1973: Aerosmith – Aerosmith

Sem nenhuma dúvida, a banda Aerosmith é uma das maiores e melhores da história do hard rock. Caracterizada pelo marcante vocal de Steven Tyler e pelos ótimos riffs do guitarrista Joe Perry, o Aerosmith continua na estrada há quase quarenta anos, se mantendo como um dos principais grupos do gênero. Em seu álbum de estreia, auto-intitulado, o Aerosmith já mostra o que seria a base para todo o hard rock americano das décadas de setenta e oitenta.

Forte do início ao fim, o álbum “Aerosmith” traz um um hard rock puro, feito com bastante brilhantismo. A primeira faixa, “Make It”, já embarca em riffs hipnotizantes, numa canção bem marcada e com várias variações que a tornam estruturalmente complexa, principalmente para uma banda em seu álbum de estreia. “Somebody” é outra música construída através dos brilhantes riffs de Joe Perry, e apesar de ser mais simples que a faixa anterior, mantém a musicalidade do álbum em um nível altíssimo, oferecendo ao ouvinte o mais puro hard rock.

“Dream On” é a música mais clássica do álbum, e certamente um dos grandes clássicos de toda a carreira da banda; belíssima em toda sua duração, contém um dos maiores espetáculos de guitarra já ouvidos, que aliados a um vocal marcante e um refrão pegajoso, perfazem o ponto máximo do álbum. A seguinte é “One Way Street”, a faixa mais longa do álbum, com sete minutos; é um rock fortemente influenciado por blues, escancarando toda a habilidade da banda, capaz de tornar uma música tão longa algo que passa longe de ser enjoativo.

Abrindo o Lado B do álbum temos “Mama Kin”, mais um dos grandes clássicos da história da banda; é um rock forte e contagiante, com várias variações muito bem feitas, em que a guitarra de Perry se mostra poderosa como nunca. “Write Me a Letter”, a sexta faixa, é a mais bluseira do álbum, mostrando todas as influências da banda, em uma canção bem encaminhada que contém uma forte estrutura. “Movin’ Out”, a penúltima, é um dos pontos mais fortes do álbum, mais uma vez construída basicamente através do riffs de Perry, mostrando toda a competência não só do lead guitar, mas de todos os músicos da banda, que executam um instrumental cheio de vida.

Um cover de Rufus Thomas, “Walkin’ the Dog”, clássico do R&B da década de 60, e anteriormente já regravado pelos Rolling Stones, fecha muito bem o álbum de estréia do Aerosmith, conseguindo colocar a marca e a atitude da banda em uma canção que já era conhecida.

Se o ouvinte anseia por ouvir um álbum setentista do Aerosmith, sem dúvida um hard rock puro e sem rodeios é o que ele espera. E o álbum de estreia da banda não falha neste conceito, trazendo todos os elementos característicos da música da banda, que contribuíram muito para o crescimento e a popularização do rock pesado.

É possível dizer que o Aerosmith se mostrou brilhante logo em seu álbum de estreia, que apresenta toda a consistência e o brilhantismo existente nos grandes trabalhos da primeira metade dos anos setenta, uma das áureas épocas do rock clássico. Forte e animador, o álbum “Aerosmith” é um grande debut, sendo de audição obrigatória não só para fãs de classic rock, mas para amantes da boa música.

NOTA: 9,0

Track List:

01. Make It (Steven Tyler) [03:38]

02. Somebody (Tyler/Emspack) [03:45]

03. Dream On (Steven Tyler) [04:28]

04. One Way Street (Steven Tyler) [07:00]

05. Mama Kin (Steven Tyler) [04:25]

06. Write Me a Letter (Steven Tyler) [04:11]

07. Movin’ Out (Tyler/Perry) [05:03]

08. Walkin’ the Dog (Rufus Thomas) [03:12]

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