Clipes & Singles: Semana 44/2013

Clipes & SinglesA seção Clipes & Singles de hoje está recheada. Afinal de contas, nomes como Devendra Banhart, MGMT, Justin Timberlake, Julia Holter, Grizzly Bear e Sevages mostram que o recém chegado mês de novembro ainda nos reserva grandes realizações musicais. Estão aqui, enfim, os melhores e/ou mais importantes clipes e singles lançados entre os dias 26 de outubro e 1º de novembro de 2013.

Justin Timberlake – TKO

Apesar da segunda parte da experiência de Justin Timberlake ter decepcionado, não podemos negar que o medíocre registro contém alguns hits em potencial. Uma dessas boas apostas para single se encontra em “TKO”, canção que reúne com maestria os rumos saudosistas da primeira parte de “The 20/20 Experience” com a sonoridade envolvente de “FutureSex/LoveSounds”. Prato cheio para uma produção característica de Timbaland, a canção agora recebe um registro audiovisual em que Timberlake vive um romance frio com a atriz Riley Keough, neta de Elvis Presley, que acaba arrastando morbidamente o cantor por uma estrada. Mesmo que Timberlake já tenha feito clipes melhores, ele está mais uma vez trilhando uma canção rumo ao sucesso.

Savages – Marshall Dear

“Silence Yourself”, aclamado disco de estreia da banda feminina Savages, é um disco que exorciza barulhos para que, no fim, tudo possa ser silenciado. Última faixa do disco, “Marshall Dear” é a complementação final da filosofia pregada pelo álbum, alocando de forma curiosa o vocal de Jehnny Beth em uma concepção soturna, mas totalmente próxima do conceito gótico que envolve todo o registro. Para dar imagens à canção, a banda utiliza-se de uma animação em preto e branco de uma guerra, rodada ao contrário, para unir os rumos do disco à filosofia do álbum… Por mais barulhenta que possa ser uma guerra, tanto seu início quanto seu desfecho são engolidos pelo silêncio.

Julia Holter – Horns Surronding Me

Nenhum álbum lançado em 2013 conseguiu surpreender tanto quanto “Loud City Song”, de Julia Holter. Mostrando-se uma produtora genial, a musicista de Los Angeles apresentou ao mundo sua fantástica concepção de texturas ao musicar seu disco em função do conceito do filme “Gigi”, de 1958. Perdido nas trevas e na névoa da noite de uma grande cidade, o álbum consegue explanar perfeitamente os doloridos sentimentos da cantora, fazendo o público se apaixonar por suas concepções complexas e emotivas. “Horns Surronding Me”, uma dessas canções, acaba de ganhar um assertivo vídeo, capaz de alocar (mais uma vez) Julia Holter em um cenário altamente misterioso.

Tereza – Endorfinar

O que esperar do novo single da banda carioca Tereza, além de uma canção absolutamente pegajosa? Explanação óbvia dos caminhos bem-humorados do disco “Vem Ser Artista Aqui Fora”, de 2012, a canção volta a mostrar a banda investindo todas as suas fichas em um clima veranil, repleto de cores e clima quente. Como se quisesse anunciar que o verão está próximo, o grupo amplia, no vídeo de “Endofinar”, os rumos tropicais de base musical divertida e assumidamente pop.

Devendra Banhart – Für Hildegard von Bingen

Um dos arquitetos dos novos caminhos da música folk, Devendra Banhart vem construindo, nos últimos anos, uma carreira marcada pela competência. Gosta do gênero, curte coisas novas mais ainda não conhece o artista? Pois corra para o Google agora mesmo: além de tudo, o cara está cada vez mais ligado ao Brasil. Amigo de Rodrigo Amarante, e uma das influências do disco “Cavalo”, o cantor está passando pelo nosso país, tendo shows marcados para São Paulo (13/11) e Porto Alegre (18/11). Enquanto isso, veja a curiosa rotina de uma noviça rebelde no clipe de “Für Hildegard von Bingen”, uma das faixas de “Mala”, o último disco lançado pelo artista texano.

Baio – Mira

Se não bastasse ter desenvolvido junto com a sua banda um dos melhores discos dos últimos anos, Chris Baio, baixista do Vampire Weekend, decidiu embarcar em um bem-sucedido empreendimento solo. Repleto de batidas excitantes e sonorizações modernas, o EP “Mira” mostra o talento que o músico detém também como produtor. No clipe da música que dá título ao seu trabalho, olhares são explorados através de um hilariante andamento eletrônico.

Grizzly Bear – Listen and Wait

Ouça e espere: é essa a ordem dada pelo Grizzly Bear em sua mais nova canção. Um aperitivo do que está por vir na versão estendida do álbum “Shields”, prevista ainda para 2013, a canção mostra uma continuação natural do que a banda havia apresentado em seu último e aclamado disco, lançado no ano passado. Mais do que apresentar uma novidade, “Listen and Wait” se caracteriza como uma contemplação dos mesmos elementos que envolveram “Shields”: aquela mesma ideia atmosférica, agarrada às melhores concepções do pop barroco dos anos sessenta.

MGMT – Alien Days

Em seu último álbum, o MGMT mergulhou tanto nas ideias psicodélicas que acabou criando um registro totalmente exagerado, de difícil audição, em um sentido de oposição aos acertos firmados pela dupla em “Oracular Spetacular”. Se de fato o MGMT não está muito a fim de lançar músicas acessíveis, seu novo clipe, filmado para “Alien Days”, parece ser uma boa explanação dessa ideia. Melhor faixa do registro, a canção se caracteriza por um agradável acerto melódico – algo que geralmente passa distante das demais canções do disco.

A$AP Rocky – Angels

Um passeio de bicicleta por Nova York utilizando máscaras do Jason. Tal ideia inusual só poderia vir do rap atual, e quando se trata de A$AP Rocky, concepções desse tipo podem ser até consideradas normais. Embebida nos conceitos do último álbum do rapper, lançado no início deste ano, a canção é um daqueles típicos números de A$AP Rocky, contando com um turbilhão de rimas bem pensadas e uma sonoridade atraente.

Los Campesinos! – Avocado, Baby

O recém-lançado “No Blues”, quinto álbum de estúdio da banda galesa Los Campesinos!, é um novo acerto na constante e competente discografia do sexteto. Construída sobre um conceito suave e bonitas sobreposições de sons, “Avocado, Baby” é uma feliz escolha para single, deixando bem perceptíveis os elementos acessíveis da base musical do conjunto. No clipe da canção, programas de auditório são satirizados ao serem transferidos para uma concepção distante de seu tradicional bom humor: apesar da base “alegrinha” do single, é uma tímida melancolia que dá as caras em seu registro audiovisual.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s