações entre banda produtor ou até mesmo com uma pequena ajuda de um amigo, os últimos meses foram repletos destas cooperações. Segue, então, a nossa lista das “10 melhores colaborações musicais de 2013”.

10. Emicida + Pitty

Emicida construiu, com “O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui”, um divisor de águas em sua carreira. Ao fabricar uma verdadeira superprodução, o artista conseguiu alcançar o grande público (até o menos receptivo ao hip hop) sem grandes dificuldades, mesmo sem abandonar as suas raízes. O ponto mais proeminente de aproximação do músico com a música pop mora na assertiva parceria com a baiana Pitty, que gerou a ótima “Hoje Cedo”. Uma semi-balada tristonha, a canção insere o rapper em um cenário roqueiro, em que a audição facilitada e, por consequência, a grande possibilidade de atingir o público, são mostradas em altíssimo nível.

09. Alex Turner + Josh Homme

Várias colaborações no mundo musical são uma via de mão dupla. Um exemplo claro disso está na parceria entre Alex Turner (líder do Arctic Monkeys) com Josh Homme (líder do Queens of the Stone Age). Se Tuner já havia participado de “…Like Clockwork”, último álbum do Queens of the Stone Age, Homme foi ainda mais incisivo na produção de “AM”, quinto álbum da banda indie inglesa. Emprestando muitas das características de sua música, que fizeram o Arctic Monkeys se aproximar a passos largos do stoner rock e, consequentemente, do público norte-americano, Josh Homme ajudou os ingleses a construir mais um aspecto sólido da tão comentada “evolução sonora” da banda.

08. Wado + Marcelo Camelo

Contando com a produção de Marcelo Camelo, Wado bordou em “Vazio Tropical”, seu sétimo disco, mais um capítulo de desgarramento do passado. Deixando os rumos coloridos de seu som para uma outra oportunidade, e até fugindo do teor experimental que vinha construindo a sua obra, o compositor encarou instrumentações mais tranquilas, quase silenciosas, mas que abriram espaço para uma inquietante evolução lírica. De certa forma, ao contar com os toques de Camelo, Wado acabou construindo uma extensão do trabalho de seu produtor, atentando-se mais ao rumos líricos ao abrir um maior espaço para seções instrumentais tradicionais, trazidas do passado da MPB. “Vazio Tropical” pode até não ser o melhor trabalho de Wado, mas se caracteriza com um respiro necessário e assertivo que só a colaboração de Marcelo Camelo poderia proporcionar.

07. Black Sabbath + Rick Rubin

Em junho, quando a resenha do tão aguardado “13”, álbum de retorno do Black Sabbath, foi publicada aqui no blog, dizíamos que a produção de Rick Rubin foi fundamental para a sequência de acertos do disco: “Em suma, o cara (Rubin) fez milagre. Não é segredo para ninguém que Iommi, Osbourne e Butler estão velhos e com suas capacidades diminuídas. Tony inclusive trata de um linfoma, e Ozzy, bem… todo mundo sabe como a saúde do Madman acabou sendo prejudicada pelo uso massivo de ácidos de todas as espécies. Mas, felizmente, Rubin soube muito bem como tirar suco de laranjas velhas, fazendo com que os problemas dos integrantes passem despercebidos no disco. É claro que a energia não é mais a mesma, mas o resultado alcançado pela banda sem dúvida surpreende; no fundo, poucos esperavam por algo tão bom”.

06. Ana Larousse + Leo Fressato

E quando a colaboração ultrapassa as barreiras da música para se tornar uma grande amizade? Podemos dizer que não há nada mais genuíno que uma parceria entre verdadeiros amigos, não é mesmo? Por isso a colaboração mútua entre os curitibanos Ana Larousse e Leo Fressato torna-se tão especial: eles se conheceram há dez anos, quando cursavam juntos a faculdade de artes cênicas. Como bons parceiros inseparáveis, eles não deixariam de colaborar um com o outro logo no ano em que lançam seus discos de estreia. No fim, o que nos foi apresentado foi um resultado pra lá de sensível: tanto a colaboração de Fressato no primeiro álbum de Larousse, quanto vice-versa, se mostraram pra lá de sensíveis, trazendo consigo os mais sinceros sentimentos de amizade.

05. Haim + Ariel Rechtshaid

As garotas do Haim acabaram fazendo de seu primeiro disco, “Days Are Gone”, uma das melhores estreias do ano. Mas muito se deve ao produtor do disco, Ariel Rechtshaid, que conseguiu fazer com que as jovens irmãs mesclassem, com louvor, a música pop do passado e do presente. Encontrando um teor de sinceridade ao alocar tantas referências musicais na personalidade própria do grupo, Rechtshaid conseguiu moldar um disco deliciosamente agradável, acessível e sincero, que parece se caracterizas como uma especie de “modelo” a ser seguido por quem deseja alcançar a aclamação da crítica e do público nos próximos anos.

04. Guy Lawrence + Howard Lawrence

É possível dizer que, ao lançar o disco “Settle”, os irmãos Guy e Howard Lawrence fizeram história. Isso porque, além de muito jovens, eles conseguiram elevar a música eletrônica inglesa ao topo de uma forma como há muito tempo não se via. Próximos da música pop, e arquitetando um catálogo de canções repletos de hits, os irmãos Lawrence conseguiram unir a evolução do tato dos sintetizadores, em uma constante dualidade do velho (noventista) com o novo (atual), com a possibilidade de alcançar o grande público. Há um grande hype sobre os dois, há até mesmo quem diga que eles são os melhores produtores da atualidade, mas todo esse sucesso é facilmente explicado com o grande disco que eles lançaram. Sem dúvida, o Disclosure é uma das parcerias mais frutíferas do ano – e olha que ela está apenas começando a produzir os seus frutos.

03. EL-P + Killer Mike

Quando alocamos o disco “Run the Jewels” na 13ª colocação na nossa lista dos “30 melhores álbuns de 2013”, dissemos: “O que acontece quando dois dos melhores rappers da atualidade se unem, sem maiores pretensões comerciais, para a construção de um projeto voltado ao hip hop mais puro, totalmente distante dos modismos? Sem dúvida, o resultado é excepcional, não? Pois é isso mesmo o que ocorre em “Run the Jewels”, disco de estreia do duo homônimo integrado por EL-P e Killer Mike. Disponibilizado gratuitamente para download, o registro soa como uma despreocupada parceria entre os rappers, que se sentem à vontade para rimar sobre o mundo das drogas e a vida na noite… Mas não se engane: por trás de tanto desprendimento, há um dos álbuns mais certeiros dentro do gênero nos últimos tempos. Por quê? Sua produção é impecável, fazendo com que o objetivo seja atendido, com louvor, em apenas 33 minutos”. Portanto, não há dúvidas de que a fenomenal parceria entre EL-P e Killer Mike está entre as melhores desse ano.

02. Arcade Fire + James Murphy

Se a carreira do Arcade Fire sempre se caracterizou pelo desgarramento das ideias prontas, percorrendo novos caminhos a cada disco lançado, em “Reflektor”, o quarto álbum dos canadenses, não seria diferente. Para tanto, Win Butler e companhia recrutaram o produtor James Murphy, do LCD Soundsystem, para dar rumo às novas possibilidades sonoras da banda. Encarando o rock experimental da virada das décadas de setenta e oitenta, a música dançante e um conceito tropical, retirado das raízes caribenhas, o Arcade Fire arquitetou mais um capítulo brilhante de sua ainda curta, mas absurdamente consistente discografia… E, certamente, James Murphy foi um dos grandes responsáveis por isso ter acontecido.

01. Vampire Weekend + Ariel Rechtshaid

Quando o Vampire Weekend se viu em totais condições de esculpir o grande trabalho de sua carreira, decidiu abandonar as raízes africanas que permeavam os rumos sonoros do grupo ao convocar, pela primeira vez, um produtor de fora da banda para produzir o seu mais novo disco. Felizmente, eles escolheram a pessoa certa: Ariel Rechtshaid. No fim das contas, o agora renomado produtor, que também alcançou louvação em seus trabalhos com as garotas do Haim e com a queridinha do público Sky Ferreira, cumpriu com louvor de alocar a sonoridade do Vampire Weekend em um novo cenário. Em um misto de brilhos e sombras, melancolia e beleza, a obra-prima “Modern Vampires of the City” foi fabricada, se tornando um dos mais brilhantes discos dos últimos anos. Se é possível apontar a banda que mais evoluiu no ano, essa é o Vampire Weekend, e se considerarmos Rechtshaid como o melhor produtor de 2013, é óbvio que aqui temos, enfim, a melhor colaboração musical do ano.

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