Lista: Os 30 Melhores Álbuns Internacionais de 2013 [30-21]

Os 30 Melhores Álbuns Internacionais de 2013

[30-21] [20-11] [10-01]


New
30. New – Paul McCartney

Gênero: Pop Rock

É muito bom ver que o nosso velho Paul McCartney continua a produzir, tanto ao-vivo quanto em estúdio, em um ritmo invejável. Realizando turnês constantes e seu segundo álbum em dois anos, o compositor inglês parece querer ficar distante de qualquer acusação de preguiça, mostrando que, apesar de ser um músico consagrado há mais de quarenta anos, nunca lhe faltou a vontade de construir novos trabalhos. McCartney sabe a extrema importância da música que desenvolvera nos últimos cinquenta anos, e por isso, mesmo já alcançando a sua sétima década de vida, se esforça para continuar produzindo algo que não deixa dúvidas quanto à relevância. E o melhor de tudo é ver que, além da quantidade, o atual trabalho do ex-beatle não se distancia da qualidade que se espera de um dos maiores gênios da história da música.

E em seu novo álbum de estúdio, “New”, McCartney trilha um caminho esperado, mas que nem por isso deixa de se mostrar altamente recompensador. Em suma, o músico continua sendo quem ele sempre foi, um mestre dos rumos melódicos e das harmonias vocais, puxando de seu trabalho realizado nos Beatles e na banda Wings os principais elementos delineadores de sua música… Mas o título do álbum, que inspira novidade de forma proposital, já deixa claro que, mesmo valorizando os aspectos mais tradicionais de sua carreira, McCartney está atento ao cenário atual. Ao recrutar um quarteto de produtores respeitados pelo que têm feito nos últimos anos, ele propõe-se a construir um álbum de essência jovial, apto a conquistar não apenas seu velho público, mas também uma nova legião de ouvintes.

Podemos dizer que “New” é o lado oposto do empoeirado “Kisses on the Bottom”, bem como um “Memory Almost Full” às avessas. Se em seus últimos trabalhos McCartney tinha como intenção a prestação de homenagem a aspectos históricos da música (seja o jazz norte-americano ou a sua própria carreira), agora ele volta-se novamente ao mundo atual para mostrar que a acessibilidade de sua música continua intocada. Passam anos e décadas, e Paul McCartney não deixa de cativar o público com conceitos simples, mas extremamente assertivos. Pois “New” é um daqueles tradicionais trabalhos do músico, repleto de músicas agradáveis, melodias atraentes e harmonias impecáveis, sem envergonhar-se de soar pop. Há novos aspectos, é claro, mas felizmente incapazes de fazer com que o compositor se afaste de seu habitat natural. (Leia a resenha completa do disco)

Acid Rap29. Acid Rap – Chance The Rapper

Gênero: Hip Hop

Chance The Rapper, alcunha de Chancelor Bennett, é um artista que gosta de brincar com os nossos ouvidos. Afinal, mesmo repleto de influências, o rapper criou, em “Acid Rap”, o disco de hip hop menos óbvio dos últimos tempos. Em suma, o cara abraçou as cores que há tempos haviam sendo esquecidas pelo gênero para construir um álbum excitante, que não cansa de nos pregar surpresas enquanto dispara coloridas bolhinhas de sabão em nossa mente.

Da introdução ao desfecho, nada parece se relacionar a ideias prontas. Embora reviva as propostas bem humoradas plantadas pelo OutKast na virada do século, e se relacione, de alguma forma, ao trabalho de Danny Brown, Chance The Rapper faz de seu disco uma obra que não se desgruda de uma completa e deliciosa novidade. Mostrando que não existem barreiras para o hip hop, o músico flerta intensamente com a música pop enquanto passeia por inúmeros aspectos sonoros. As certeiras colagens de sons, que podem até remeter aos Beastie Boys, fazem com que Bennett trilhe um caminho sem fronteiras, divertindo-se em meio a referências da música comercial, da vanguarda ou até mesmo do minimalismo – sem deixar pra trás, porém, boas doses de insanidade. A capa do álbum, aliás, já parece deixar nas entrelinhas o aspecto lisérgico do registro. É tratando as drogas como uma ponte rumo ao desconhecido que Chance pinta todas as cores presentes no disco.

Talvez o maior dos méritos do rapper, porém, tenha sido a saudável brincadeira com a música pop que ele propôs. Inserindo-se no mundo que viu em “My Beautiful Dark Twisted Fantasy” um registro tão comercial quanto qualquer álbum da Britney Spears, Chancelor Bennett soube, como poucos músicos de seu gênero, tornar a sua música acessível a todos os públicos. De aparência despreocupada, mas altamente consciente, “Acid Rap” almeja excitar até mesmo aquela pessoa mais preconceituosa, que vê no hip hop em nicho musical de gosto duvidoso. Se você pensa dessa forma, esmurre as ideias prontas e garanta um ingresso para a colorida viagem sonora proposta por Chancelor Bennett.

Slow Summits28. Slow Summits – The Pastels

Gênero: Pop Rock

Embora esquecido por grande parte da crítica, “Slow Summits” é um dos discos mais sensíveis do ano. Talvez, se tratando de melodia, nenhum outro álbum lançado em 2013 o supere. Suave, relaxante, hipnotizante e melancólico, o álbum encontra em um cenário aconchegante o tratamento perfeito para uma base sonora antiga, mas que ganha um novo fôlego nas mãos dos escoceses do The Pastels. Como se quisesse, de alguma forma, musicar o outono do hemisfério norte, a banda criou, em seu sexto disco (e o primeiro em quinze anos) uma contemplação natural de temáticas sensíveis, próximas das nossas mais serenas emoções.

Fazendo com que folhas caídas voem ao sabor do vento em uma climatização alaranjada, o disco vai construindo, através de seu impecável aspecto melódico, um conjunto delicioso de canções serenas e atraentes. São números incapazes de nos envolver devido a modernos rumos sonoros, mas que nos prendem através de suas texturas acolhedoras, como se fossem pintadas a tinta pastel. Instrumentações consistentes flutuam pelo registro, amparando vocais doces e hipnóticos, e levando o ouvinte a sonhar com o bucolismo da zona rural britânica… Praticamente um sopro gélido no verões demasiadamente quentes.

Ignorando certas modernidades, “Slow Summits” brinca com velharias, passando pelo soft rock setentista do Fleatwood Mac para chegar na primeira fase dos Beatles. Afinal, como um verdadeiro tratado melódico, o disco não deixa de recriar paisagens visitadas por grande nomes da música… Mas não cometa a besteria de tratar o registro como um álbum datado ou retrógrado. Assim como o Fleet Foxes fez nos últimos anos, o The Pastels utiliza os elementos antigos não como uma “desculpa pela falta de criatividade”, mas como um apoio para almejar o futuro. Já experiente, o grupo não deixou de experimentar em um conjunto consistente de arranjos, ambientando nas atmosferas mais apropriadas um dos discos mais singelos dos últimos tempos.

Nothing Was the Same27. Nothing Was the Same – Drake

Gênero: Hip Hop

O outrora exagerado Drake encontrou nas emanações amenas e extremamente pessoais de “Nothing Was the Same” o ápice de sua carreira. Se antes o rapper canadense encontrava-se preso a aspectos luxuosos que, de forma proposital, partiam em um busca do épico, agora sua música encontra-se muito mais condensada em uma áurea íntima, deliciosamente confessional. De fato, quem antes rotulava o trabalho do artista de “comercial” agora deve se deliciar com um Drake sensível e discreto, trabalhando de forma a controlar suas ideias megalomaníacas.

“Nothing Was the Same” é um disco sincero. Viajando no passado de Drake, o álbum surge como uma obra que procura transformar em música a vida do artista. Retratando seu passado pobre, e fazendo disso o alicerce para seu sucesso atual, o rapper dispara durante o registro um conjunto fantástico de rimas orgânicas, altamente unidas, capazes de construir de forma assertiva um conceito. Pautado na unidade, o álbum condensa sons e versos em um ambiente cuidadoso, tratando cuidadosamente a sua base para que o rapper consiga rimar com louvou seus sentimentos e pensamentos. Por isso, a intensidade dos elementos de R&B foi diminuída, bem como a quantidade de samples e o time de produtores… Se a proposta era fazer com que Drake construísse um trabalho inteiramente seu, “Never Was the Same” se consolida como um nítido acerto.

Em um ano marcado pelo crescimento da “música de ostentação”, tanto no Brasil quanto no restante do planeta, nada melhor do que ver Drake, um dos cardeais do hip hop atual, trilhando um caminho completamente oposto. Afinal, “Never Was the Same” é um álbum de emoções, profundamente inspirado pelo íntimo do rapper, encontrando nas rimas e nos ritmos não apenas um cenário plausível para uma boa audição, mas uma atmosfera perfeita para que uma ótima história seja contada. Finalmente, Drake fez de seus versos o seu ponto forte, ao transformar em bem público os seus mais íntimos e sinceros pensamentos.

The Bones of What You Believe26. The Bones of What You Believe – CHVRCHES

Gênero: Synthpop

O ano de 2013 foi especial para a música pop. Finalmente, aquelas propostas toscas e exageradas que tomaram contas das rádios nos últimos anos parecem dar espaço a texturas mais maduras. Seja com as sombras de Lorde, a humanização do Daft Punk ou as concepções orgânicas de Justin Timberlake, a música comercial (pelo menos internacionalmente) retomou seus olhares a temáticas mais complexas, sérias e capazes de perdurarem por mais do que algumas semanas. Se nomes como Rihanna, Miley Cyrus, Katy Perry e Justin Bieber afundam cada vez mais suas carreiras ao pautá-las em um conceito basicamente caricato, outros artistas começam a ganhar destaque. As coroas estão sendo transferidas para novos nomes, e apenas quem estacionou em 2011 pode negar esse fato.

“The Bones of What You Believe”, disco de estreia do trio CHVRCHES, surge como um grande símbolo desse processo evolutivo. Mesmo jovial, dançante e entregue às massas, o disco não deixa de discutir temas sérios e humanos, passando a anos luz do descarte. Entre sintetizadores hipnotizantes, ritmos energéticos e melodias acessíveis, surge a vocalista Lauren Mayberry cantando dramas, tristezas e solidões. De fato, o disco se constrói a partir de sentimentos, transformando os seminais arranjos eletrônicos criados por Iain Cook e Martin Doherty em um acompanhamento efervescente para um verdadeiro tratado sobre a alma.

Ainda que não desvie o seu olhar das pistas de dança, “The Bones of What You Believe” é, no fundo, uma ode aos arranjos. Longe de cair no marasmo que muitas vezes envolve as já desgastadas bases do synthpop, o CHVRCHES faz das belas melodias o delineador de um intenso e cuidadoso trabalho harmônico. Unindo os vocais aos sintetizadores, Mayberry, Cook e Doherty transformam uma sonoridade acessível, confessamente pop, em uma mágica viagem pelos mais complexos sentimentos. Um disco comercial, sem dúvida, mas porque consegue alcançar, de forma certeira, os mais obscuros anseios do grande público.

Random Access Memories25. Random Access Memories – Daft Punk

Gênero: Nu-Disco

Os robôs mais famosos da música mundial voltaram, mas mais humanos do que nunca. Se o último álbum de estúdio deles, “Human After All”, de 2005, discutia o processo de humanização das máquinas, relembrando as ideias de inteligência artificial plantadas por Isaac Asimov, parece que agora, oito anos depois, este processo acabou atingindo, enfim, Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo.

“Random Access Memories”, com isso, acaba sendo um álbum surpreendente. Não por reinventar a roda, ou por ser superior a tudo o que o duo francês já realizou… Na verdade, nem um, nem o outro. Apesar das vozes robóticas continuarem, aqui ou acolá, permeando a música do Daft Punk, para que o ouvinte entenda o disco, é necessário, primeiramente, desprender-se do som que havia construído até agora a carreira dos caras. Não que a música eletrônica tenha sido abandonada, ou que o Daft Punk tenha se vendido ou se alterado de forma irresponsável – nunca espere isso de Bangalter e Homem-Christo, músicos extremamente profissionais e que aceitam viver o papel de cardeais da música eletrônica atual. O Daft Punk continua a ser o Daft Punk, só que agora mais sutil e intimista.

Os fãs que queriam um novo “Discovery” têm olhado torto para o novo álbum, o que é, na verdade, mais do que normal: afinal, “Random Access Memories” não é nada do que eles esperavam. De forma surpreendente, Bangalter e Homem-Christo voltaram seus olhares metálicos para o passado, encontrando na música de trinta, quarenta anos atrás, o cenário perfeito para a humanização do projeto. Isso, em um primeiro momento, com a mais errônea das visões, pode até soar copioso e aproveitador, até porque eles sempre foram responsáveis pela evolução da música eletrônica, e não pela volta ao passado…

Mas quem disse que visitar ideias passadas significa, necessariamente, ser retrógrado? De jeito nenhum! Embora alguns projetos – mais recentemente o The Strokes – tenham alocado seus trabalhos em ideias antigas e finjam fazer parte daquela época (criando registros datados que pouco combinam com os dias de hoje), a utilização das ideias passadas, quando bem pensadas, acabam se mostrando altamente satisfatórias; e assim é, felizmente, com “Random Access Memories”. Apesar de estarem recordando as antigas glórias da dance music, Bangalter e Homem-Christo utilizam essa base empoeirada para trazer um toque mais sensível à música eletrônica atual. (Leia a resenha completa do disco)

Is Survived By24. Is Survived By – Touché Amoré

Gênero: Post-Hardcore

A banda norte-americana Touché Amoré parece ter encontrado o casamento perfeito entre os gritos e as melodias. Detentor de uma carreira constante, o grupo chega ao seu terceiro álbum de estúdio com uma contemplação ainda mais assertiva de todos os elementos que envolvem a sua musicalidade. Permeada sempre pelo vocal estridente do vocalista Jeremy Bolm, a base musical do grupo se agarra às texturas tradicionais do post-hardcore, mas sempre indo em busca de algo além. “Is Survived By” é, enfim, a constatação dessa ânsia por crescimento, elevando a sonoridade do grupo a níveis épicos ao tratar, com extremo cuidado, os rumos melódicos.

Não há como não se sentir excitado pela trinca formada pelas duas guitarras (aos poderes de Clayton Stevens e Nick Steinhardt) e o vocal bem característico… É uma dualidade de sentimentos, uma guerra entre percepções que arrasta o ouvinte com atenção pela totalidade do registro. Ora sujo, ora harmônico, o disco é uma união consistente de doze canções que se amarram em um único conceito: a batalha emocional. O desespero, amplificado pelo vocal de Bolm, toma conta dos rumos do disco mostrando todas as suas facetas; afinal, há momentos para gritar de raiva e outros para gritar de dor.

De natureza naturalmente sombria, o disco abre pequenos espaços para “baladas” melancólicas, mas não se fecha, em nenhum instante, ao peso dos instrumentos, unidos por interações nervosas capazes de ligar a sonoridade do grupo ao sentimentos anárquicos do punk. Energético, o álbum vai pingando gotas de raiva, tristeza, sofrimento e introspecção enquanto caminha pelos seus rumos tortuosos… “Is Survived By” é, enfim, um registro que deve ser ouvido e sentido: um mergulho nas mais sofríveis facetas do interior do ser humano.

Days Are Gone23. Days Are Gone – Haim

Gênero: Indie Pop

Um trio de jovens irmãs fez um dos melhores discos de música pop dos últimos anos. Por quê? Talvez a explicação não seja tão simples, e o melhor mesmo seja dar o play e sentir quão bom é “Days Are Gone”, o disco de estreia das garotas. Trazendo na produção o ótimo Ariel Rechtshaid, responsável também pelos últimos lançamentos de Sky Ferreira e Vampire Weekend, o disco parece ser uma especie de “modelo” a ser seguido por quem deseja alcançar a aclamação da crítica e do público nos próximos anos.

A música alternativa encontra-se no topo, e nada mais correto do que emprestar vários elementos do indie atual para fabricar um álbum de sucesso, certo? E se a música de trinta anos atrás fosse, de certa forma, revivida, trazendo de grande nomes como Michael Jackson e Fleatwood Mac aquele feeling que todo mundo gosta? Espertas, as meninas pautaram seu trabalho em ambas as direções, fazendo de “Days Are Gone” o feliz encontro entre a música desta década com os melhores momentos da música pop do século passado. Abrangente, o álbum passeia pelos anos noventa, oitenta e setenta – sem se esquecer, porém, de soar atual a todo instante.

Como um bom exemplar da música pop, “Days Are Gone” é tomado por hits de potencial, entregando ao público, faixa a faixa, um registro de agradabilidade fácil e rápida. Seja pela base sonora atraente, pela forma competente com que os vocais trabalham para criar belas harmonias ou pela exploração de temas que atingem os jovens adultos, o disco parece estar ciente, desde o começo, do poder que detém: “Days Are Gone” foi projetado para agradar a gregos e troianos, mas com uma acessibilidade construída de forma natural. Um álbum moldado para o público massivo, é verdade, mas, acima de tudo, deliciosamente sincero.

Field of Reeeds22. Field of Reeds – These New Puritans

Gênero: Art Rock

Com uma ligação crescente com a complexidade, os ingleses do The New Puritans não negaram a seu último disco, “Field of Reeds”, a alcunha experimental que vem embalando o pensamento do grupo nos últimos tempos. Totalmente distante do que havia sido apresentado tanto na estreia da banda em 2008, quanto pelo lançamento anterior, de 2010, o presente registro faz com que Jack Barnett, George Barnett e Thomas Hein passeiem por um turbilhão sonoro instável, atmosférico e repleto de novidade.

Com canções de ambientação obscura, o disco brinca com diversas vertentes da música de vanguarda, indo do jazz experimental ao neo-classical em poucos segundos. Não é difícil para que o ouvinte, após se acostumar com a sonoridade do registro, se sinta rodeado por lâminas geladas, indo mais para dentro de um labirinto tenebroso (e sem saída) à medida em que as faixas se sucedem. Um misto de medo e beleza que dá ao disco um aspecto fantástico, fazendo com que criemos em nossa mente os mais improváveis cenários para ambientar a base musical.

Meticulosamente construído através de acordes de piano, vozes desencontradas e belos arranjos de cordas, “Field of Reeds” demonstra uma riqueza musical incrível, extremamente presa ao detalhes. Porém, em um primeiro momento, é normal que o ouvinte se sinta “perdido” em meio às propostas de difícil acesso. Portanto, o que se pede, nesse caso, é uma audição repetitiva, em um exercício quase bovino de ruminação; só dessa forma toda a atmosfera de “Field of Reeds” poderá ser contemplada. Um exercício que não parece fácil em um primeiro momento, mas que com certeza se mostrará, em um futuro próximo, altamente recompensador.

Virgins21. Virgins – Tim Hecker

Gênero: Ambient

Um dos álbuns mais intrigantes deste ano, “Virgins” é uma exploração quase silenciosa de um castelo abandonado, encontrando em grandes salas vazias e móveis cobertos por lençóis os detalhes de um cenário voltado ao horror. Caótico, porém controlado, o registro é mais uma clara demonstração do poder que Tim Hecker atualmente detém nos sintetizadores… É possível não alocá-lo entre os principais produtores da época presente? É provável que não.

Guiando-se pelos detalhes, “Virgins” é rumado pela ideia de habitar o desconhecido, trombando com criaturas macabras em lugares ofensivos, e trazendo em uma atmosfera assustadora o local ideal para explanar suas ideias. Ao contrário da maioria dos músicos que flertam com conceitos assombrosos, Hecker não deseja simplesmente amedrontar seus ouvintes; no fundo, o que ele quer é transferir o público para dentro do cenário por ele proposto, construindo uma relação em que qualquer pessoa possa se sentir parte integrante do registro. É como se os filmes de terror passassem a ser interativos.

Com “Virgins”, Tim Hecker não está apenas construindo mais um bom disco para trilhar os sons de um Halloween… Um aventureiro nato, o produtor conquista mais um resultado assertivo de sua carreira através de um excitante jogo de texturas, capazes de condensar as mais interessantes atmosferas.

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