2011: Suck It And See – Arctic Monkeys

Os Arctic Monkeys finalmente estão de volta. Levando em consideração o fracasso do álbum “Humbug”, de 2009, demorou quatro anos para que uma das melhores bandas da cena indie atual voltasse a fazer um bom trabalho. O fato é que “Suck It And See” não deixa a desejar; o som voltou a ter brilhantismo, deixando de ser aquela coisa melancólica e desanimadora do “Humbug”.

A faixa de abertura do álbum, “She’s Thunderstorms”, já é uma ótima música, com belos riffs e uma pitada de pop; nela se percebe claramente a melhora instrumental da banda, e que o álbum não decepcionará o ouvinte. “Black Trade”, a segunda faixa, é uma boa música, com elementos britpop, porém não muito empolgante, deixando a desejar principalmente quanto aos riffs repetitivos. “Brick By Brick” vem depois, pesadíssima e empolgante, com uma pesada linha de baixo e guitarras alucinantes; lembra os primeiros trabalhos da banda, só que evoluídos, é claro.

“The Hellcat Sprangled Shalalala” traz de novo aquele rock melódico que agradou a muitos nos dois primeiros trabalhos da banda, deixando claro que as coisas voltaram a tomar um bom rumo. A faixa 5, “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair” surpreende muito, é praticamente indie-metal, com uma pesadíssima linha de baixo; é sem dúvida a música mais pesada da discografia dos Arctic Monkeys. “Library Pictures” volta a lembrar bastante as músicas mais antigas, principalmente as do Favourite Worst Nightmare (2007).

“All My Own Stunts” é a sétima do álbum, um indie animado e melódico, com a cara dos Arctic Monkeys. A seguinte, “Reckless Serenade”, é outra música legal, mais uma vez com uma linha de baixo bem perceptível (a mixagem do álbum talvez tenha se preocupado em deixar o som do baixo de Nick O’Malley num volume bem alto). “Piledriver Waltz” não surpreende, e nem empolga; é uma boa música, melódica, mas apenas mais uma.

“Love Is a Laserquest” decepciona um pouco, depois de várias músicas boas; não que seja uma porcaria, mas é um pouco chata, sem variações. A penúltima faixa, que dá título ao álbum, tem uma melodia muito boa, que se alia perfeitamente ao vocal de Alex Turner. O álbum fecha com “That’s Where You’re Wrong”, que volta a surpreender positivamente, mostrando o amadurecimento musical da banda, com riffs marcantes e várias variações; empolga como toda música que fecha um bom álbum deveria empolgar.

Que bom que o “Suck It And See” trouxe a volta dos Arctic Monkeys aos bons trabalhos. Não chega a ser tão brilhante como o “Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not”, de 2006, ou o “Favourite Worst Nightmare”, mas é muito superior ao fraco Humbug, seu antecessor. O álbum é muito bom, mas ainda falta um pouco de consistência; algumas músicas são bastante empolgantes, animam bastante quem gosta de rock, mas algumas deixam a desejar. Mas é uma boa retomada.

Ouvindo o “Suck It And See”, fiquei ansioso pelo próximo trabalho dessa banda, e esperando por mais músicas como a aclamável “Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”.

NOTA: 8,0

Track List: (todas as letras escritas por Alex Turner)

01. She’s Thunderstorms [03:55]

02. Black Treacle [03:35]

03. Brick By Brick [02:59]

04. The Hellcat Sprangled Shalalala [03:00]

05. Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair [03:04]

06. Library Pictures [02:22]

07. All My Own Stunts [03:52]

08. Reckless Serenade [02:43]

09. Piledriver Waltz [03:24]

10. Love Is a Laserquest [03:12]

11. Suck It and See [03:46]

12. That’s Where You’re Wrong [04:17]

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